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Valentes contra o camalote

A Unidade Militar de Emergências recebeu o aplauso dos extremenhos após eliminar esta planta invasora do rio Guadiana

 

Valentes contra o camalote - {santigarcía}

Juanjo Ventura AA MONOGRÁFICOS
08/09/2019

A finais de Março a Unidade Militar de Emergências ({UME}) dizia adeus a Extremadura com um ato caraterizado pelo agradecimento de todos os extremenhos e dos cidadãos badajocenses em particular. Nessa ocasião, a {UME} tinha facto/feito frente a uma catástrofe silenciosa, se calhar afastada das que habitualmente faz frente, mas não menos urgente: a eliminação do camalote do rio Guadiana. Desde sua criação, a {UME} tem intervindo em 14 emergências na Extremadura, na sua maior parte por incêndios florestais.

Esta planta invasora estava acabando com o ecossistema e a vida no rio, e estava literalmente fazendo-o desaparecer baixo/sob/debaixo de um manto verde. Tanto/golo é por isso em ocasiões parecia que o montado continuava e que não ficava rasto do leito. A praga, que procede do {Amazonas}, brota de novo cada certo tempo no rio e esta última vez o tinha facto/feito com tanta força que urgia sua retirada. Se tinham instalado barreiras para controlar o chamado também Jacinto de água, mas se tinham voltado inúteis. O investimento pública para eliminar esta espécie invasora é enorme desde 2005. Além disso, não só/sozinho afeta ao Guadiana a seu passo por Badajoz, mas também por Mérida, Medellín… Os níveis de camalote tinham adquirido níveis de catástrofe ambiental. Por isso era necessária uma resposta conforme com a magnitude do problema. De facto, é possível que a planta volte a ressurgir mais à frente, pois o Guadiana é um caldo de cultura perfeito por suas altas temperaturas em verão, águas duvidosas e poluídas pela presença de químicos e outras substâncias da agricultura.

A colaboração da {UME} fazia parte da estratégia de atuação urgentíssima no rio diante da proliferação desta espécie invasora que chegou a afetar a 175 quilómetros do leito fluvial do Guadiana, segundo estimações de Defesa. Era a Operação Ambiental Extremadura.

A colonizações do camalote, juntamente com o {nenúfar} mexicano provocava problemas na oxigenação da água e afetava gravemente à biodiversidade, interferia em regadios ou centrais elétricas e reduzia as reservas de água ao aumentar a evaporação.

PROXIMIDADE A PORTUGAL. Outro dos motivos fundamentais que fez necessária a intervenção da {UME} foi que, dada a proximidade da zona afetada com Portugal, tinha que evitar que o camalote chegasse ao país vizinho/morador, onde se encontra o maior albufeira de {Alqueva}, o maior da União Europeia.

A {UME} colaborou no plano integral dirigido pela Confederação Hidrográfica do Guadiana e coordenado pela Delegação do Governo na Extremadura, no qual também participavam a empresa pública {Tragsa} e a Universidad de Extremadura.

O apoio da unidade militar começou o 14 de Outubro de 2018 e finalizou o 22 de Março de 2019 . A operação que durou 150 dias conseguiu retirar mais de 60.000 toneladas desta planta invasiva ao longo/comprido de 30 quilómetros em diferentes troços do leito do Guadiana. Ao todo intervieram 2.526 membros da unidade em 21 rotações, juntamente com membros da Brigada XI.