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As latadas de protesto

 

Olga Seco
17/05/2020

Os dias vão passando e junto à espontânea naturalidade do viver vemos o repousado caráter duns e a agitação de outros. Há coisas que nem com habilidade intelectual se entendem ({sonrío}) suponho, que ao carecer de profundidade, som acontecimento errante que se perde junto ao recreio do impulso. Se levantasse a cabeça Santa Teresa de Jesús, e visse para que servem hoje as panelas, se quereria voltar a ficar no jazigo. Ela, que por excelência era a exatidão do pensamento repousado que relaciona com a prudência e o silêncio. Sim, ela, a maravilhosa mulher que escreveu «O livro da vida».

As pessoas que vêem no ruído uma «manifestação», acredito/acho que não pensaram, que junto ao amuo se perde a atitude {razonadora}. A crítica que está {fecundada} com o pensamento, sempre é estimulante, junto à mesma (normalmente) não existe a mais leve sombra de ignorância. Mas, {díganme}, ¿que correspondência há entre o ruído e a crítica? Junto ao balbúrdia (opinião subjetiva) um tem a incomoda sensação de estar num beco sem saída. A verdade, há um momento em que o turbulento se {apodera} de nós, e para sair daí, um tem que pagar com o rédito da cólera. Que estúpido ¿verdade? falar de {humanismo} nos tempos que correm. Eles, com todas suas utopias lhe deram as boas-vindas/bem-vinda ao pensamento; e nós (os mais «eruditos» de todos os tempos) se a damos ao ruído, claro que sim, uma forma muito «elegante» e «{armónica}» de expressar o que pensamos. É a leite elevar-se entre sons tão repetitivos, além disso compostos num momento e sem {partitura}; acredito/acho (pelo que vejo) que há inumeráveis formas de tocar as panelas, a mais imperante e socorrida é com uma colher de madeira. E digo eu, se todas as paixões, nalgum momento estendem a subir à cabeça, ¿veremos, proximamente, a algumas pessoas completar o instinto? Que propósito,sim, levar uma panela na cabeça e tocá-la com os neurónios. Seria genial, converter semelhante artefacto num símbolo da história do pensamento...

Atirar-se ao ruído é não compreender que a voz que mais tarde chega é a que nos distância da razão. Muitas pessoas vêem no silêncio {condescendecía}, eu pessoalmente, vejo prudência e sabedoria; dos clássicos {aprendí} que as pessoas que mais força têm, som as que som consciencializa que pensa antes de falar. Muitos deles (aí está seu legado) foram um resumo de silêncio e solidão; se {desmenuzamos} seus textos, podemos ver que a maioria das vezes, o silêncio é a espada invisível que vence com sabedoria. Acredito/acho que as pessoas que transformam o amuo em ato irresponsável não pensam. Debater é saudável, mas andar com panelas fazendo ruído e sendo recriação de histerismo, não sei eu; os impulsos, cedo ou tarde, som tardio lamento que nos recorda os benefícios de pensar as coisas antes de fazê-las ou dizê-las. Além disso, como se não bastasse, os muito sacanas nos roubam a sensatez, e nos deixam mentalmente {inoperantes}.

Muitos dias, {escucho} os {trinos} dos pássaros, junto a eles encontro a alegria expressada desde/a partir de o sentimento e me {transporto} a um mundo afastado do {aturdimiento} e a {ensoñación}. Se o recomendo, junto a eles (é curioso) a insistência não resulta incomoda. Os pássaros e o Duero som meus poetas, os que diariamente me recordam que a vida {brota} do alma e os que me fazem ver a infinita linha do horizonte.

*Escritora