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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 20 de septembro de 2018

El amargurado adeus de Mariano Rajoy


06/06/2018

 

Mariano Rajoy, o político que fez do domínio dos tempos uma de suas principais virtudes, tem visto como em só/sozinho 10 dias tem terminado sua corrida/curso política. El ex-presidente do Governo passou de fechar no passado 24 de Maio um acordo com o PNV para aprovar os Orçamentos a anunciar na terça-feira sua demissão como líder do PP depois de/após que Pedro Sánchez o derrocasse com uma moção de censura. Mas Rajoy não vai-se só/sozinho pela corrupção; a sentença do caso {Gürtel} chegou num momento em que o ex-presidente tinha gastado praticamente todo o seu capital político, com um Governo amortizado e sem iniciativa, desligado do sentir da rua. Faz tempo que Rajoy fiava sua gestão à recuperação económica. Presumia de ter evitado o resgate de Espanha, o qual sem dúvida foi uma boa notícia, mas fê-lo em troca de um resgate bancário que tem acabado custando um enorme preço aos cofres do Estado. É certo que Rajoy teve que lidar com a pior crise económica na história recente, e que vai-se da Moncloa com Espanha instalada de novo na senda do crescimento, mas não graças a uma mudança do modelo produtivo mas a uma redução de custos baseada sobretudo na {precarización} do trabalho. Rajoy coloca a reforma laboral no ter de sua gestão, enquanto para muitos espanhóis que não chegam a final de mês e que vêem aumentar a brecha de desigualdade, é uma de seus piores decisões. Após a crise, Espanha continua instalada na economia de baixo/sob/debaixo de valor acrescentado.

Sua vitória no dobro ciclo eleitoral de 2015 e o 2016 impediu a Rajoy ver a tóxica relação que na opinião pública se estabelecia entre o contínuo {goteo} de escândalos de corrupção do PP e a {precarización} das condições laborais e o corte no Estado do bem-estar. Rajoy se apresentava como um porta-estandarte do sentido comum, como o garante das únicas políticas económicas possíveis baixo/sob/debaixo de o auspício da austeridade ditado por Angela Merkel, mas em termos sociais seus Governos têm protagonizado uma era de {involución}: {desposeyó} à saúde de seu carácter universal, impulsionou a lei {mordaza}, deixou morrer por {inanición} orçamental a lei da memória histórica, {asestó} um golpe quase mortal às energias renováveis, encarregou a José Ignacio Wert a redação duma das piores reformas educativas da democracia, atuou com passividade perante as reivindicações feministas contra todas as caras do {machismo} e {abanderó} uma {recentralización} do Estado. Tudo isso explica que, chegado o momento da verdade, o único aliado parlamentar fiel que tem tido Rajoy em sua última etapa tenha sido Ciudadanos, justamente o jogo/partido que quer disputar-lhe seu eleitorado. Com Rajoy afastado do cenário, no PP urge uma mudança de tempos. Alberto Núñez Feijóo se erige no favorito num processo de sucessão no qual Rajoy evita repetir o {dedazo} ao José María Aznar que o levou a ele à cúspide.

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