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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 23 de outubro de 2017

Almaraz, oportunidade para Extremadura

Temos de favorecer a geração de energia distribuída e o autoconsumo da mesma

J. MARCELO Muriel
19/06/2017

 

Na passada semana tivemos a sorte de assistir a um {interesantísimo} debate, que, se num princípio seu título Almaraz, presente e futuro, podia fazer pensar num encontro polémico e de posições irreconciliáveis, a realidade nos mostrou que, quando os temas se focam com um carácter profissional e raciocinado, as posições se voltam muito mas claras e compreensivas para todos.

No momento atual vivemos dois transições energéticas que se devem enfrentar simultaneamente; a transição até as energias renováveis, e a drástica redução das emissões de CO² que nos temos imposto com os acordos de Paris.

O debate organizado por Ponto de Encontro da Sociedade Civil Extremenha, um agrupamento promovido recentemente por colégios profissionais, fundações privadas e entidades solidárias, alguma delas centenárias, tinha como objetivo sensibilizar a nossos concidadãos sobre/em relação a a importância de umas decisões, políticas e administrativas, que podem condicionar o desenvolvimento da nossa Comunidade. {Pretendíamos} tirar à superfície uma das questões mais complexas da atualidade extremenha, mas à par uma das que mais pode favorecer o avanço industrial da região. E, por último, {tratábamos} de pôr a manifesto que o futuro de Almaraz, qualquer que seja a decisão que se adote, tem que focar-se não só/sozinho desde o ponto de vista dos interé nacionais, mas também, e de forma clara e contundente, desde os interesses gerais dos extremenhos.

Para isso tivemos a sorte de contar com quatro reconhecidas personalidades do âmbito profissional que representavam os aspetos mais importantes da questão: a vertente universitária, a ambiental, a profissional e a dos mercados energéticos. O resultado, segundo as opiniões que nos chegaram, foi um êxito. Provavelmente por vez primeira na Extremadura pudemos assistir a um debate, isto é a um contraste de opiniões, diferentes e diferentes, às vezes também contrárias, mas todas elas fundadas em razões técnicas e profissionais e na ausência de preconceitos e de condicionantes ideológicos.

Independentemente das atitudes favoráveis ou contrárias à energia nuclear, a opinião maioritária relativamente a Almaraz centrou-se no facto/feito evidente de que nos {encontramos} no troço final de sua vida útil; que temos de preparar-se para o futuro e, em consequência, é imprescindível desenhar um cenário no qual prevaleçam os interesses da região, e é aqui onde entram em jogo as considerações que implicam as duas transições energéticas citadas. O desmantelamento das atuais instalações e a {paulatina} substituição pelas energias renováveis devem abordar-se desde políticas que favoreçam o desenvolvimento industrial da Extremadura. A energia em nossa Comunidade tem que apresentar-se desde o {binomio} de produção e de consumo industrial.

Talvez não seja este o momento de criticar a escassíssima contribuição que Almaraz tem tido ao desenvolvimento da Comunidade, mas sim de exigir que no futuro mais imediato não se adotem decisões que não levem necessariamente aparelhadas contrapartidas suficientes para a {industrialización} extremenha. Os conferencistas ofereceram dois possíveis alavancas para consegui-lo; o baratamento do custo da energia elétrica para as indústrias que se implantem na Extremadura, e a mudança do quadro {regulatorio} do mercado {electrico}, de forma que se favoreça a geração distribuída e o autoconsumo.

Estou convencido que o mais importante da convocatória de Cáceres foi a oportunidade de ter assistido a um debate sobre/em relação a Almaraz sem {apriorismos} e sem condicionantes ideológicos, dado que todos {entendíamos} que o final de Almaraz se deve converter-se numa aposta em as energias renováveis, e, sobretudo, uma oportunidade para favorecer o desenvolvimento industrial da Extremadura como fonte de emprego e de progresso.

Sobre/em relação a estas bases é sobre/em relação a as que Ponto de Encontro da Sociedade Civil extremenha se tem marcado um itinerário de reflexão para {aflorar} os graves problemas que afetam à região com o mais absoluto respeito às instituições, às que corresponde em primeiro e em último lugar, isto é desde o princípio no fim, a tomada de decisões. Mas uma sociedade moderna e avançada não pode prescindir do conhecimento e da informação que possuem os cidadãos organizados em colégios profissionais, exercem na Universidade ou promovem atividades solidárias através de fundações e entidades da sociedade civil. Esta é a filosofia de Ponto de Encontro, empenhado em promover debates e reflexão sobre/em relação a as grandes questões que favoreçam o progresso dos extremenhos.

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