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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 16 de janeiro de 2018

As cartas estão {echadas}

O promoção de {Cs}, a queda/redução de Podemos, a crise do PSOE e do PP, todos esses elementos conformam a verba/partida na Extremadura

ANTONIO Cid de Rivera
07/01/2018

 

Amanhã começa o ano político na Extremadura. Sempre se deixam passar os reis mágicos para iniciar/dar início, verdadeiramente, a anuidade de suas senhorias e retomar governo e oposição/concurso público os {menesteres} próprios do seu cargo. ¿Tudo continua na mesma? Pois não. Passou Catalunha, suas eleições, e tem {trastocado} o status quo no qual {andábamos} metidos, a desídia própria do acontecer da legislatura. Como quando um atira uma pedra contra um portão de chapa, que toda a gente assusta-se e tem que parar um bocado para inteirar-se de que ocurreu realmente. Pois bem, o que passou após o 21-D é que o PSOE cai, o PP cai ainda mais, Podemos se esvazia e Ciudadanos emerge com voz própria até ao ponto em que, de seguir/continuar assim, dará o {sorpasso} aos {morados} e será imprescindível lá onde se presente na hora de conformar governos.

Na Extremadura, de maneira aberta não se diz nada das sensações ou as leituras que atiram as eleições catalãs. É mais, se explica sempre que se pergunta tratar-se de um cenário muito diferente ao nacional e não digamos nada ao regional, onde a supremacia do PSOE e o PP não deixa opções claras ao resto de novos partidos. É verdade que socialistas e populares seguem/continuam somando na região em torno do 80% dos votos, as sondagens internas que realizam assim o descrevem. É lógico se se têm em conta as Câmaras Municipais que governam e a estrutura de jogo/partido de que gozam, mas é evidente que esse 20% de sufrágios que falta para conformar o Parlamento regional é o que permite construir uma maioria e, por {ende}, um governo ou, caso contrário, ir-se à oposição/concurso público. E aí reside o objetivo.

Nas próximas eleições autonómicas de Maio de 2019 não vai haver maiorias absolutas. Isso já o tem claro toda a gente. Em consequência, ¿se há quatro possíveis jogadores (PSOE, PP, Podemos e {Cs}) e dois deles são claras opções ao governo como são o PSOE e o PP, se baixa Podemos a quem beneficia? Evidentemente ao PSOE. ¿E se sobe Ciudadanos? Pois evidentemente prejudica ao PP embora --e aí está a chave-- também ao PSOE.

Podemos ficou com o eleitorado de Izquierda Unida, {arañó} votos a {mansalva} ao PSOE e solicitou apoios de toda essa pessoas {desencantada} dos grandes partidos que pedia mudanças transcendentais na política. Com o passo dos anos e os rotas pelos que tem ido a formação, tudo isso mudou. O {aura} de novidade já não se pode apresentar e a sangria ao PSOE se deteve até ao ponto em que os eleitores fugidos estão {desandando} o caminho. Os {morados} andam de cabeça de um tempo a esta parte sem saber muito bem como dar com a tecla e seus {bandazos} a nível nacional fazem demasiado dano a nível autonómico. ¿Estão ou não estão com os independentistas? Ninguém o sabe, não há discurso nacional duma formação que baseia boa parte de seu êxito em seus dirigentes nacionais. E assim lhes vai, claro.

Ciudadanos está na moda. Se calhar seja frívolo afirmar isto em política. Mas é como em tudo, as tendências marcam à pessoas e a levam a coincidir ou confluir numa mesma direção. Os laranjas são para os {desencantados} da política o último descarte: ¿Nem PSOE nem PP, nem muito menos Podemos? Pois Ciudadanos. Mas é que, além disso, a formação de Ribeiro tem sabido ocupar essa esfera ideológica de centro liberal onde se ganham as eleições e não andor com titubeios na hora de marcar uma ideologia. Isso lhe permitiu exceder a Podemos e ninguém nega já que jogará um papel chegado o momento de conformar maiorias. Estão a fazer estrutura na Extremadura e vão a apresentar candidaturas nas 20 povoações maiores/ancianidade da região. Isso lhes dará a saco/sacola/bolsa de votos que precisam para exceder o 5% que lhes permite entrar na distribuição de assentos parlamentares tanto/golo por Cáceres por como Badajoz.

Ficam PSOE e PP. São as duas opções de governo hoje em dia na Extremadura e ambas andam em franco recuo a nível nacional. Rajoy não levanta paixões e parece sucumbido pelo promoção de Ribeiro e ao fantasma de Aznar que em cima o aclama; e Pedro Sánchez, que parecia ter emergido das cinzas, está {falto} de ideias e desaparecido desde que parece que a união da esquerda já não é a melhor opção. Portanto, nos {quedamos} com Vara ou Monago a nível autonómico, onde o primeiro joga com vantagem dado que está no governo e sempre é melhor ponto de partida, e o segundo andor dando-lhe {mamporros} vamos ver se {mella} sua imagem e recupera o {aura} que o engrandeceu em 2011.

Fica ano e meio e isso em política é uma eternidade, mas as cartas estão {echadas} e com elas temos de começar a verba/partida até que chegue a melhor mão e a ser possibilismo coincida com as eleições.

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