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El Periódico Extremadura | Sábado, 23 de septembro de 2017

Extremadura perante os desafios do século XXI

Guillermo Fernández Vara Presidente de la Junta de Extremadura
08/09/2017

 

Desde há trinta e dois anos {celebramos} o Dia da Extremadura cada 8 de setembro, coincidindo com a festividade da Virgem de Guadalupe. Assim o assinou o presidente Rodríguez Ibarra aquele 25 de Maio de 1985.

Desde então, já em Trujillo, Guadalupe ou Mérida, {reconocemos} com a Medalha da Extremadura àquelas pessoas, associações ou instituições que representam o melhor do povo/vila extremenho. Propostas realizadas pelos cidadãos, que mostra a identidade, o valor e o orgulho de pertencer a esta região.

Nestes últimos trinta anos, muitos são as mudanças que se produziram na Extremadura, muitas foram as idas e vindas, as batalhas deliberadas com o Governo central, com os Orçamentos anuais ou com a Dívida Histórica. No entanto, acredito/acho firmemente que a importante evolução desta terra é fruto da constância e do esforço dos extremenhos e as extremenhas. Ciudadanos que se têm ido lavrando seu futuro dia-a-dia, agricultores e pecuários que trabalham sem descanso/intervalo, pequenos empresários que apostam em esta terra porque querem viver aqui. A todos eles e a todas elas, graças. Em especial a elas, com as que estamos em dívida.

Nestas três décadas foram 94 os extremenhos reconhecidos com a Medalha da Extremadura, só/sozinho o 12% dos que a receberam foram mulheres. Mais que um dado, é um reflexo da sociedade.

Uma sociedade que leva demasiado tempo sem reconhecer ao 50% do talento e a capacidade da Extremadura, que são elas.

{Confío} em que a mudança educativo que está tendo lugar na região, transforme esta realidade, o que significará que as mulheres estarão na tomada de decisões, ali onde se mudam as coisas.

Extremadura é uma terra forte, onde hoje e sempre, devemos reivindicar com orgulho nosso sentir. Não há conquista mais satisfatória que aquele que se consegue entre todos. Por isso, {sigamos} apostando em uma sociedade inclusiva, por uns serviços públicos de qualidade acordes às novas realidades sociais, sem distinções. Porque uma sociedade justa é uma sociedade equitativa; porque são as pessoas as que pagam impostos, não os territórios., Espanha está em dívida com Extremadura em matéria ferroviária.

Extremadura necessita o TGV já. Não podemos seguir/continuar com um comboio do século XIX, não podemos seguir/continuar permitindo que os extremenhos tardem, no melhor dos casos, quase sete horas em chegar a a capital de Espanha. Isso se não há avarias, incêndios, mudanças de comboio ou infinitas paragens/desempregadas/paradas no meio do nada. Já está bem. {Exigimos} ao Governo de Espanha um comboio do século XXI para Extremadura. Nossa paciência se esgotou.

Somos referentes em muitas realidades e devemos projetá-las sem deixar de reivindicar projetos que são justos, que necessitamos e que nos farão mais competitivos: a melhoria nas comunicações, a alta velocidade, o apoio à investigação, à inovação, ao desenvolvimento ou à {industrialización}.

Extremadura tem que estar preparada para aproveitar as fortalezas inerentes a esses mudanças em benefício do conjunto/clube da sociedade. Para isso, o mais importante é dispor de um diagnóstico claro que nos ajude a estabelecer sinergias e procurar aliados que colaborem em nosso desenvolvimento. E para ser feito este cometido, necessitamos somar talento e implicar às pessoas que mais sabem, para além de impulsionar e atrair novas ideias e projetos a Extremadura. Isto é, uma aposta em a inteligência e o reconhecimento coletivo.

Nesta região temos importantes competências que têm que ver com a saúde, a dependência, a educação, a cultura, o ambiente, o desenvolvimento rural, as políticas ativas de emprego e todas elas necessitam ser suficientemente dotadas para que Extremadura {converja} com o resto das comunidades em igualdade de circuntâncias. Entre outros motivos, porque para fazer frente ao repto/objetivo demográfico da nossa região necessitamos também respostas integrais, dotadas economicamente, que possam ser sustentadas no tempo e contextualizadas num mundo que muda rapidamente.

Esses são os desafios que temos como região. Não são tempos para alardear virtudes nem falar de triunfalismos políticos, trata-se de seguir/continuar trabalhando por e para Extremadura. Nossa região é uma terra grande que, cheia de história e de percurso/percorrido, fazem dela uma terra única. Uma identidade que cada 8 de setembro {reafirmamos}, sentimos e {reivindicamos}, sendo, ao mesmo tempo, espanhóis e europeus.

Tenho claro que Extremadura, com suas províncias Cáceres e Badajoz, suas ricas regiões e seus municípios é o melhor engrenagem duma terra amável e diversa, onde a bandeira que nos une não só/sozinho é a institucional, mas também a da igualdade de oportunidades.

Sejamos capazes de ver para além de nossos próprios olhos e acreditemos, de uma vez por todas, em nós e {nosotras}, em nossa terra, na Extremadura.

Não somos mais que o tempo que nos tem tocado viver, {aprovechémoslo} e {avancemos} juntos.

Feliz Dia da Extremadura.

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