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2007. {Ada} Salas colabora com poemas numa exposição de fotografia de Tete Alejandre. - o jornal

08/09/2019

-¿E entre música e poesia? Em ‘{Descendimiento}’ há uma parte que parece um {oratorio}…

-É que é o texto de um {oratorio}. Se pintura e poesia têm uma relação clara, ainda mais. São indissolúveis. Ritmo, som, canção são elemento absolutamente implicados no texto. Um poema que não seja um canto não é poema. Quem ouve um poema ouve uma {partitura}.

-Num de seus livros afirma: “Há livros que se escrevem sobre/em relação a a carne mesma”. ¿Reflete essa imagem sua forma de fazer poesia?

-Sim, escrevo com as entranhas e desde elas. Não {concibo} fazê-lo sem que tenha uma implicação vital e absoluta no que faço.

-¿Como se enfrenta à folha em branco?

-Entre assustada e entusiasmada, com essas dois sensações ao mesmo tempo.

-É você professora de Língua e Literatura num instituto/liceu em Madrid. ¿Se sente emigrante?

-Não, emigrante não, porque agora mesmo essa palavra está carregada de conhecidos tremendos. E eu não vivo nessa situação. Sinto que estando em Madrid tenho uma necessidade constante de voltar a casa, a Extremadura.

-¿Considera que os novos {soportes} tecnológicos são uma oportunidade ou uma ameaça para a literatura?

-Mais bem são uma ameaça. Em geral os {soportes} tecnológicos e mais em determinadas idades –embora todos estamos um pouco/bocado {enganchados} a eles- são um instrumento para o despiste e o desvio ou a distração. Entretenimento e fugida têm pouco/bocado que ver com a literatura.

-De você já se fazem antologias. ¿Se está convertendo já num clássico?

-{Uy}, não o acredito/acho.

-¿Porque é que se fala tão mau castelhano em Espanha e tão bem em América latina?

-Em muitos sentidos em América latina estão muito perto de nosso melhor castelhano que é o do século de ouro. Se fala muito bom castelhano em zonas de Equador ou Peru. Aqui em Espanha se perdeu um pouco/bocado o respeito à língua. Nesse sentido, os faladores de catalão me dão muita inveja. Eles valorizam sua língua mais que nós a nossa. Cada dia parece que falamos de qualquer maneira ou escrevemos de qualquer maneira e parece-nos que isso não tem importância; no entanto, a língua é o pilar da identidade de um povo/vila. Às vezes ver a televisão ou ler a imprensa me faz sofrer. E não tudo vale.

-Se tem proclamado de esquerdas e contrária às ditaduras. ¿Temos de tomar “jogo/partido até manchar-se”, como dizia {Celaya}?

-Se não nos {manchamos} a vida te mancha. É preferível manchar-se um a que te manchem os demais.