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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 19 de dezembro de 2018

Adeus a um jornalista discreto

JUAN JOSÉ Ventura Fernández
09/01/2018

 

O falecimento inesperado de Andrés Mateos Parrón o penúltimo dia de 2017 tem caído como um balde de água fria sobre/em relação a todos os profissionais que nalgum momento temos tratado com ele. Existe um {aforismo} nas redações que reza que os jornalistas somente são notícia quando morrem. Se fez tristonha realidade com Mateos, chefe de imprensa com o presidente Juan Carlos Rodríguez Ibarra e na primeira etapa do governo de Guillermo Fernández Vara. Sempre em segundo plano, ele foi exemplo de virtudes muito necessárias entre os profissionais da informação como são a discrição e a temperança. Bem pelo contrário à atual tendência à ‘{vedetización}’.

Também existe outro {adagio} entre alguns profissionais, que consideram a informação de gabinete de imprensa como um género menor, separado do fragor e a urgência das redações dos diários/jornais e {acomodaticio} com a instituição representada. No caso de Andrés, funcionário e chefe de secção do gabinete de imprensa da Junta, não se cumpria. Teve que partir de zero com os seus companheiros na posta em marcha de um gabinete com escassos meios e que na atualidade é uma das nossas fontes de informação mais consultadas.

Lembrança que num Sala do Presunto de Jerez de los Caballeros, em 1995, quando saltou o assunto {GAL} e se falou da existência de um grupo chamado os ‘pata negra’, {aproveché} para fazer-lhe uma pergunta com algo de {retranca} ao presidente Ibarra sobre/em relação a o tema. Ele respondeu muito {airado} que «Jesucristo tinha sido traído por um {Judas} (se referia ao dirigente socialista {Damborenea}) e que ninguém tinha pedido a demissão de Jesucristo». Teve certo alvoroço com o tema e aquilo saiu nas televisões nacionais. Ibarra se incomodou in situ muito pela pergunta, acostumado nessa época a uma imprensa muito benévola com ele. Andrés Mateos me levou à parte, me {echó} a mão ao ombro e em vez de {echarme} a bronca me disse ao ouvido: «Não te {preocupes}, {has} facto/feito teu trabalho». Provérbio: Homem bondoso, nunca invejoso.

* Jornalista

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