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Extremadura, olhando ao futuro

 

Extremadura, olhando ao futuro - EL PERIÓDICO

Guillermo Fernández Vara Presidente de la Junta de Extremadura
08/09/2019

Um ano mais {celebramos} o Dia da Extremadura, uma data para festejar nossas raízes, nossa identidade e para mostrar nosso orgulho como povo/vila, mas também para levantar a voz e reivindicar aquilo que {consideramos} de justiça para esta terra.

Extremadura mira ao futuro e o faz sabedora de ser uma região de recursos e oportunidades que, nesta ocasião, não podemos permitir-nos desaproveitar. Nossa terra tem estabilidade política, paz social e temos sentando as bases para oferecer segurança jurídica às empresas e para que os investidores possam instalar-se na região. Para isso, temos de pôr ao serviço da nossa terra as melhores ferramentas das que dispõe a POLÍTICA e seguir/continuar trabalhando para avançar com passo firme/assine até o progresso.

Nesta tarefa {contamos} com o impulso que nos outorga nosso carácter, que nos conforma como um povo/vila de pessoas simples, nobre, hospitaleira, apaixonada com os valores cívicos e com um enorme sentido da responsabilidade política e a consciencializa social e coletiva.

Uma sociedade justa, ética e solidária, com cidadãos capazes de exigir seus direitos ao passo que cumprem com seus deveres; deveres que se sustentam no direito dos outros.

Este {binomio} que reconhece direitos e deveres é a melhor receita para conseguir sociedades que avancem juntas pelo caminho adequado: o do emprego de qualidade, o da prosperidade partilhada, o da igualdade de oportunidades, o da igualdade real e efetiva entre mulheres e homens, o da plena inclusão de todos e para todos, o do respeito pelo planeta. O caminho inequívoco até o progresso.

Vivemos uma época de grandes reptos/objetivos e de grandes desafios; uma época que nos exige pensar em grande para poder/conseguir fazer frente ao pequeno e que nos obriga a resolver com simplicidade o complexo.

As alterações climáticas e, com ele, uma nova cultura de energia, clima e água. Anteontem assinava com presidentes da câmara municipal e presidentes da câmara municipal da Extremadura o acordo/compromisso na contribuição e cumprimento da Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. As Câmaras Municipais são a administração mais próxima ao cidadão e constituem um valor fundamental para propiciar que a cidadania participe da justiça social, a cooperação, a coesão territorial e a consecução destes objetivos.

A despovoamento e a crise demográfica e, com elas, uma nova maneira de entender e gerir as migrações. Situações como as vividas este verão nos obrigam a refletir sobre/em relação a o principal componente que leva preparado o fenómeno migratório, o humanitário.

Europa não pode viver de costas para esta realidade e perder-se em debates esterilizadores que misturam perigosamente o populismo, o nacionalismo, o racismo e a xenofobia, debates que só/sozinho conduzem ao fracasso das ideias e ao triunfo da luta contra o diferente.

Para além de estes discursos simplistas, trata-se de posicionar-se com firmeza, de dizer se se está ou não de acordo com que as pessoas morra no Mediterrâneo, se se está a favor ou contra de que tenha vidas de segunda ou de terceira, cidadãos com direitos e deveres desiguais.

Desde Extremadura {seguiremos} reivindicando uma Europa onde os acordos económicos não estejam nunca acima dos direitos humanos.

Por tudo, agora é o tempo da política, do trabalho coletivo ao serviço de um projeto comum que tenha como principal eixo melhorar a vida da pessoas, desde todos os frentes, desde todos os âmbitos.

Também desde Extremadura.

É tempo de comprometer-nos com nossa terra, de reconhecer que o futuro dependerá do que hoje façamos para melhorar e mudar o que somos.

Mas também é tempo de REIVINDICAR perante Espanha e Europa, desde a responsabilidade e com a força e o impulso da confiança renovada, aquilo que é de justiça para esta terra:

• A finais do próximo ano devem estar terminadas as obras do “COMBOIO” a seu passo por Extremadura.

• No prazo de um ano deve estar acordado um Plano de Autoestradas que complete as conexões supraregionais da Extremadura.

• Um novo Modelo de Financiamento Autonómico que permita abordar a incorporação dos novos medicamentos biológicos, dos novos equipamentos tecnológicos e dos recursos humanos necessários.

• Participação de Espanha e Europa nos novos regadios e na depuração de águas ainda pendente e um abordagem global da SECA em termos de presente e de futuro.

• Um Plano de Emprego para fazer frente à brecha laboral existente entre mulheres e homens.

• A DEPENDÊNCIA precisa do acordo/compromisso coletivo pelo que o 50% deve ser coberto com fundos estatais.

• Participação do Estado na Educação 0-3 anos, que não foi incluída nas {trasferencias} educativas.

• Uma PAC suficiente e justa para o campo extremenho, que propicie a manutenção e desenvolvimento do meio rural.

• Uma negociação do novo Programa Operacional/operativo da UE que permita dar um salto na I+D e na inovação.

• Um novo Plano de Habitação que permita o acesso dos jovens a sua primeira habitação e a incorporação da eficiência energética e a mobilidade elétrica.

O mundo encontra-se perante um cenário de enorme complexidade e a política necessita mais que nunca de consensos que, hoje em dia, parecem impossíveis. O estamos a viver no nosso país e o temos visto na recente reunião do {G-7} onde se tem posto em evidencia algo que já ninguém pode negar: a capacidade dos líderes mundiais para alcançar ACORDOS verdadeiramente, nem está nem se lhe espera.

Apesar disso, continuo/sigo acreditando na POLÍTICA e em aqueles que a exercem e {confío} num cenário futuro de entendimento que faça possível enfrentar os reptos/objetivos aos que nos {enfrentamos}.

Não quero deixar passar este momento sem ter um lembrança para os que estavam connosco há um ano e agora não estão. Também para os extremenhos noutros lugares de Espanha e do mundo. A muitos os tenho podido cumprimentar nas últimas semanas. Nossa lembrança e afeição sincera sempre.

FELIZ DIA DE EXTREMADURA.