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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 17 de janeiro de 2020

A recessão da caça miúda preocupa aos adeptos

O substituição geracional e a incorporação da mulher são outras das cadeiras pendentes

Redacción AA MONOGRÁFICOS
12/10/2019

 

O terceiro relatório/informe sobre/em relação a a Situação da Caça na Extremadura no qual se analisam os dados da época 2017/18 põe preto no branco a realidade de um sector com um indiscutível peso na economia da região, do qual em muitos casos não são conscientes os cidadãos. A recuperação da caça miúda, o substituição geracional e a incorporação da mulher são três das cadeiras pendentes, segundo este documento que anualmente elabora a Federação Extremenha de Caça ({Fedexcaza}).

Em relação, seu presidente, José María Gallardo, explica que “já de per si é importante a redação de um documento deste tipo que contextualize todos os dados que atira a época. Se todos fôssemos conscientes da importância da caça, esta se deveria estudar como qualquer variável económica chave da região”. Gallardo destaca os 90.000 salários que a caça gera cada ano ou os 385 milhões de euros de fluxo económico, tão somente como algumas variáveis essenciais.

Uma magnitude também relevante/preponderante é o preço da carne de espécies de caça grossa, que chegou a alcançar 8.158.931 euros em 2017-18, um 51,6% mais que na época anterior. Depois, quando o produto é transformado o valor se incrementa. De facto, a comparação com outras épocas atira um valor ascendente. É muito significativo que, por exemplo, o lombo de veado tenha alcançado neste período os 25 euros por quilograma. Na Extremadura têm sua sede duas das empresas mais fortes do país em carne de caça: Das carnes {Dibe} e Manuel Rosa.

COELHO. Dentro do aspeto estritamente cinegético temos de destacar a regressão tão {acuciada} das espécies de caça miúda, especialmente a do coelho na província de Cáceres. “Na província de Badajoz, tal como ocurreu com a lebre, a descida das capturas é assustador, um 20,10% menos que no passado ano, tudo um recorde. O dado mais demolidor é que desde a época 2012/13 até à que estamos analisando; isto é, em só/sozinho 6 anos, os coelhos caçados em Badajoz têm diminuído num 75,41%, passando de 121.085 à exígua cifra de 29.772. Em Cáceres, neste mesmo período, se produziu uma redução do 43,15%, de 34.852 a 19.810 animais recebidos”, indica o relatório/informe. Em Cáceres, se {abaten} mais cervos que coelhos. (27.618 cervos frente a 19.810 coelhos). “É muito grave, porque o coelho encontra-se na base da alimentação de aves e mamiferos protegidos ou em perigo de extinção. Em muito preocupante, sobretudo numa comunidade como a nossa, que foi referente em caça miúda, com quintas emblemáticas em Trujillo e Santa Marta de Magasca. Não entendo como não se redige um plano de reintrodução de coelhos ao besta. Diria que na Extremadura a maioria de coutos não caçam o coelho, porque têm tão poucos que o que lhes preocupa é cuidá-lo. Às vezes, se vêem povoações primaverais {ilusionantes} e quando chega a época de caça se têm morto por doença vírica e {mixomatosis}”, indica Gallardo.

Outro dado que o relatório/informe revela é a descida de população de cervo, a descida da idade dos animais {abatidos}, a redução do peso das canais, bem como da qualidade dos troféus. “Isto tem que parar e temos de começar a gerir doutra maneira o {cervuno}”, explica.

O {jabalí} nas regiões tradicionais de caça grossa está a reduzir o número de capturas, face ao aumento em regiões agrícolas e pecuárias. E esta também é uma questão que vale a pena analisar nos futuros modelos de gestão dos Planos Regionais de Caça.

Não menos importante é o substituição geracional e a incorporação da mulher. “Acreditamos que no século XXI a incorporação da mulher é necessária e progressiva. Mas atualmente faz parte da caçada de forma passiva e nós não queremos que seja assim. Noutros países de Europa existe uma cultura cinegética muito respeitosa, com caçadores de muita qualidade, como na Alemanha. Ali o 20 por cento das incorporações à caça são mulheres. A caça é uma atividade desportiva e ao ar livre que se pode usufruir sem depender da testosterona. Caçar no século XXI é fazê-lo de forma sustentável, usufruindo da natureza, e nesse contexto {cabemos} todos. Além disso, as carnes de caça são fonte de proteínas, de grande qualidade, com pouca gordura e sem tratamentos de nenhum tipo”, explica.

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