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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 21 de septembro de 2018

{Borrell}, mensagem de Sánchez a Catalunha


05/06/2018

 

A presidência de Pedro Sánchez começou a andar com o objetivo urgentíssimo de formar Governo. Dos nomes que há em cima da mesa destaca a nomeação de José Borrell como ministro de Exteriores. Borrell foi um dos dirigentes socialistas que mais tem combatido, desde o terreno das ideias, o independentismo. Nos aziagos dias de Outubro participou, num papel relevante/preponderante, nas manifestações de Sociedade Civil Catalã contra da deriva unilateral em Catalunha, e nas hemerotecas se pode encontrar um famoso debate com {Oriol} {Junqueras} no qual desmontou as dissertações económicas com que se sustentava a independência.

Borrell une à experiência de governo de ter sido ministro os contactos e prestígio que lhe proporcionaram seus anos como presidente do Parlamento Europeu. Sua nomeação põe de relevo que, à diferênça de um Mariano Rajoy que sempre apostou em a {judicialización} do conflito catalão, Sánchez não teme levar o assunto de Catalunha ao terreno da confrontação política, ao debate de ideias. Neste sentido, Borrell é um perfil intelectualmente sólido, combativo e capaz de contraprogramar o relato independentista na Europa. Ao mesmo tempo, e dada a animadversão que a figura de Borrell levanta no independentismo, Sánchez dissipa a dúvida de que tivesse negociado um pacto secreto com os independentistas em troca de seu apoio.

Negociar é uma palavra fetiche no relato independentista, mas carregada de conotações. O primeiro dia de trabalho do novo Governo catalão, tanto/golo o presidente da Generalitat, {Quim} {Torra}, como uma das mulheres fortes do Executivo, {Elsa} {Artadi} (ambos, e não é casual, de {Junts} {per} Catalunha), coincidiram em enviar a mensagem de que a via unilateral não está enterrada. {Torra} precisou que a negociação que deseja com Sánchez será «Governo a Governo» e partirá «do referendo de autodeterminação de 1 de Outubro, e da declaração política de independência de 27 de Outubro». Com a nomeação de Borrell, Sánchez assinala que está nas antípodas desta postura. Quando o novo presidente fala de negociar, sempre se refere dentro do quadro constitucional e estatutário. Sánchez não é Mariano Rajoy, mas que queira abrir uma via política não implica que sua posição em relação ao independentismo seja menos combativa.

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