Menú

El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 16 de janeiro de 2018

Apanhados na neve


09/01/2018

 

Milhares de pessoas decidiram regressar a seu casa, depois das férias de Natal, em auto-estradas de pagamento e autoestradas. E se viram apanhadas durante horas porque uma trovoada de neve anunciada desde há vários dias colapsou as vias. Isso é o que aconteceu este fim-de-semana sobretudo na auto-estrada {AP-6}, e a reação do Governo diante da estampa de longas caudas de carros em vias nevadas é culpar a toda a gente (à concessionária da auto-estrada, aos próprios condutores por cometer a ousadia de querer regressar a casa...) menos a aqueles que deviam velar pelo correto desenvolvimento da operação regresso, que não são outros que a {DGT} e seu responsável político, o ministro do Interior, Juan Ignacio Zoido.

Se bem é certo que os condutores estavam avisados de que a trovoada ia ser severa, também o é que as estradas estavam abertas e que, uma vez se fez patente o colapso, o dispositivo para resgatar aos veículos apanhados tardou horas em abrir as vias. Resulta quando menos incongruente que desde Interior se afirme que os condutores não deveriam ter estado nas estradas porque se tinha anunciado temporal quando o responsável de Interior estava no camarote do Sánchez Pizjuán presenciando o {derby} sevilhano de futebol e o diretor da {DGT} seguia/continuava o dispositivo a partir da sua casa. Eles também não parece que estivessem onde devia perante um temporal em plena operação regresso das férias de Natal.

É necessário não só/sozinho que o Governo dê explicações do acontecido, mas se estudem as causas e que se depurem as responsabilidades. Para além de que a concessionária da via rápida e o Executivo se transfiram mutuamente a responsabilidade do desastre, é evidente que a reação à emergência foi calamitosa. Não é a concessionária da auto-estrada a que deve resgatar à pessoas apanhadas durante horas em seus carros, nalguns casos em situações extremas, sem água nem comida/almoço nem combustível para manter acesa o aquecimento do veículo. E para a reflexão fica que, uma vez mais, um temporal de neve converteu às estradas em ratoeiras e provocou o caos, com o agravante de que nesta ocasião as previsões meteorológicas foram precisas e que não pode alegar-se o fator surpresa. Não temos de resignar-se a que caos deste tipo sejam inevitáveis. Não o são.

As notícias mais...