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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

O juízo a um boneco desperta o interesse/juro de milhares de pessoas

Há constância de que a {Inquisición} celebrou uma vista à que foram detidos os {peropaleros}

Redacción AA MONOGRÁFICOS
21/02/2020

 

La festa de Mas-pau, que se celebra estes dias em Villanueva de la Vera, é uma festa tradicional, misteriosa, muito típica e ancestral, que digressão à volta de um boneco ao que se condena a morrer queimado, depois de/após simular o juízo, de exibirle por tudo o povo/vila, de expor-lhe ao público na ‘agulha’ e de submeterle ao escárnio público das ‘{judiás}’, entre os dois bandos: os que lhe querem salvar e os que lhe querem torturar e matar. La organização estima que umas 5.000 pessoas aproximar-se-ão entre os dias 22 a 25 de Fevereiro a Villanueva de la Vera.

Não se sabe a ciência certa se este elemento era um ladrão, um cobrador insaciável de impostos, um guerrilheiro da reconquista que fora facto/feito prisioneiro e condenado num sinédrio local, ou se calhar um violador e {abusador} das mulheres do povo/vila às que enganava e cativava previamente, valendo's de sua destacada presença e enganando-as com enganos e más artes quando descia da serra.

CONSTÂNCIA. O caso é que há constância de que, no tribunal da {Inquisición}, Santo Ofício de Llerena, celebrou-se uma vista à que tiveram que ir detidos os {peropaleros} do povo/vila, acusados de matar cada ano a um homem judeu. Fruto da boa defesa, da agradável sensação antijudaica que exibiram perante o tribunal ou da {benignidad} do mesmo, a sentença foi {absolutoria} e os {peropaleros} voltaram ao povo/vila livres de tudo cargo e, além disso, acolhidos pelo rei, que nessas datas ia caminho de Portugal com a autorização e o estímulo para celebrar cada ano esta paródia contra os judeus, foram obsequiados com um presente de {alabardas} de prata que servissem, daí em adiante, para ratificar a autorização e para dar fé da boa organização da festa, com a condição de que se conservassem na paróquia. Desde então, sem nenhuma interrupção, todos os anos se tem vindo celebrando este originalíssimo simulacro, no qual se implica tudo o povo/vila.

As datas de celebração são movíveis, coincidindo com o carnaval, que depende sempre das festas da semana santa. Neste ano a celebração cai nos dias 23, 24 e 25 de Fevereiro.

Desde há uns anos para cá, o Dia da Cabeça ou Dia da ‘{Turra}’ vem recebendo muita relevância. Parecesse que as pessoas está ansiosa por começar o quanto antes, a celebrar estas exclusivas festas. Mas sem dúvida, tudo o fim-de-semana seguinte, a celebração está cheia de momentos interessantes e muito participativos. Assim, no sábado às cinco se procede a instalar a agulha ou pedestal de madeira na qual logo se exporá ao {Peropalo}, entre a rivalidade dos que não deixam que se instale e os que desejam instalá-la e conquistar seu cume em sinal de triunfo. Também no sábado, ao soar/tocar as doze da noite, num lugar secreto que só/sozinho conhecem os capitães e os componentes da confraria {peropalera}, se confeciona o boneco e depois se lhe leva à ‘agulha’, que é como a {picota} ou patíbulo onde vai a estar os três dias exibindo-se, após os frequentadores passeios pelo povo/vila, até que na terça-feira se lhe “mate” definitivamente. Esses passeios de escárnio e exibição terminam sempre com o rito da ‘{judiá}’ ou encontro dos dois bandos, a favor ou contra da condena, entrelaçando's num humilhante lanço ou passeio no qual quase chega a ser arrastado de rastos de barriga para baixo, roçando seus {atributos} masculinos, sua cara e sua esbelta figura. Depois se lhe devolve à agulha e se termina dançando sempre uma multitudinário e vistoso jota ao são dos reiterativos sons dos {tamborileros}, acompanhados das {coplas} centenárias que se conservam desde a antiguidade e se cantam ou recitam, em voz baixa, quase simulando o tom de um oração {pagano}.

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