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El Periódico Extremadura | Domingo, 19 de janeiro de 2020

Galardão para um clássico

O Festival Internacional de Teatro de Mérida consegue 182.016 assistentes e um superavit de 625.000 euros em sua última edição

Redacción AA MONOGRÁFICOS
08/09/2019

 

Cultura como motor económico. Teatro rentável. Parece uma quimera, mas é realidade. O Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida conseguiu, após 86 anos e 65 edições, ser um autêntico impulsor da geração de riqueza na Extremadura, para além de um dos acontecimentos culturais mais importantes quantos se desenvolvem em Espanha. O de Mérida é o festival de teatro clássico mais antigo dos que se celebram no país e está considerado como o “mais importante” em seu género.

Muitas são as variáveis que têm contribuído a que o Consórcio Patronato do Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida seja credor neste ano da Medalha da Extremadura, para além de sua inegável projeção cultural internacional, não pode perder-se de vista a dimensão económica: é um grande motor da economia regional e local, {atractor} do turismo, ativante do mercado laboral e impulsor das artes cénicas e do teatro.

A 65 Edição do Festival Internacional de Teatro Clássico de Mérida, a oitava consecutiva que dirige e gere Jesús Cimarro à frente da empresa {Pentación} Espetáculos, se encerrou com 182.016 assistentes, um 3,6% mais que em 2018, o que consolida de forma irrefutável o projeto de gestão e programação artística que tem empurrado à cita/marcação/encontro emeritense à cabeceira dos festivais espanhóis e europeus.

Os rendimentos em bilheteira têm suposto a quantidade/quantia de 2.168.849 euros. Esta cifra tem suposto um superavit económico sobre/em relação a a previsão de rendimento mínimo de bilheteira que ronda os 625.000 euros.

O Festival de Mérida é uma ferramenta de acesso à cultura clássica de todos sem distinção de idade ou capacidade sensorial, como vem fazendo desde o ano 2012. Assim, a passada edição do Festival voltou a ser plenamente acessível para as pessoas com diversidade funcional sensorial. A empresa emeritense com nota de {CEE} {Audiosigno}, integrada na Federação Extremenha de Deficientes Audíveis ({Fedapas}) foi a encarregada de aproximar os espetáculos desta edição às pessoas surdas (usuárias de {audífono} ou com implante coclear) com um sistema de indução ou {bucle} magnético e legendado direto. E também o aproximou às pessoas com problemas visuais com um serviço de {audiodescripción} todos os domingos.

No caso do sistema de indução ou {bucle} magnético esteve disponível em todas as obras do Festival e em todas as funções, tanto/golo no Teatro Romano de Mérida como nos três dias programados no Teatro Romano de Medellín, Cáparra e {Regina}, que desde há algumas edições também acolhem espetáculos do festival.

O TEATRO MAIS ANTIGO. As representações das obras do festival levam-se a cabo anualmente, durante os meses de Junho, Julho e Agosto no Teatro Romano de Mérida, considerado como “um dos prédios no mundo que melhor representam os sólidos modos e as formas {armónicas} da arquitetura romana em época do imperador {Augusto}”. Também, é o teatro que funciona como tal mais antigo do mundo.

O Festival iniciou sua andamento no ano 1933 com a posta em cena da {Medea} de Sábio, em versão de Miguel de Unamuno com a atriz Margarita Xirgu como protagonista. Após outra edição em 1934 devido à “tensão política” que se vivia em Espanha se suspendeu até 19 anos depois, em 1953, quando se reiniciou com a representação da obra {Fedra} a cargo duma companhia de teatro universitário.

Em 1954 voltou o teatro profissional a Mérida com a representação de um {Edipo} de {Sófocles} interpretado por Francisco Rabal e desde então até à data se celebrou ininterruptamente acolhendo em seus {bimilenarios} cenários as representações das obras mais grandes do Teatro Clássico {grecolatino}.

Faz já mais de 85 anos que a atriz Margarita Xirgu continuou com uma lavor/trabalho que tinha {echado} a andar faz agora mais de 20 séculos: representar as grandes comédias e tragédias gregas e romanas sobre/em relação a essas pedras milenárias, testemunha de honra da história das Artes Cénicas.

Sobre/em relação a sua areia, os mais prestigiosos profissionais do teatro {-} atores, atrizes, músicos, diretores, autores, iluminadores, {figurinistas} {-} nacionais e internacionais têm desfilado ao longo/comprido de suas edições, passando a fazer parte da história.

Não menos interessante é a programação paralela do festival, sempre com um marcado acento social e atividades específicas para meninos e adolescentes. Entre elas os oficinas de teatro, oficinas no Museu Nacional de Arte Romana e oficinas de teatro clássico em diferentes cidades.

Uma importante colaboração é a que mantém o festival com o Festival de Teatro {Grecolatino} Juvenil que se celebra desde 1998 no Teatro Romano cada primavera. Nele participam uns 10.000 jovens de institutos de ensino secundário de tudo o país e inclusivamente de Portugal. Este festival já conta com a Medalha da Extremadura, concedida em 2006.

Também é um motor de recuperação patrimonial, pondo em uso os teatros romanos de Mérida, Medellín, {Regina} (Casas de Reina) e a Cidade Romana de Cáparra em Cáceres.

Uma data importante para o cenário emeritense foi 1993, quando o conjunto/clube arqueológico que encabeça o Teatro Romano de Mérida foi declarado Património da Humanidade pela Unesco.

O Festival de Teatro Clássico de Mérida é o acontecimento que mais viajantes e que maior número de dormidas move à cidade de Mérida, e um dos que mais turistas atrai à região.

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