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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 1 de abril de 2020

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21/02/2020

 

Todos os dias, quando se põe o sol, se lhe acompanha até à casa do {peropalero} maior/velho e, pelas manhãs ao sair o sol, após a alvo, se lhe volta a levar à agulha, onde muda cada {dia} de orientação. Ambos passeios ou {acompañamientos} são seguidos/continuados, {multitudinariamente}, pelos fiéis vizinhos/moradores e visitantes de Villanueva, que caminham animados pelos tambores.

Na terça-feira é o dia grande dos festejos. De manhã, após ser tribunal/réu/julgado e condenado por um tribunal popular, se lhe coloca à costas a sentença ditada e se lhe passeia por tudo o povo/vila a lombo de um burro, escoltado pela Confraria dos {Burreros}, que se encarregam, muito cuidadosos e responsáveis, do bem-estar e do cuidado do animal, juntamente com os {escopeteros}, que com seus disparos simulam pôr ordem/disposição por se alguém se desvaira. Ao chegar, novo passeio do Mas-pau ao ombro, nova ‘{judiá}’ e novo jota coletivo no meio da praça/vaga. Seguidamente, se convida a doces, {limonada} e vinho em casa por parte dos capitães.

Depois de/após comer, sobre/em relação a as quinze horas, começa ‘o passeio’, presidido pelo capitão, que leva a bandeira das festas e que junto à capitã, que leva uma silva forte com um laço e um chouriço que recorda os {atributos} masculinos do réu, vão escoltados pelos {alabarderos} e acompanhado das autoridades e componentes do tribunal. Após eles, uma arrumada e vistosa procissão dos convidados e vizinhos/moradores, {engalanados} todos com os mais vistosos e elegantíssimos {ropajes}. Elas, luzindo lindos {guardapiés}, apertados {refajos}, e elegantíssimos {mantones}. O cabelo sempre enfeitado com bonitas flores e tudo isso completado com meias e sapatos bordados e os descontados {aderezos} e jóias douradas. Eles, caminhando vestidos com primorosas camisas bordadas, coletes ou casacos negrumes, {fajas} vermelhas, calças preto e meias brancas bordados. Os capitães e seu acompanhamento de confiança, bem como as autoridades, costumam levar capas negras e o tradicional chapéu de pano preto. Em todas as casas do povo/vila se conserva, ano após ano, este singular património de roupas, calçados e complementos, que vai-se transmitindo de geração em geração.

JURA DE BANDEIRA. No meio da praça/vaga se forma um {corro} escoltado pelos {alabarderos}. Após entrar ao {ofertorio} entre os {calabaceros}, para entregar um óbolo, os mais {apuestos} ‘juram a bandeira’ mostrando suas habilidades no {volteo} e no lanço ao vento. O último que passa por este tranze será o capitão do ano seguinte.

Durante a jura de bandeira, levam-se ao Mas-pau e, após despojarle da cabeça (que servirá para o ‘revive’ dos anos sucessivos), leva-se a ombros, numa {parihuela}, o resto do corpo envolvido numa {arpillera}, para simular o {manteo}, a morte e o queimado do que fica dele. Tudo isso entre os últimos tiros/lançamentos das espingardas, o {machacón} soar/tocar dos tambores e os lamentosos soluços das mulheres que {añoran} {apenadas} os gentis tratos e favores do defunto.

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