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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 16 de janeiro de 2018

As pensões deveriam ser o tema


14/01/2018

 

Um cruzamento e uma soma de {irresponsabiliades} e desafios tem provocado que, desde o arranque da última legislatura espanhola, Catalunha tenha monopolizado o debate político e social. Entretanto, um dos pilares básicos do Estado do bem-estar –junto à saúde e à educação–, o sistema de pensões, acumulava um défice de 18.000 milhões enquanto consumia a mealheiro criado após o Pacto de Toledo, o última tentativa de forjar um acordo político e social em torno de este assunto.

As pensões em Espanha têm problemas e ameaças estruturais e conjunturais que se devem analisar e debater com urgência, tanto/golo no Congresso como com os parceiros sociais.

Entre os défices estruturais está a ambiguidade com que se constituiu. Estamos perante um sistema de pensões que funciona sobre/em relação a a base da distribuição –os beneficiários de hoje recebem o que dão os {cotizantes} de hoje– embora uma boa parte da população está convencida de que participa num sistema de provisão, isto é, que suas prestações dependem das contribuições que fez no passado. De igual maneira, o sistema espanhol de pensões segue/continua financiando com as contribuições dos trabalhadores ativos as pensões não contributivas, isto é, as de aqueles que recebem uma pensão que deveriam financiar-se com os impostos.

A estes desajustes de fundo se têm somado três fatores conjunturais: a curva demográfica, a crise económica e, muito especialmente, o modelo produtivo que escolheu Espanha para sair dela. Estamos a viver a reforma da geração chamada do {baby} boom.

Este era um dado conhecido e previsível ao que os gestores políticos não fizeram muito caso, exceto na criação da famoso mealheiro que a crise se levou pela frente/por diante. Mas, além disso, a crise tem precipitado seu impacto como consequência de que muitos sectores produtivos têm optado pelas pré-reformas.

De maneira que o aumento de {perceptores} e a diminuição das prestações chegou antes e com maior intensidade. E o futuro não é muito mais animador dado que o trabalho precário e temporal agrava o impacto negativo da demografia.

Urge, pois, que este seja o epicentro do debate político e que se procurem soluções de consenso. Porque, enquanto, aqueles que o pagam são os pensionistas que se empobrecem em silêncio.

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