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Aprender a sofrer

 

OLGA Seco
22/05/2020

O olhar é a expressão que suprime toda palavra. Junto a ela podemos ver a acumulação de motivos, que duma maneira clara, muitas vezes {suprimimos} por pudor ou por vergonha.

Não, não é fácil assumir com sinceridade nossa fraqueza, nos têm ensinado a importância de ocultar o sofrimento e agora (pelos vistos) estamos passando o exame mais sincero. Mas, com efeito, nosso olhar desdiz nossa «divulgada felicidade» e claramente (hoje) somos o restante de um tempo passado; sim, o mesmo que nos fez acreditar/achar, que junto a o simples e efémero estava o máximo esplendor. Mas, já vêem, assim é a vida, da noite à amanhã todos lhe demos importância ao sofrimento (grande professor) e podemos não diminuir-nos ao falar do que nos debilita e nos preocupa. Não sei, igual junto à dureza da vida, está o sentido mais apazível da serenidade. O pouco/bocado está isento de muitas coisas, além disso, junto à carência a atenção não se fixa na forma ou o {contorno}. Todos estamos chamados a suportar o caminho das sofrimentos. E a sustentar (embora seja com escassos motivos) nossa vida. Nosso sentir vai-se modificando com a influencia anímica, e devemos (opinião subjetiva) não alterar o processo e identificar nossas novas variantes. Acredito/acho ({sonrío}) que serão muitas...

Muitas pessoas têm vivido alheias aos cores do sofrimento, suas vidas (possivelmente) têm tido um caminho preferente; embora agora, provavelmente, sejam uma figura descolorida, com o tempo, lhe darão as graças ao sofrimento por ensinar-lhes um caminho paralelo cheio de reflexões e humanidade. Junto a muitas tristezas podemos encontrar uma arrependida atitude, em certo modo, som a rocha na qual descansa o motivo à espera duma rajada de luz. Sofrer é extinguir do nosso vocabulário o requinte de muitas palavras, e chocar abertamente contra a realidade. Visto assim, o contemporâneo se converte em estímulo e a tristeza em subtileza cheia de vigor.

Noutro momento, não faz tanto/golo, ocultar o sofrimento era justificar com uma trama truculenta ({sonrío}) tudo aquilo que voluntária ou involuntariamente nos afastava do estabelecido. Que de vezes nos temos «esforçado» em ser carácter forte para que não se notassem nossos problemas. Pois já vêem, agora (aos poucos) nos temos familiarizado com o contemplativo e encontrámos no triste, nosso relato mais substancial.

De nada serve apoiar-se nas conjeturas da segurança. O estamos vendo, agora (quase tudo) é situação estática que exerce de incógnita e comenta pouco/bocado ou nada para não vê-lo. Em definitiva, me {atrevo} a dizer, que nossa existência foi um alivio imediato destinado para o grande público. Nos temos complicado demasiado a vida, com coisas que em verdade se perdem num minuto. Todos (uns mais e outros menos) queríamos ser «os melhores» e junto à questão temos aumentado os objetos e diminuído os objetivos. Em conclusão: o propósito de muitas coisas, embora pareça ilógico, é o ensino. Acredito/acho que som tempos de aprender a sofrer e com tranquilidade ordenar o que está acontecendo. Aumentando o fim {menospreciamos} o princípio; tenho visto sair o sol de muitos céus nublados e tenho visto junto à composição do sofrimento a força mais expressiva do valor. Nossos sofrimentos, já o disse Teresa de Calcuta, som afagos bondosos de Deus.

*Escritora.