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Avançar/adiantar sem recuar

 

19/05/2020

O imenso esforço que fez a sociedade espanhola contra o {covid}-19 deu finalmente seus frutos. O número de contágios se tem conteúdo, os rendimentos nas {ucis} se controlaram e o número de mortos se tem travado. O confinamento tem comportado sacrifícios pessoais, económicos, sociais e políticos. Mas a baixa taxa de contagiados demonstra que, por parte da população, se têm seguido/continuado as instruções da autoridades embora fossem mais ou menos acertadas. O {desconfinamiento} é mais complicado porque não é uma estratégia de tudo ou nada mas de progressividade. Do tratar-se não é de ir muito depressa mas de evitar sobressaltos que nos obriguem a recuar. O Governo, em demasiadas ocasiões, dá amostras de dúvidas neste sentido. Passou com as idas e vindas com as máscaras, por exemplo. Embora também é certo que se explica pela complexidade desta pandemia e pela necessidade de ser flexível perante determinadas procuras.

Uma deriva perigosa nesta etapa de {desescalada} é converter o ritmo do {desconfinamiento} num confronto territorial e, ainda pior, numa contradição irresolúvel entre medidas sanitárias e medidas económicas. No primeiro caso, aqueles que o apresentam nestes termos, como a presidenta da Comunidade de Madrid, confiam pouco/bocado na inteligência dos cidadãos aos que servem. De igual maneira, o custo duma recaída pode ser ainda maior que o custo de seguir/continuar uns dias mais de confinamento. Os empresários sensatos também o sabem e atuam em consequência na elaboração seus próprios planos de contingência. Outra coisa é que tenha que ser sensíveis a determinadas procuras perante medidas que, segundo como se apliquem, podem pôr em xeque a sectores económicos decisivos como pode ser o caso do turismo. Urge esclarecer que vai a passar nas próximas semanas com a anunciada quarentena a todos os viajantes que aterrem em Espanha. Saúde advoga porque se prolongue até ao fim do estado de alarma mas essa possibilidade choca com a posição da União Europeia e pode pôr em risco a competitividade relativamente a outros mercados turísticos. Sejamos cautelosos, mas não mais cautelosos que nossos sócios europeus.

Para a economia espanhola um recuo teria graves consequências. O Banco de Espanha assinalou ontem que considera improvável o cenário mais otimista que tinha considerado e cifra a queda/redução do PIB no 2020 entre o 9,5% e o 12,4%. Uma desastre da que não nos {recuperaremos} plenamente em todo o ano 2021. A crise económica vinculada a pandemia não será um V mas um Ou com uma base mais pronunciada. É lógico que algumas vozes, perante este cenário, advoguem por acelerar a saída do confinamento. Mas, não nos {engañemos}, o custo de arrancar e parar sempre é maior que o duma aceleração progressiva e contínua. Mais que apressar-se, se calhar o importante é preparar-se para essa recuperação. Tanto/golo as empresas como as mesmas administrações. O mesmo Banco de Espanha pediu um plano de consolidação fiscal e de remodelações. O primeiro será muito mais duro sem o segundo, mas as remodelações som impossíveis sem grandes acordos sociais e políticos, isso já o vivemos em 2008.