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‘{Derechagate}’

Onde a UE não tem visto nenhum problema, a {derechona} espanhola está interessada em criá-lo

 

‘{Derechagate}’ -

JOSÉ L. Aroca
23/02/2020

Estou sinceramente até ao nariz de como se remexe o laje da reunião da vicepresidenta venezuelana {Delcy} Rodríguez com o ministro de Transportes, Mobilidade e Agenda Urbana, José Luis Ábalos, para tentar convertê-lo num charco {nauseabundo}, e tentar que não se fale nem se tramitem os mil problemas cidadãos e sociais, numa tarefa que só/sozinho tem um motivo, retirar-te a ti para pôr-me eu (no Governo).

Não há muitas esperanças de que a direita espanhola, {derechona} por seus comportamentos no último ano, aceite uns resultados eleitorais de 2019 que por cinco vezes seguidas/continuadas, uma após outra, a situaram como perdedora precisamente por seu extremismo, sobreatuação, exageros, e uma ‘autoredução’ que destruiu todas os matizes entre suas formações para converter às três, PP, Ciudadanos (que pena e que engano) e Vox, num mesma mensagem {tremendista} e de hecatombe que repugnou à maioria de votantes.

Não sei o que aconteceu exatamente antes, durante e después do aterragem da mandatária venezuelana em Barajas, mas também com sinceridade, não me importa muito, nem entreter-me em {destriparlos}, ao lado doutras questões que aos espanhóis nos afetam e preocupam bastante mais, como é sem ir mais longe a manutenção de um bom serviço público de saúde.

Tenho a ideia de que o ministro valenciano toureou como pôde um castanha, um aperto em que a vicepresidenta venezuelana nos pôs, e prefiro não aprofundar em como fê-lo, as gretas se é que as teve, para ficar-me com a resolução final do aqui paz e depois glória, seu descole da pista madrilena, para desejar-lhe boa viagem, e {volvamos} ao que estávamos, que não é pouco/bocado.

Onde a UE não tem visto nenhum problema, e preferiu prudentemente confiar num de seus principais integrantes, o Governo de Sánchez, a {derechona} espanhola, está interessada em criá-lo; é um perfeito ‘{derechagate}’, uma deslealdade política de livro porque além disso as supostas irregularidades que teriam podido cometer-se, de se falou com ela na sala VIP, na aeronave, ou onde fora, são minúcia ao lado do equilíbrio delicado que temos que fazer como politicamente vinculados à crise de Venezuela e seu povo/vila, e ao mesmo tempo sócios do coletivo europeu.

Mas além disso José Luis Ábalos, antes como titular de Fomento, agora Mobilidade, Transporte e Agenda Urbana, está a ser um excelente ministro para os interesses da Extremadura. Seu antecessor, Íñigo de la Serna (PP) também começou a sê-lo mas praticamente não lhe deu tempo pois entre sua recordada conferência de imprensa sobre/em relação a o comboio extremenho na {hospedería} de Garrovillas (Fevereiro 2017) e a moção de censura que derrubou ao Governo do qual fazia parte, apenas mediaram dezasseis meses.

Nos interessa aos extremenhos a manutenção de Ábalos. É uma pessoa que por seu estreitamente privando anterior conhece a região, e atua realmente comprometido com a modernização ferroviária da mesma. O tem demonstrado com factos/feitos, publicações no {BOE}, que segundo o ex diretor-geral de Transportes da Junta e dirigente de Amigos do Caminho de ferro, Ángel Caballero, é o único que ao fim e à sobremesa conta; o ministro está indo com frequência por estes pagamentos, e não esqueçamos seu poder/conseguir dado que é secretário de organização do PSOE.

Menos maranhas e confusões ‘{Delcygate}’, e lamentar este ‘{derechagate}’, apoiado por fortíssimos grupos nacionais de comunicação, e intencionados novos digitais dirigidos por personagens que a própria profissão jornalística seria a encarregada de denunciar, uma deriva política que procede do golpe de mão interno dado por poderes muito reacionários internos do PP para descartar a Soraya Sáenz, a preferida pelas bases, e coroar ao novo produto da fábrica {FAES}, Pablo Casado, de quem o próprio Aznar disse um dia: «Se {creéis} que sou de direitas, {esperad} a conhecer a Casado». Deve ser o único caso de primárias onde por meio de voto delegado e intermediação, o jogo/partido acabou fazendo o contrário que queriam seus militantes. Com Soraya foi a esperança de centro e vinho o que temos.

* Jornalista