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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 21 de janeiro de 2020

Ouvindo e aprendendo

Rosario Cordero
08/09/2019

 

Quis fazê-lo uma vez mais, e não deixarei de fazê-lo nunca, porque me dão força, são a sábia da nossa região e são os que, sem dúvida, ajudarão a estruturar o território.

Me tenho sentado a conversar com um grupo de jovens, jovens e raparigas, estudantes, alguns, trabalhadores, quase recém incorporados, outros, e sonhadores todos e todas.

Gosto debater e discutir com eles; ouvir seus argumentos e refutar-los, como eles fazem com os meus. Temos falado do Dia da Extremadura e, sem preâmbulos nem {vericuetos} estranhos, me levaram a falar de seus povos/povoações, dos povos/povoações, do meio rural e do vazio que querem para eles.

Iam a dados, “… segundo o Governo, o 83% da população se concentra no 16% do território...”; iam a análise, “… não é um bom dado para um desenvolvimento sustentável...”; iam a perguntas, {repreguntas} e respostas, “… ¿como chegámos a esta desvalorização do mundo rural?”, “… ¿se calhar por essas ideias antiquadas que se resumem em expressões como ‘{pareces} de povo/vila’ ou ‘se não {estudias} ao campo’?...” Mas também, e sobretudo, iam ao futuro, à esperança, à não resignação: “Há uma coisa clara, é que muitos jovens, hoje em dia, vemos o meio rural não como uma saída, mas como um projeto de vida”. “¡Está claro! Há muitas vantagens, como a qualidade de vida, a disponibilidade de terreno, uma habitação mais barata, a convivência com o ambiente...”. “Hoje em dia, além disso, vivemos num mundo sem fronteiras; temos crescido com as novas tecnologias e tudo o que isso supõe”. “Sim, porque podemos falar da comunicação terrestre, as estradas que unem povos/povoações e cidades, que em nossa região, por certo, são invejáveis, mas falamos também da comunicação digital”. “Essa comunicabilidade é a que está a mudar e tem que mudar ainda mais o meio rural; é a que nos aproxima a qualquer parte do mundo...”. “A partir de aí podemos fazer que nossas empresas cheguem a onde queiramos que cheguem”. “E nossos produtos”. “¡E nossos conhecimentos! Podemos contribuir à {tecnificación} e ao desenvolvimento da ganadaria, da agricultura, do turismo, do ambiente, das energias renováveis, do lazer...”

Bem, lhes digo, ¿nessa altura? Não passam nem dois segundos. “Dêmos uma volta à imaginação entre todos; dêmos instrumentos às empresas que favoreçam a inserção laboral no meio rural”. “{Enfoquemos} um plano de autoemprego para os povos/povoações”. “{Enfoquemos} a formação e educação até o empreendimento e até o mundo rural”. “{Volvamos} o olhar aos ofícios”. “{Exijamos} a excelência na Formação Profissional”. “{Movamos} o mundo associativo juvenil e {exijamos} às instituições uma participação real dos jovens”. “{Exijamos} também programas para famílias jovens no mundo rural”...

Sim, ouvindo-os me convencem de que há uma geração que está voltando o olhar até o mundo rural, que se move com uns valores que estão a dar forma a uma nova {ruralidad}, uma {ruralidad} pela que, desde Extremadura, temos trabalhado muito, porque se de algo estou convencida é de que desde a Junta de Extremadura, desde as assembleias provinciais e desde as Câmaras Municipais temos trabalhado por um equilíbrio e uma {ruralización} que, apesar das dificuldades que possamos encontrar no caminho, fizeram que possamos dizer bem alto que não temos fechado nenhum povo/vila em nossa região. A partir de aqui, {sigamos} trabalhando por que os jovens possam estabelecer-se ou não ir-se embora, se assim o decidem, de seus povos/povoações; possam dar forma livremente a seu futuro; possam deixar voar sua imaginação; possam aplicar os seus conhecimentos; possam reabilitar a que será sua habitação; possam contar com meios para a conciliação familiar; possam viajar sem limites; possam usufruir do ambiente e que nunca se sintam/sentam desarraigados. Temos terra, temos gentes e temos futuro. Neste Dia da Extremadura {hablemos} disso, {hablemos} de futuro.

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