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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

Os ‘{hunos}’ e os ‘{hotros}’

ANTONIO Galván González
07/03/2020

 

A cidadania espanhola estende a alinhar-se com os extremos. É uma desgraça que {sufrimos} como nação, e da que parece que não nos vamos a deliberar nunca. Qualquer coisa como uma praga bíblica que se {cierne}, cíclico e inexoravelmente, sobre/em relação a nós. Porque aqui não triunfam, habitualmente, as posturas moderadas, nem as gentes moderadas. Em igualdade de circuntâncias, se costuma optar por quem se manifesta com {radicalidad} e fixa uma postura rígido e inamovível. Ao que dúvida, ao que reconhece os medidas certas e erros de aqueles que circulam pelos bermas de ambos lados da estrada, ao que propõe aproximar posturas, ao que exerce a crítica sem sectarismo, se lhe costuma condenar ao {ostracismo}. No melhor dos casos, o que dizem estas pessoas se ignora. E no pior deles, se lhes {zahiere} violentamente até que optam por deixar de pronunciar-se publicamente. Não gostam as vozes da consciencializa, os {librepensadores}, nem aqueles que observam a realidade com certa perspectiva. E isto o podemos comprovar diariamente nos mais diversos âmbitos da vida. Com o passo dos anos, além disso, esta tendência tem provocado o {menoscabo} e a perversão de valores tradicionalmente reconhecidos como sãos e honoráveis. A lealdade ficou ensombrada pelo seguidismo {acrítico} e o {peloteo} mais indigno. O idealismo dos grandes {pensadores} ficou {soslayado} pela brutalidade das doutrinas. A {clarividencia} e a inteligência se asfixiam no lodo que espalham os discursos populistas. A antiga primazia da razão se encontra em perigo pela {sentimentalización} de todos os aspetos da vida pública e privada. A generosidade tem sofrido os empurrões dos que professam uma fé reverenciosa ao egoísmo e a inveja. E até ao mesmo sentido da democracia se {corrompe} quando só/sozinho se atua para satisfazer aos da própria corda, ou quando se tenta o afogamento dos dissidentes e a asfixia dos que estão alistados nas filas da oposição/concurso público. Até que todos não {comprendamos} que Espanha é um projeto comum, as enormes potencialidades do nosso país não se traduzirão em felizes realidades. O pior é que, a este passo, quando queiramos dar-nos conta, nosso futuro, e o de várias gerações mais, estará embargado já de maneira perpétua. H*Diplomado em Mestrado.

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