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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

Até à {Cor}(ou/i){na}

MARIO Martín Gijón
14/03/2020

 

{Acabamos} a semana até à cocuruto do coronavirus, com escolas fechadas (os pais que se {apañen}, sobretudo os que não tenham avós a mão), vetando nosso país aos aviões italianos e muitos países aos turistas espanhóis, com as ligas de futebol e basquetebol cancelados, tal como infinidade de festejos e atos culturais, com um tremendo trambolhão das sacos e com muitas pessoas inquieta, quando não histérica, enchendo o carroça no supermercado como se viesse de caminho uma horda de zombies.

Certo que o risco de expansão descontrolada é real, num mundo onde não temos globalizado só/sozinho a economia mas também as doenças. Na Extremadura, embora ao início parecia que o isolados que estamos ia a isolar-nos do contágio, infelizmente já temos de contar a primeira vítima mortal, e certamente não seja a última. Num país democrático, que ao contrário de China é relutante a impor medidas de {coerción}, dependerá da responsabilidade de cada um. Por enquanto, os estudantes extremenhos que voltam de Madrid fariam bem em vigiar-se possíveis sintomas.

Se até agora, desde/a partir de a esfera política, se tinha transmitido certa tranquilidade, sobretudo pela competência de Fernando Simón, mas também porque o tema não se estava utilizando como arma política, a coisa mudou na segunda-feira, pois a Pablo Casado começou a picá-lo o corpo pela sensação de estar apoiando ao governo, e o acusou de «descoordenação» e de «ir por detrás de os acontecimentos», sem recomendar nada concreto. Mais bem ele vai por detrás da sociedade, que sabe que o vírus não entende de cores políticas, e lhe parece tão saboroso o organismo de Irene Montero como o de Javier Ortega Smith. Na quinta-feira, com a situação agravada, acusou ao governo de estar pondo {tiritas} para conter uma hemorragia, mas ele não propôs medidas alternativas às que se estão tomando de acordo com os peritos médicos. Lamentável espetáculo querer tirar réditos políticos numa questão que necessita a maior/velho responsabilidade e unidade por parte de todos.

E do coronavirus à Coroa e a {Corinna} {Larsen}. A Mesa do Congresso dos Deputados rejeitou a criação duma comissão de investigação sobre/em relação a as finanças suíças e panamenhas do rei emérito Juan Carlos I, cujo escândalo ficou esquecido pela pandemia. Essa comissão só/sozinho foi apoiada por Podemos e os nacionalistas (todos a uma galegos, bascos, catalães), e o argumento do resto de partidos para votar contra foi o parecer dos letrados do Congresso para os quais a inviolabilidade constitucional do monarca «abrange tudo o período em que exerce a chefatura do Estado». Vamos, que em Espanha, o rei, enquanto é rei, se lhe {place}, pode até violar e matar sem que lhe passe nada, e se se retira, poderia continuar a viver como um rei e sem que ninguém lhe peça contas. Uma posição algo frágil, por outro lado, quando já o estão investigando por graves irregularidades juízes suíços e britânicos.

Triste final o do reinado de Juan Carlos I, um monarca que conseguiu fazer aceitável a monarquía a muitos espanhóis que, sem ser monárquicos, eram {juancarlistas}. Seu papel na Transição e no 23-F lhe {granjearon} o respeito e a admiração de seus compatriotas. Parece que confundiu isso com a impunidade, e ninguém lhe assessorou para evitar que se {rodeara} de companhias pouco/bocado recomendáveis, fossem reis {saudíes} ou pseudoprincesas alemãs. Esse rejeição a uma comissão que {aclarara} o assunto, deixa ver que ninguém, nem no PSOE nem no PP, acredita em sua inocência, e tratar-se de esconder baixo/sob/debaixo de o tapete os trapos sujos da Coroa, como foi habitual e tradicional entre os {Borbones}.

*Escritor.

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