Menú

El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 16 de janeiro de 2018

Alvo {Quer} e a violência machista


03/01/2018

 

Quase 500 dias depois da desaparição na Galiza da jovem madrilena Alvo {Quer}, o caso se tem fechado com a detenção do alegado culpado, José Enrique Abuín, alcunha de o Pastilha elástica, que tem confessado o crime cometido na Galiza em Agosto de 2016. As circunstâncias que têm rodeado a tragédia estão tingidas da cor {amarillento} dos rumores mal intencionados que mesmo chegaram a culpabilizar à vítima ou a seu ambiente familiar. Este é um dos aspetos que convem destacar do crime. Entre as dúvidas ou as nevoeiros que têm rodeado à morte de Alvo {Quer} abriu-se passo uma leitura certamente machista, que nos informava de sua maneira de ser ou de vestir, de sua vida íntima ou da de os seus pais e amigos, obviando que, em qualquer caso de violência de género o culpado só/sozinho é a pessoa que exerce tal violência, sem nenhuma desculpa que a possa justificar ou atenuar a responsabilidade criminoso/criminal.

Convem incidir num detalhe que nos convida a uma reflexão profunda. Os delitos relacionados com a violência machista se reduzem, em sua apreciação, àqueles {perpretados} num ambiente doméstico, quando a vítima e o agressor mantêm ou mantiveram uma relação sentimental ou familiar. Casos como o de Alvo {Quer} ou o de A {manada} não entram nesta categoria/escalão, mesmo sendo evidente que o telemóvel sexual e, naturalmente, o exercício duma intolerável superiodidade que deriva em violação ou homicídio, são fatores determinantes na comissão do delito.

A sociedade, cada dia mais, toma consciencializa do problema e é mais intolerante com comportamentos deste tipo, mas é necessário ser feito uma pedagogia ativa em todos os ordens para deixar claro que o {machismo} é, em todos os campos (desde as práticas mais usuais e inclusivamente consentidas até dramas como o de Alvo {Quer}), um veneno social. A lei deve considerar machista o que é machista.

Também está sobre/em relação a a mesa o debate sobre/em relação a porque é que um agressor como o Pastilha elástica (agora convicto, mas com antecedentes notáveis em seu passado) pôde estar tudo este tempo em liberdade, mesmo estando baixo/sob/debaixo de suspeita, e inclusivamente tentar reincidir num novo sequestro, esta vez frustrado. A {innegociable} presunção de inocência deve confrontar-se à sensação de insegurança que esta vez se tem visto alargada pelo longo/comprido tempo decorrido entre o crime e sua resolução.

As notícias mais...