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2020: ¿Pontapé adiante?

O período que acaba de começar prevê-se como um ano sem especiais sobressaltos económicos

 

ALBERTO Hernández Lopo
24/01/2020

Jogar a fazer de adivinho macroeconómico costuma ser divertido. Primeiro, porque não há feridos. Por muito que algum queira acreditar/achar-se as previsões de outro a pés {juntillas}, é difícil que tome decisões unicamente baseadas na opinião de um especialista. Ou pelo menos, não devesse. Segundo, porque é complicado que te submetam a um posterior exame. As palavras, mesmo escritas, são ligeiras, e atirar de hemeroteca requer um esforço que não muitas vezes vale a pena. Como muito, se {tienes} um largo círculo de seguidores (que não, necessariamente, admiradores), algum tirará um {tuit} ou uma {ignota} parte de um artigo assinalando teu erro descomunal. Somente fica assumir com {gallardía} que teu critério tem a mesma percentagem de medida certa que lançar uma moeda ao ar.

Para quem leia esta coluna com certa assiduidade sabe que cada ano trato de antecipar como irá nossa economia durante o ano vindouro. Parecido a fazer um totobola... a não ser que te {sometas} ao próprio escrutínio. Isso sim pode ser curioso. Mais vale uma vez vermelho que centena amarela, já sabem. ¿Que dissemos no passado ano?

{Empecemos} com o fácil: os medidas certas. «O crescimento esperado para o 19 volta a ser superior a 2%. ¿De veras não lhes recorda tudo isto a 2007?». Para Espanha questionava que {siguiéramos} na senda do crescimento como país acima de 2% do PIB. O qual se tem constatado com o raquítico crescimento do último trimestre do ano. Mas, ¿qual era a causa principal desta desaceleração/ retardação? Seguro que muitos agora assinalariam à política como culpado (sobretudo, pela sua condição de suspeito habitual).

Pois não. «Risco político: {Tendemos} em excesso a relacionar a economia com a política. Obviamente há {correlación}, mas em economias sem capacidade monetária como a nossa seu influencia é menor». Efetivamente, conhecíamos de antemão que nos {adentrábamos} em ano eleitoral, embora se calhar não {maliciábamos} até que ponto. A falta de governo não tem condicionado tanto/golo nossa economia como as políticas que se desenvolvam uma vez superado o bloqueio. Além disso, para que negá-lo, Espanha está longe de ser uma ilha e sua dependência do BCE e da investimento exterior sim são verdadeiros condicionantes, superiores em influencia à política. A não ser…

«Em Espanha, o que poderíamos pedir é adequar as políticas fiscais a um ambiente futuro de menor crescimento, mesmo sem recessão. Mas já vêem: maior/velho despesa e exigências desde/a partir de o próprio sector público (comunidades autónomas). Com mais impostos, naturalmente. Esgotando a margem de atuação do governo e dos contribuintes quando não nos seja tão fácil seguir/continuar financiando'ns externamente». E isto já chegou, é um sim rotundo. A base de política económica do primeiro governo de coalizão do país é a despesa pública. E a contrapartida é uma maior/velho pressão fiscal. Com independência da autêntica progressividade (ou justiça) das modificações tributárias e da introdução de novos impostos, fica claro que se estreita a margem de atuação e não há garantia de que uma maior/velho arrecadação pública signifique que se investirá adequadamente para o crescimento do país.

O problema é que os medidas certas ficam {opacados} pelo erro na conclusão: «Assim se formam as borbulhas e se {acrecienta} a intensidade duma recessão. Apostem ao último trimestre do ano, mas 2019 é o ano da eclosão». E isto não se produziu.

De facto, o acordo comercial Estados Unidos-China, sem ser um acordo que seja solução definitiva, outorga uma acalma que se verá refletida nos mercados. E a administração Trump, mais além do ruído do personagem, está solidificando um ritmo estável na economia norte-americana. Europa se beneficiará de isso. 2020 prevê-se como um ano sem especiais sobressaltos económicos.

Claro que para que o erro no análise se convertesse em calamitosa {pifia}, os riscos assinalados o ano passado devessem ter desaparecido. Não foi assim. Espanha segue/continua gastando como se o ritmo de crescimento fuera do 3% anual, o delicado desemprego estrutural se tivesse reduzido e nossas necessidades de financiamento exterior, com a dívida em altos níveis, se tivessem reduzido.

A diminui da tensão na economia global {despeja} nossa incerteza a curto (e se querem, a meio) prazo. Mas em absoluta a descarta. Pontapé adiante.

*Advogado. Especialista em finanças.