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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 25 de junho de 2018

Banderas

JUAN Jiménez Parra
11/06/2018

 

El mundo está cheio de bandeiras. Cada povo/vila, cada cidade, cada província, cada autonomia, cada país, tem sua bandeira. {Recuerdas} que quando eras escolar tinham um pequeno dicionário em cujas páginas centrais mostravam-se todas as bandeiras dos cinco continentes. A miúdo te {abstraías} olhando aquela bonita coleção de {rectangulitos} policromos.

Em princípio todas as bandeiras são símbolos inócuos. Concebê-las, exibi-las ou olhar-les não deveria trazer consequências negações para ninguém. Mas muitas vezes infelizmente não é assim. A ofensa, a hostilidade, a intolerância, a discórdia, chegam através das bandeiras.

Em Espanha, durante os quarenta anos {trascurridos} de democracia, dois bandeiras, a {rojigualda} constitucional e a amarela, vermelha e {morada} republicana têm dividido a parte dos espanhóis. A outra parte, na qual te {incluyes}, sois esses que {pensáis} que as bandeiras nem se comem, nem se bebem, embora nalguns casos se lhes dá mais importância que ao pão e ao água; e inclusivamente que ao presunto e ao vinho.

A BANDEIRA {rojigualda} tornou-se num instrumento utilizado por muitos espanhóis para exibir seu exacerbado espanholismo, e a mostram em todas partes e a todas horas. Quando para ser bom espanhol é suficiente com ter a nacionalidade espanhola, não defraudar a Finanças, cumprir as leis e pagar teus impostos em Espanha. Por outro lado, os nostálgicos da República questionam a atual democracia monárquica ondeando a bandeira tricolor que em seu dia representou à República, algo que, para piorar as coisas, costuma encrespar aos nostálgicos da Ditadura Franquista, aqueles que, paradoxalmente, também questionam a atual democracia mostrando sua bandeira anticonstitucional.

Em Catalunha, a {senyera} e a {estelada} se estão utilizando como armas de arremesso entre os catalães constitucionalistas e independentistas.

Em fim, que para muitos cidadãos uma bandeira tem um apreciado valor, mas seguro que a qualquer pessoa em situação precária lhe é indiferente a bandeira que lhe represente. Porque, como {dices}, as bandeiras nem se comem nem se bebem.

* Pintor

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