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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 22 de junho de 2018

Acreditar/achar no jornalismo

MARIAN Rosado
07/01/2018

 

Via há/faz pouco uma fotografia nas redes sociais de um mural em inglês no qual se dizia qualquer coisa como que o jornalismo é «pessoas ricas dizendole à pessoas de classe média que culpem aos pobres». Bom, salvo as ‘estrelas’, poucos jornalistas conheço que escapem da precariedade geral nos empregos deste país para ser considerados dentro da classe alta.

Mas o caso de Alvo {Quer} e outros tristonhos acontecimentos fizeram que em redes se sublinhem as maiores/ancianidade vergonhas desta profissão. E não sem razão, mas às vezes dá a sensação de que os jornalistas são o objetivo fácil quando a realidade é que os meios são em boa parte reflexo e altifalante da sociedade na qual vivemos. Uns meios sob pressão constante, voluntária ou involuntária, dos poderes políticos e económicos. Baixo/sob/debaixo de a lupa de leitores, colegas e a própria. Difícil é encontrar um ofício que esteja tão exposto ao análise constante, pessoal e alheio.

Dizia uma professora da faculdade, em relação a nossa lavor/trabalho pedagógica, que os jornalistas temos que encontrar o equilíbrio entre as histórias ‘de interesse/juro’ e ‘as que interessam’. É curioso sentir tanto/golo clamor por um jornalismo de qualidade e tão pouca vontade de pagar por isso. Tanta queixa pela publicação de artigos {chorras} que levam-se todas as visitas e grandes reportagens de interesse/juro que ficam desertos. Tão pouco/bocado interesse/juro pelo que passa para além de nosso casa de campo que figuras como as do correspondente de guerra têm desaparecido para dar lugar a valentes {freelance} que arriscam até suas vidas (e que não lhes aconteça nada, porque logo virão os críticos a culpar-lhes de meter-se em semelhantes confusões).

Que o jornalismo necessita duma crítica constante é certo, mas como a própria sociedade. Porque num mundo no qual a divisão de poderes se dilui, a imprensa somente pode sobreviver e prestar serviço com o apoio de um público tão crítico como construtivo.

Há demasiado encanto e {bajezas} em muitos produtos jornalísticos -esses que, por certo, levam-se as grandes audiências- sim. Há outros projetos jornalísticos interessantes, muitos tirados adiante por colegas lutadores e que dão voz e novas perspectivas que merecem a pena, também. {Apostemos} por eles. O jornalismo necessita da cidadania hoje mais que nunca para seguir/continuar vivo. *Jornalista.

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