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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

Um {Jarramplas} de recorde

{Jarramplas} receberá uma ‘chuva’ de 28.000 quilos de {nabos}, a maior/velho da história. Graças a uma campanha de reciclado se pouparão 50.000 copos de plástico

JUAN J. VENTURA prov-caceres@extremadura.elperiodico.com PIORNAL
17/01/2020

 

Luis Miguel Serrano (36 anos) e Juan Carlos Fernández (34) estão unidos por um vínculo mais forte que a amizade. Ambos são os {Jarramplas} deste ano, que é o máxima honra ao que pode aspirar um {piornalego}. Os dias 19 e 20 de Janeiro terão que suportar uma chuva de entre 25.000 e 28.000 quilos de {nabos} {jarandillanos} de grande tamanho, que lhe lançarão com força os assistentes a esta Festa de Interesse/juro Turístico Nacional. Estão orgulhosos e contentes de ser os protagonistas desta celebração em honra a são Sebastián que converte a Piornal no epicentro do mistério. Ao seu lado estão quatro mordomos: {Elisabeth} Serrano, {Tamara} Fernández, Cristian San Martín e Eduardo Fernández. Com eles levam meses preparando a festa. Também contam com a ajuda de mais de meio centenar de {piornalegos} com os que têm elaborado cacetes, preparado os doces e as famosas {alborás}.

Faz dez anos que decidiram ser {Jarramplas}. E mantiveram sua palavra. Nesta ocasião nenhum realiza a penitência por alguma promessa. Só/sozinho lhes leva o amor por seu povo/vila, que não é pouco/bocado. Asseguram que ir os dois juntos fará mais suportável o cumprimento do repto/objetivo. Além disso, nas famílias dos dois houve {Jarramplas}, com o que conhecem que se sente ao meter-se em sua pele.

«Não temos medo. Nos temos preparando trabalhando e dando passeios. Psicocomo é lógico, estamos bem, mas não sabemos como estaremos de nervosos o dia da festa. Para nós ser um bom {Jarramplas}, é dar festa ao povo/vila, para que as pessoas esteja contenta», explicam.

Os {jarramplas} têm elaborado mais de 250 cacetes com o ano de celebração, nove máscaras e três fatos, que pesam a friorenta de 50 quilos com a armadura de fibra de vidro. Desde/a partir de o 13 de Outubro reúnem-se num local de Piornal para preparar todos os detalhes com os mordomos. Para estes é um honra e privilégio ajudar-los na confeção dos fatos, os doces, os tamboris e ocupar-se de que as festas saiam o melhor possível. Um dos seus instantes estelares é o mágico momento do cante das roscas e as {alborás}. A ‘casa de {Jarramplas}’, o local onde reúnem-se, é um ir e voltar de vizinhos/moradores que ajudam a que não falte um detalhe no grande acontecimento. Neste ano vão a rifar, com boletins de voto de um euro, uma máscara e cacetes que se luzirão na festa.

A festa de {Jarramplas} tem dois caras. Por um lado, está o santo, são Sebastián, que é o objeto dos orações e petições/pedidos. A ele se cantam a Rosca e as {Alborás}. Na outra parte, encontra-se {Jarramplas}, um personagem com máscara e trouxe de três mil cores ao que se castiga com o lançamento de {nabos}. Os mordomos são outros dos elementos desta festa, que para além de organizá-la, se encarregam das despesas. Também existem outros protagonistas como as {cantoras}, o ‘menino que repete’, as associações…

{Jarramplas} tem seu prelúdio de luxo hoy com o concerto do {clarinetista} extremenho Víctor Díaz Guerra. Estará acompanhado ao piano por José María Villegas. O recital será às sete da tarde na igreja de San Juan Bautista e a bilhete é gratuita.

Mas a celebração propriamente dita começa no domingo 19 de Janeiro, às oito e média/meia da manhã, com a petição/pedido de oferendas ao santo. Às onze da manhã e às quatro da tarde são as primeiras saídas do {Jarramplas}. A última coincidirá com o ritual de vestir ao santo. À noite, às sete, será o regozijo. {Jarramplas} com a cara descoberta irá pelas ruas do povo/vila cantando ao são do tamboril: «Lhe, {lerelelelé} {leré} lhe, {lerelelelé} {leré} lhe...».

A noite de domingo a segunda-feira 20, às doze, se cantam as {Alborás}, em honra ao santo, e seguidamente se repartem as miolos na cooperativa.

Na segunda-feira às oito da manhã volta o regozijo e depois, às dez e média/meia sai {Jarramplas}. Temos de {recordar} que quando este levanta a mão temos de deixar de atirarle {nabos}. É momento de recompor-se ou de devolver-lhe a cacete ou o tamboril se se lhe tivessem caído.

Às onze se oficia a missa em honra a são Sebastián, após a qual sai a procissão. Nesta cerimónia {Jarramplas} vai com a cabeça descoberta e vai andando de costas sem deixar de olhar ao santo. Como é habitual em muitos povos/povoações se leiloam as andores e quem tem o privilégio de meter o santo no templo. Durante a missa se canta a Rosca de San Sebastián, na qual as moças cantam a estrofe e um menino repete o último verso. {Jarramplas} toca seu tamboril e no fim da cerimónia volta a sair para receber/acolher sua chuva de {nabos}. Os quintos têm enchido a praça/vaga de ‘munição’ para os presentes, que se lançará diante da fachada principal ao penitente.

Às quatro da tarde terá outra saída do {Jarramplas}. A essa hora se rezará o rosário e se subirá o santo ao trono numa cerimónia religiosa à que assistirão os {Jarramplas}. Depois proceder-se-á à última saída de {Jarramplas}, que se recolherá em casa do mordomo do ano seguinte, a quem entregará os elementos necessários da festa.

MAIS SUSTENTÁVEL / Uma das novidades desta edição é que graças à iniciativa de diferentes estabelecimentos hoteleiros locais e da Câmara Municipal, {Jarramplas} 2020 se tem marcado como objetivo reduzir o consumo dos perto de 50.000 copos de plástico que se têm vindo rejeitando nesta festa devido, em parte, à proibição de uso de copos de vidro por motivos de segurança.

Assim, Câmara Municipal e estabelecimentos têm desenhado um copo de {polipropileno} reciclável, com uma imagem do {Jarramplas} feita a base de tintas ecológicas, que vizinhos/moradores e visitantes poderão adquirir pelo preço de um euro, depósito que se lhes reintegrará com a devolução do copo em perfeitas condições.

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