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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 28 de fevereiro de 2020

Aprender a votar

RAMÓN Gómez Pesado
12/07/2019

 

Perante o {ninguneo} absoluto e descarado que os políticos nacionais fazem à cidadania depois de/após umas eleições, deveria habilitar-se uma nova especialidade do professorado cujo objetivo primordial fora ensinar aos cidadãos ao «bem votar». E deveria exigir-se uma nota de corte alta, porque os especialistas escolhidos que tivessem que ensinar esta disciplina, teriam que demonstrar uns dotes de comunicação e convição de altas capacidades.

O primeiro de tudo, teriam que saber transmitir aos alunos a primeira e infalível técnica do bem votar, que seria, naturalmente, nunca expressar o voto na boletim de voto de acordo à ideologia que ao votante lhe {saliera} do alma, mas às possíveis intenções de pactuar que pudesse ter depois a pessoa ou o grupo político ao que vá a votar.

Teriam que explicar bem a os seus alunos que de nada serviria que um voto decidido plenamente à direita, servisse logo para apoiar à esquerda, ou vice-versa, ou que um voto constitucionalista convencido servisse logo para fazer ananás com os independentistas mais recalcitrantes, ou mesmo pior, que um voto duma vítima do terrorismo {apoyara} a alguém que, por {resultas} dos pactos, ao fim e ao cabo pudesse governar com partidos políticos, agora legalizados, mas que, não faz muito, eram os encarregados de assinalar o objetivo sobre/em relação a o que os verdugos deviam estourar suas balas 9 milímetros {Parabellum}, sem ter pedido ainda, nem sequer, perdão por isso.

A segunda técnica na qual estes professores devessem empregar-se bem a fundo seria, utilizando umas estratégias e metodologias modernas de convição incríveis, tentar apaziguar o zanga ao votante que vê que os políticos aos que votou, aos que não votou, e aos que pensou que tivesse sido melhor se não os tivesse votado, estão recebendo só/sozinho por reunir-se para ver se pactuam ou não, importando'ls um {bledo} a cidadania inteira, mesmo dando-se prazos extraordinários para setembro, agora que eles se os retiram aos próprios alunos. É curioso que obriguem aos alunos que tinham que vir em setembro a vir em Julho e eles, que tinham que formar governo em Julho, o deixam para setembro.

E, por último, a terceira técnica que, se a ensinassem bem estes professores, fariam que o votante tivesse a possibilidade de pôr em prática o que se chamaria a «segunda volta submersa». Já que os novos políticos usufruem, desde seus quatorze partidos diferentes depois de/após umas eleições, sem que tenha, nem eles a desejem, uma segunda volta que delimite o «troça» de todos, com tablete, ordenado e telemóvel incluídos, «{diputeando}» pelos corredores do Congresso, agora, o votante «ilustrado», poderia utilizar/empregar em seu boletim de voto, no caso de umas novas eleições, ajudado do poder/conseguir de {abstracción} que os novos professores lhe têm ensinado e, esquecendo aos {partidillos} que pululam no panorama político espanhol com menos assentos parlamentares, se decidiria pelos que mais votos conseguiram nas últimas eleições, o de esquerda até o jogo/partido mais votado da esquerda, e o de direita, até o jogo/partido com mais votos da direita.

* Ex-diretor do instituto/liceu {Ágora} de

Cáceres

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