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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

Batalhas por deliberar

CHELO Sánchez Bardón
08/03/2020

 

Desde há um tempo até agora não parava de ouvir a palavra ‘{sororidad}’ sem saber muito bem que significava embora, como lhes terá passado a muitas outras mulheres, a tenho sentido toda minha vida: a irmandade entre mulheres em questões sociais de género. Esta simples curiosidade reflete um aspeto que, em minha opinião, é fundamental no avanço na igualdade de oportunidades entre homens e mulheres: {visibilizar}. Fazer visível mas também fazer ver.

E um 8 de Março, Dia Internacional da mulher, temos que {visibilizar} às numerosas mulheres que trabalham nosso campo como agricultoras e pecuárias profissionais, às mulheres que trabalham nas cooperativas agrárias para que o emprego e riqueza que geram como empresa se fique em nossa terra e às, cada vez mais, mulheres que fazem parte de conselhos reitores de cooperativas ocupando diferentes postos. Desses postos se calhar o mais visível, já que é do que estamos a falar, é o da presidência da cooperativa: tinha 4 presidentes de cooperativas ao início do ano 2019, que {finalizamos} com 14 presidentes.

Vamos avançando e se está notando. Fica muito por percorrer, é verdade, porque isto não se faz em dois dias; mas fizemos nossos deveres, porque a igualdade de oportunidades tornou-se numa das linhas estratégicas de Cooperativas Agro-alimentarias Extremadura como federação que aglutina e representa às cooperativas agrícolas e pecuárias da região.

Nesses avanços no sector cooperativo agroalimentar, tem muito que ver a nova Lei de Sociedades Cooperativas da Extremadura, uma lei pioneira e que muitas outras comunidades autónomas copiarão, porque impulsiona a presença de mulheres nos conselhos reitores das cooperativas e a criação de comités de igualdade. E também tem muito que ver o estreitamente que vem desenvolvendo Cooperativas Agro-alimentarias Extremadura desde há anos e cujos frutos começámos a recolher.

De facto, no ano 2019 demos um salto qualitativo e quantitativo. Foi um ano chave para a igualdade no seio de Cooperativas Agro-alimentarias Extremadura, que conta já com seu Sectorial de Igualdade de Oportunidades. É a primeira sectorial horizontal para nossas cooperativas associadas, independentemente do sector agrário ao que se dediquem e tem começado tem estabelecer já as diretrizes de atuação para favorecer a igualdade de oportunidades nas cooperativas.

Temos trabalhado em formação e liderança feminina, em motivação, em confiança, etc. para dar as ferramentas necessárias a agricultoras e pecuárias sócias de cooperativas para que participem na cooperativa. Temos posto em marcha um programa de {mentoring}, temos ajudado a nossas cooperativas a realizar códigos de boas práticas em matéria de igualdade, estivemos em Bruxelas defendendo o papel da mulher rural, celebrámos o primeiro e único Campus Mulher Cooperativista e {preparamos} já o segundo, entre outras muitas ações. Tudo isso para favorecer a participação das agricultoras e pecuárias sócias de cooperativas nos órgãos de gestão e direção das mesmas, para que liderem o meio rural e, com isso, conseguir manter a população no âmbito rural e propiciar o substituição geracional no cooperativismo agroalimentar.

Temos muitos reptos/objetivos pela frente/por diante e nossa vista não retira-se das muitas batalhas que ficam ainda por deliberar, que não terão êxito se toda a sociedade não se sensibiliza em torno de isso e está consciente de que a igualdade entre homens e mulheres supõe um forte impulso social porque acabará com a discriminação e um revulsivo económico que será além disso sustentado e inclusivo. Mas também é necessário que a Administração trabalhe de forma ativa, que facilite mecanismos, que ponha sobre/em relação a a mesa planos de ação reais para a atenção, proteção e empoderamento da mulher.

*Presidenta da Sectorial de Igualdade de

Cooperativas Agro-alimentarias da Extremadura.

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