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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de fevereiro de 2020

Agitar consciências

BELÉN Fernández Casero
07/01/2019

 

Se preocupante é que no panorama político atual tenha partidos que proponham, sem pudor algum, claras violações de Direitos Humanos, mais preocupante ainda é que tenha parte da nossa sociedade que esteja normalizando este tipo de mensagens e inclusivamente esteja disposta a apoia-los.

Progredir é pensar em global, é seguir/continuar avançando em oportunidades e em desenvolver o estado de bem-estar. É por isso que necessariamente o progresso social tem de ir de a mão da tolerância e a inclusão. Não podemos dar nem um passo atrás na consecução dos direitos e as liberdades que {conseguimos} graças a um largo pacto social; também não podemos consentir que direitos fundamentais se convertam em moeda de troca.

Somos maioria aqueles que acreditamos que uma democracia madura se enriquece com a diversidade e cresce melhorando em convivência, por isso, {encontramos} motivos de alarma nos discursos que enfatizam a estratégia da confrontação e no apoio cidadão dado a um jogo/partido que preconiza a polarização, a exclusão e o ódio às pessoas migrantes e a aqueles que se afastem de um determinado «modelo de moralidade».

Faz só/sozinho uns meses, Espanha se convertia num referente internacional da igualdade e da luta contra a violência de género, nos {felicitábamos} e nos felicitavam por fazer história numa jornada de êxito sem precedentes na qual a implicação de milhões de mulheres e homens marcava um antes e um depois na luta feminilidade. O 8 de Março tornou-se num sinónimo de força, de emoção, do impulso necessário para poder/conseguir percorrer um caminho no qual ainda fica tanto/golo por fazer para chegar a a igualdade efetiva entre homens e mulheres.

Nessa altura nos {enorgullecíamos} da nossa consciencializa social mas hoje as bases da democracia e os direitos fundamentais, que tão só faz uns meses eram inquestionáveis, não somente se questionam mas se atacam descaradamente ao passo que se desvirtua a realidade para justificar

interesses partidaristas. Devemos fazer o exercício de diferenciar a propaganda da informação e de superar os tentativas de manipulação como as notícias falsas que se repetem nos meios de comunicação e nas redes sociais.

Devemos recuperar a boa política e recuperar o apoio da cidadania para avançar até uma sociedade mais justo e igualitário, sem deixar a ninguém atrás.

Todas e todos temos a responsabilidade de travar esta deriva, de olhar para diante e apostar em um desenvolvimento sustentável, que faça do futuro das nossas filhas e filhos um futuro inclusivo e não excludente.

*Secretária Geral do PSOE

de Cáceres.

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