Menú

El Periódico Extremadura | Sábado, 23 de septembro de 2017

Uma jornada para celebrar

Blanca Martín Delgado
08/09/2017

 

T ao dia como hoje, 8 de setembro, os extremenhos e extremenhas {celebramos} o dia da nossa terra. {Recordar} e celebrar neste dia nos faz conscientes da importância de um momento no qual tomamos as rédeas do nosso destino. É por isso que tudo o alcançado até agora é fruto do trabalho e esforço de cada mulher e homem, da abnegação de todos para situar a Extremadura no mapa e aproximar-la aos centros de decisão política e económica dos que historicamente viveu afastada.

Foi em 1983 quando os extremenhos {decidimos} que Extremadura não devia ser mais que nenhuma outra região, mas também não menos. {Decidimos} que nosso endereço de identidade, aquilo que {defendíamos} após muitos anos de escuridão, seriam a liberdade, a igualdade e a justiça, para uma Extremadura muito diferente de norte a sul, deste a oeste, mas que tinha por objetivo um mesmo projeto: a acessibilidade de todos os cidadãos aos serviços essenciais sem distinção entre nossos povos/povoações e nossas cidades.

Foi bem como {conseguimos} criar união entre duas províncias que viviam tão perto e se sentiam tão longe, fomos capazes de quebrar com o estabelecido. Foi com o afinco e trabalho de todos como demos sentido aos cores da nossa bandeira. Ao verde, símbolo das nossas montados, ao branco, da esperança por um futuro promissor e ao negro, símbolo de grande parte da nossa história cheia de sofrimento e esforço.

Agora estamos noutro tempo, com novas maneiras de relacionar-nos, de viajar, de vender e comprar. Falamos por {whatsapp}, acreditemos álbuns fotográficos nas redes sociais, {viajamos} com {BlaBlaCar} (à falta de um comboio digno) e nos {alojamos} em {AirBnb}. Vivemos num mundo continuamente mudança, um novo tempo ao que devemos seguir/continuar tirandole jogo/partido para que nossos povos/povoações sigam/continuem vivos e nossas cidades cheias de cor.

Extremadura é rica em gastronomia, em turismo e em património artístico e cultural. Nossos produtos e denominações de origem bem poderiam embandeirar o turismo gastronómico do país.

Nossos vinhos, cada mais conhecidos e valorizados, nossos presuntos e queijos, como os do Casar, Serena ou Os {Ibores}. Nossos óleos/azeites em regiões como a Serra de Gata, Las Hurdes ou La Serena. Sem esquecer o trabalho dos nossos apicultores com a mel em Villuercas-{Ibores}, nossas internacionais cerejas do Valle del Jerte, o colorau da Vera, os figos de Almoharín e tantos produtores elaborados dos que sentir-nos orgulhosos e que transferem fronteiras.

Uma terra rica em património ambiental, desde Monfragüe, estandarte neste ano dos atos do Dia da Extremadura, ao Geoparque Villuercas-Ibores-Jara, passando pela {Siberia}-Serena, Serra de Gata, as Hurdes ou a região de {Tentudía}. Variedade paisagística que somado a nosso grande Património Histórico desde épocas pré-históricas até nossos dias têm servido de reclamo para que, cada vez mais, produções cinematográficas nacionais e internacionais, se tenham fixado em nossa terra convertendo-a num grande platô de cinema e levando o nome da Extremadura e de cidades como Plasencia, Trujillo, Cáceres ou Mérida a todos os cantos do mundo.

Não menos importante é uma das nossas jóias culturais, como é o Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida que alcança já seu 63 edição. Aquela {Medea} de Sábio, {magistralmente} interpretada pela atriz Margarita Xirgu em 1933, nos abriu passo ao mundo permitindo'ns mostrar uma das maravilhas arquitetónicas da época romana melhor conservadas e um cenário pelo que passaram os mais ilustres e grandes atores e atrizes do género teatral.

Nossos lugares, nossos produtos, nossas pessoas… que com seu esforço e trabalho de sol a sol conseguiram levantar a esta terra nestes 34 anos de autonomia.

Feliz Dia da Extremadura.

As notícias mais...