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O bom {desescalador}

Descendo cada um a seu livre-arbítrio, não se poderá conseguir uma descida seguro para todos

 

O bom {desescalador} -

RAMÓN Gómez Pesado
11/05/2020

Dizem os adeptos a subir montanhas e picos altos que o pior de tudo, o que implica mais perigo não é subir, mas descer. Os entendidos na matéria afirmam que o verdadeiro perigo ao escalar uma montanha começa justamente quando {has} alcançado a cimeira e tens que começar a descer. Se produzem muitos mais acidentes ao descer que ao subir, apesar de que alguns profanos na matéria não o criam/acreditem assim.

Quando se sobe, vais de refresco e se gastam as forças em conseguir a cume, pelo que, ao descer, temos de fazer {zig}-{zags}, com muito cuidado e olhando bem onde se põe o pé porque, entre outras coisas, {afrontas} a descida esgotado pelo estreitamente empregando ao subir. Ao descer, uma vez conseguido o objetivo, costuma descer também a guarda e é nessa altura quando aumenta o risco de sofrer um contratempo importante, que pode {echar} por terra tudo o estreitamente realizando anteriormente.

E o que está {meridianamente} claro é que a tarefa do descida/desmpromoção deve fazer-se, {preferiblemente}, de maneira coletiva e {amarrados} todos a uma soga grossa. Para realizar a volta até uma nova normalidade no nosso país, a primeira que deveria dar mostras de confiança e segurança é a União Europeia. Mas esta, infelizmente, mostra uma grande fraqueza na hora de atuar conjuntamente para lutar contra um inimigo invisível para todos que conseguiu contagiar já a mais de três milhões e meio de pessoas e matar a perto de trezentas mil em todo o mundo. Está presta a dizer o índice de pontos que vai a descer a economia do nosso país, mas não a ajudar para que os ricos do norte (como sempre), ajudem aos pobres do sul (também como sempre).

Na hora de falar {telemáticamente} para procurar e dar início uma solução pragmática e eficaz, pesam mais os euros que as vidas humanas, e os ansiados acordos para ajudar aos países da União que mais o necessitam não acabam de chegar para evitar {males} maiores/ancianidade que ainda estão por chegar. É que, qualquer observador medianamente inteligente, na hora de analisar a atitude de Europa perante este tema, não deixará de dar a razão a um dos louros mais famosos, com o cabelo alvoroçado, que agora dirige os desígnios do Reino Unido, quando decidiu dar início o tão trazido e levado {brexit}. Pelos vistos, o único que perdeu ao ir-se de Europa é que o Banco do Reino Unido imediatamente gere {libras} {esterlinas} para paliar o problema que eles têm. Entretanto, Europa não se põe de acordo para que o Banco Central Europeu faça o próprio.

E se a tudo este obstáculo maiúsculo se lhe acrescenta que a corda em Espanha que tinha que assegurar a descida da cimeira a todas as Comunidades Autónomas também se volta débil e inseguro, a {desescalada} para enfrentar a transição e voltar a essa ansiada e nova normalidade se antoja mais que difícil. Se, num par de meses desta primavera inolvidável de dois mil vinte, se perderam já no nosso país mais de vinte e seis mil pessoas, não devesse ter lugar na política a desacordos e improvisações inúteis que não conduzem à solução dos problemas. Não devessem aparecer mais de 17 formas diferentes de dirigir a {desescalada}, porque, descendo cada um a seu livre-arbítrio, não se poderá manter uma corda firme/assine que nos proporcione uma descida seguro a todos.

Não é tarefa fácil, numa Espanha, se calhar demasiado descentralizada e com interesses diferentes, sair todos a uma, de um problema que subida tantas vidas humanas cada dia. Por isso vem a conto o que um sábio amigo {cordobés}, que conta já 95 primaveras e que costuma repetir-me que nisto da coisa pública há mais malandros que cães nus, que afirma, com rotundidade, que a esta Espanha por {desescalar}, o {desescalador} que a {desescale}, bom {desescalador} será.

*Ex-diretor do IES Ágora de Cáceres.