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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 25 de septembro de 2017

Extremadura no exterior: um secreto por revelar


21/06/2017

 

Estamos atravessando uns anos bons para o turismo em Espanha. Nosso país demonstra solidez como destino e Extremadura se une à tendência nacional batendo recordes de chegadas de turistas. No entanto, Extremadura continua a ser uma grande desconhecida, sobretudo para os turistas estrangeiros. Assim, não é difícil encontrar títulos nas webs europeias como ‘Extremadura – A Espanha secreta’ ou ‘Extremadura: paisagens por conhecer’, o que revela esse carácter de desconhecimento e inclusivamente exotismo da região. Por um lado, isto deixa ver que existe o potencial para promover a imagem da Extremadura no exterior, mas por outro lado, também quer dizer que existem grandes reptos/objetivos aos que a região se tem que enfrentar.

Primeiro, não faz falta convencer a ninguém (pelo menos dentro da Extremadura) dos atrativos destas terras que contam com três lugares inscritos na lista de Património da Humanidade pela Unesco, uma gastronomia própria e variada em base a produtos locais e de qualidade, e uma espetacular natureza repartida em vários espaços protegidos e um parque nacional. A isto temos de acrescentar os esforços a nível nacional para conseguir uma diversificação geográfica do turismo para sair do antigo modelo de férias de sol e praia. Agora, o interior é um atrativo em igualdade de circuntâncias que procura receber/acolher turistas de maior nível cultural e económico que aqueles que somente procuram ‘torrar-se’ em praias nas que não cabe nem um guarda-sol mais.

Portanto, o crescente interesse/juro pelo turismo cultural e a maior competitividade dos destinos de interior fazem que cada vez seja mais relativamente simples de vender Extremadura graças à procura deste tipo de atrativos, que são muito populares entre os cidadãos de Europa Ocidental e Escandinávia. Ora bem, esta é a grande oportunidade, mas, ¿como deixar que não se escape? Seria conveniente atuar rápido, já que o resto de comunidades de interior também se têm posto a trabalhamos/trabalhámos e não estão dispostas a ceder nem um só/sozinho turista.

Para começar, se deve seguir/continuar com uma estratégia turística arrumada e, além disso, aplicá-la, que é o que não sempre se consegue com êxito. Um dos elementos mais importantes que tem que cobrir esta estratégia é saber a que mercados dirigir-se, para além de esses europeus próximos e poderosos. Os mercados distantes necessitam ainda mais tempo para trabalhá-los e criar uma imagem, mas teria que pôr maior atenção àqueles emergentes e a média/meia distância. Por exemplo, a Europa do Este da União está a viver seus anos dourados. Sua economia cresce, a classe média se tem consolidado e seu poder/conseguir aquisitivo lhes permite, agora sim, conhecer novos lugares como Extremadura. O problema é que quase ninguém nestes territórios é capaz de relacionar o nome Extremadura com algo específico. Tomando o caso da maior potencia desta região, Polonia, se relaciona demasiado nosso país com no sol e as praias (a metade dos turistas polacos que viajam a Espanha escolhem Canárias), embora é um turista ao que também lhe interessa a cultura e o património e para o qual Extremadura definitivamente tem algo que oferecer.

INFRAESTRUTURAS. Do mesmo modo, as infraestruturas são essenciais para facilitar o que se nos conheça e aqui é ainda necessário muito trabalho. A praticamente inexistente {conectividad} aérea da região e as lentas conexões ferroviárias convertem às estradas na única possibilidade que há atualmente para conhecer Extremadura com maior comodidade. O TGV desde Madrid significaria um grande avanço no tema de {conectividad}, embora seria mais benéfico que se {completara} o trajeto até à capital lusa, um dos principais mercados para Extremadura. Por outro lado, a ideia sobre/em relação a a criação de aeroportos é bastante delicada. É certo que um maior fluxo de pessoas necessita de um aeroporto e, da mesma maneira, um aeroporto traz de per si mais visitantes. No entanto, se estes números não são os suficientemente grandes, os investimentos para construir um novo aeroporto poderiam ser {lapidarias} para a comunidade, da mesma maneira que já passou com este tipo de obras noutras autonomias. Uma ação mais rentável poderia ser investir no atual aeroporto de Badajoz para atrair novas aerolinhas e abrir destinos internacionais e, porque é que não, se poderia mesmo apostar em uma ‘{Ryanair}-{ización}’ que tem conetado pequena cidades de toda Europa como {Bydgoszcz} em Polonia ou {Dole} em França com outros cantos de Europa.

Por último, falando da oferta de serviços extremenha, temos de admitir que não se está totalmente preparado – salvo em contadas ocasiões – para receber/acolher visitantes estrangeiros. Segundo estudos apresentados na Universidad de Extremadura, se dá pouca importância à disponibilidade de facilidades noutros idiomas tanto/golo em negócios privados como em atrações públicas.

Todos eles deveriam esforçar-se conjuntamente em oferecer serviços tanto/golo hoteleiros, de restauração ou interpretação turística considerando o turista estrangeiro e, no mínimo, assegurando a comunicação e informação em inglês. Da mesma maneira, falta risco empresarial. A ideia da casa rural está bem, mas não é suficiente.

Num mundo competitivo como o atual, uma casa rural, como pode ser qualquer exemplo de investimento, não somente pode ser uma casa, também tem que oferecer {wifi}, ser acessível, ter uma oferta complementar de atividades na zona e, sobretudo, oferecer algo especial.

{Recordemos} que as Nações Unidas declararam 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, é que o turismo é um sector chave no nosso país e que pode impulsionar às diferentes regiões até a criação {substancial} de riqueza e emprego. Com este artigo, se espera que tomemos consciência de isso na Extremadura e que se invista numa indústria tão transversal como é a turística. Este é um território com potencial e {animo} às instituições e empreendedores a seguir/continuar apostando em ele e experimentar com ideias inovadoras para não ser um destino seguidor, mas líder.

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