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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 25 de septembro de 2017

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EL PERIÓDICO
03/05/2017

 

A Reserva da Biosfera transfronteiriça {Hispanolusa} Tejo-{Tejo} afeta a 14 municípios de Espanha e Portugal. É outro dos espaços Unesco na região. Foi aprovada durante a 28.{ª} Sessão do Conselho Internacional de Coordenação do Programa O Homem e a Biosfera ({MaB}) da Unesco ({CIC}-{MAB}), celebrada em Lima, Peru em março de 2016.

Dentro da reserva vivem 62.775 habitantes em 14 municípios extremenhos e 12 {freguesías} de Portugal. A reserva se situa na região ocidental da Península Ibérica no eixo do rio Tejo e abrange 428.176 hectares, das quais 259.643 encontram-se em Espanha.

A área é de baixa altitude mas de relevo íngreme como consequência {delencajamiento} do Tejo e seus {afluentes} no borda da {penillanura}. Quanto a sua vegetação, maioritariamente está composta por formações {esclerófilas} de azinheira e sobreiro, bem como abundantíssimas manchas de matagal, que se alternam com áreas cultivadas, extensos {pastizales} e formações {adehesadas}.

Entre os {taxones} vegetais mais significativos encontram-se diferentes espécies de orquídeas, algumas endémicas, ou o lírio amarelo, símbolo do Tejo Internacional. A vocação maioritária do território é pecuária e florestal, razão pela qual existe uma importante cabana, sobretudo ovina, bovina e suína, que constitui a base da economia local, juntamente com outras explorações tradicionais, como a extração da cortiça, a mel e o cultivo de cereais.

FAUNA. Em relação à fauna da nova reserva, a resolução que publica o {BOE} destaca que a fauna é tipicamente mediterrânea e acolhe um grande número de {taxones} ameaçados ou em perigo de extinção, nalguns casos endémicos da península como o águia imperial ibérica, o águia {perdicera}, a cegonha negra, o abutre negro, o {alimoche}, o {cernícalo} {primilla}, a abetarda, o sisão, a lontra, o {lagarto} verde-negro, os cágados {leproso} e europeu e a rã {patilarga}, para além de uma completa {ictiofauna} própria dos rios mediterrâneos.

Quanto à população, escassa e concentrada em pequenos ou medianos núcleos rurais, sofre um processo de envelhecimento e despovoamento “muito acusado/arguido” nos últimos anos do século XX, sobretudo na parte espanhola, pelo que a fraqueza demográfica é um dos principais reptos/objetivos aos que se enfrentam estas regiões.

No entanto, sublinha que o excelente grau/curso universitário de conservação da fauna, a flora e o paisagem da região se traduz na existência de numerosos espaços protegidos (parques naturais e enclaves da Rede {Natura} 2000), junto a seus elevados valores patrimoniais, culturais e etnográficos fazem dela um excelente lugar para experimentar estratégias de desenvolvimento sustentável.

O Geoparque Mundial Unesco Villuercas-Ibores-Jara é outro dos enclaves Unesco na comunidade autónoma e neste ano espera contar com dois novidades: Um Plano de Igualdade e as Bolsas Ponte/feriado de Alcántara, pelas que muitos investigadores mostraram já seu interesse/juro.

A presidenta do Geoparque e presidenta da Assembleia provincial Provincial de Cáceres, Rosário {Cordero}, recorda que o ano 2016 foi o primeiro ano do Geoparque Villuercas-Ibores-Jara reconhecido como Geoparque Mundial Unesco. Acrescenta que em 2017 “vamos a ser ainda mais exigentes com seu Plano de Ação, com o que se possa fazer no território, em cada um de seus municípios, por parte de todos os seus sócios e sem perder de vista que, no ano 2019, o Geoparque terá que voltar a ser avaliado”.

Quanto à conservação do património, neste ano 2017 terá uma segunda proposta por parte da Direção Geral de Ambiente face a a conservação dos Geosítios; também, por parte da Direção Geral de Desenvolvimento Rural, se trabalhará para o acesso a ditos lugares e, cientificamente, vão a estudar dois itinerários geológicos novos, entre Berzocana e Navezuela e o que decorre entre Castañar de Ibor e {Navatrasierra}.

No que diz respeito ao aspeto turístico se continuará com a promoção de assistência a feiras juntamente com a Rede Europeia de Geoparques e a reedição do catálogo de serviços turísticos do Geoparque, para além de continuar na linha de colaboração com as empresas do território.

Em relação às atuações do ano 2016, {Cordero} destacou a reabertura de três centros de interpretação que tinham problemas de manutenção, localizados em Villar del Pedroso, Logrosán e Cañamero, e tem posto de relevo a importância para o Geoparque de que neste ano 2017 seja o Ano Internacional do Turismo Sustentável.

REAL SÍTIO. Além disso, a região conta com um Real Sítio, o Mosteiro de Yuste, que incrementou em 2016 um 9,09 por cento a sua cifra de visitantes em relação ao ano anterior, o que lhe situa entre os monumentos de Património Nacional com maior aumento de visitas no último ano juntamente com os palácios reais de Madrid, de A {Almudaina} (Palma) e de A Quinta (Segovia). Recebeu mais de 100.000 visitas.

A vinculação de Carlos V com o mosteiro é um dos seus mais conhecidos atrativos, para além de sua localização na região da Vera. Encontra-se em Cuacos de Yuste, serra de {Gredos}. Sua origem está em três {eremitas} que queriam cumprir penitência em 1407, aos que se uniram mais monges baixo/sob/debaixo de a regra de São {Jerónimo}.

Os desejos de Carlos V por estar a bem com Deus em seus últimos dias lhe levaram a encaminhar-se à zona e construir ali durante dois anos uma casa palácio perfeitamente adaptada ao recinto religioso. De facto, o monarca podia assistir a missa desde sua cama, coisa que seu filho imitou no Mosteiro do {Escorial}. A igreja é gótica, século XV e tem dois claustros, um gótico e outro plateresco.

O recinto é cenário da entrega de Prémios Carlos V de la Fundación Academia Europea de Yuste à que vão relevantes figuras da política del Viejo Continente, bem como dos cursos de Verão da Universidad de Extremadura e é um grande referente no mundo da cultura.

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