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‘Elas’, os {coños} e {Esteban} González Pons

 

OLGA Seco
23/02/2020

No sempre, somos a aproximação que dá consolo ao que se espera de nós. Há pessoas que são a busca da casualidade e o ponto que concorda com o seguido/continuado. Acredito/acho que junto ao contrasentido do politicamente incorreto, se fixa o instante que move a inteligência e o converte em ação. Administrar bem o ordinário nos garante viver com entusiasmo. Durante vários dias estive lendo ‘Elas’ o romance de {Esteban} González Pons. Agora, o normal/simples, seria que com audácia lhe fizesse a bola ao autor e dissesse que é um romance {cojonuda}. Segundo vejo por aí ({sonrío}) muitos são as letras gordurosas que se batem junto à admiração que não é consciente e meditada. Depois de/após ler o romance de González Pons, pensei (e muito) não só/sozinho em ‘Elas’ também nele (o autor).

Estou segura que a muitas pessoas lhes dará aborrecimento ver a liberdade com a que se expressa {Esteban}. Infelizmente, hoje, a ‘decência’ é o ímpeto do que por decadência não passa de grito. Me fascina ver que um escritor tardio renega da prudência; sim, a mesma que muitas vezes pretende ser o valor dos debilitados pelo preconceito. {Díganme} que não é potencia evocadora ler algo assim: «Descansava de consciência tranquila de quem possui a força da ressurreição no centro mesmo de seu {coño}». O dia que o {leí}, meu {entrepierna} pôs-se igual que um furacão... Junto a o erótico (pelo menos eu) sempre vejo o cérebro dos iniciados nas artes {amatorias}. Vamos, que González Pons me pôs brincalhona ({sonrío}) e junto a seu intelecto {encontré} a saciedade de meus fluidos. A verdade ‘Elas’ é um romance atrevida; me tem gostado muito, fala das paixões sem dramatismos, e sobretudo, não nos vende um sentimentalismo renegado e obsoleto. Acredito/acho, depois de/após ler o romance, que o amor é música sagrada que nasce no {coño}. Ao passo que vou ({sonrío}) me vão a pôr três losangos nas colunas.

Escrever sem preconceitos é {airear} sem impaciência os pensamentos e as ideias. Querido, {Esteban} González Pons: parabéns. *Escritora