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El Periódico Extremadura | Domingo, 21 de outubro de 2018

Un {camaleón} em La Moncloa

ANTONIO Galván González
09/06/2018

 

Lo de Pedro Sánchez é, verdadeiramente, para nota. Leva poucos anos na cimeira da política espanhola, mas já tem oferecido tantos perfis diferentes, e inclusivamente {antitéticos}, que, se não fosse porque falamos de um político, pensaríamos que é um autêntico professor da transfiguração.

Porque é certo que, em política, às vezes temos que assistir a {giros} {discursivos} que nos deixam atónitos. Mas não acredito/acho que tenha nem um líder político que tenha dado tantos {tumbos} ideológicos, antes de converter-se em governante, como Pedro Sánchez. Se fazem memória, recordarão que teve um primeiro Pedro Sánchez, centrista, que conseguia as louvores de meios conservadores e liberais por erguer a bandeira de Espanha. Posteriormente, pudemos contemplar a outro Pedro Sánchez, radical, que competia com Pablo Iglesias pela hegemonia da esquerda.

Mais tarde, vimos a um Pedro Sánchez, {componedor} e defensor do consenso, que se entendia à perfeição com {Albert} Ribeiro. Depois de/após suas segundas eleições como candidato, regressou o Pedro Sánchez mais sectário, e tentou frustrar a investidura de um Mariano Rajoy que tinha ganho, por uma maioria ainda mais larga, as eleições. Como seu jogo/partido o {acogotó} e não lhe deixou bloquear o país, Sánchez demitiu-se, e se foi embora contrariado e perturbado.

Não demasiado tempo depois, voltou para disputar-lhe a secretaria-geral do PSOE a {Susana} Díaz, postulando's como {adalid} da militância e do «não é não». Após vencer a Díaz, durante meses e meses, foi Pedro Sánchez «o desaparecido», porque não se lhe via nem ouvia por nenhum lado. E, de repente, alumiou uma moção de censura, e tornou-se em Pedro, o presidente. Mas, para chegar a presidente, teve que aliar-se com 22 partidos mais, o que lhe conferiu outra vez um perfil radical, sectário e nada fiável.

E, de novo, {mutó}, e pôs-se o trouxe social-democrata para nomear um conselho ministerial muito mediático e {hipertrofiado}. Acima de tudo isto, vocês, igual que eu, se perguntarão que qual é o verdadeiro Pedro Sánchez. E, infelizmente, não encontrarão resposta. Porque, depois de/após esta trajetória, só/sozinho se pode afirmar, a ciência certa, que Sánchez tem uma ambição desmedida, que é capaz de fazer o que seja para alcançar o poder/conseguir, e que, sem dúvida, mudará a cor de sua pele as vezes que seja necessário para evitar um despejo de La Moncloa como o que já sofreu, faz algo menos de dois anos, na sede socialista da rua Ferraz.

* Diplomado em Mestrado

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