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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 26 de septembro de 2017

As Festas de Interesse/juro acrescentam três novos membros ao clube

Extremadura conta já com 48 celebrações com este {marchamo} de qualidade e tradição. As {Diablas}, A Pedida da {Patatera} e A Casamento Régio já são de Interesse/juro Turístico Regional

Redacción
03/05/2017

 

São quase meio centena. Concretamente, após as três últimas incorporações do ano 2016, Extremadura conta com 48 Festas de Interesse/juro Turístico Regional. Esse {marchamo} o têm celebrações de relevância que potenciam a cultura e as tradições populares da região. São acontecimentos de grande enraizamento, forte participação, repercussão em toda a província e o país. Muitos são os viajantes que vão a estes eventos atraídos por sua singularidade.

No passado ano foram três as incorporações a esta seleta lista: A Pedida da {Patatera} em Malpartida de Cáceres, a Boda Regia de Valencia de Alcántara e As {Diablas} de Valverde de Leganés.

A festa de A Pedida da {Patatera} celebra-se o Terça-feira de Carnaval, dia no qual os vizinhos/moradores de Malpartida de Cáceres se concentram na Praça Maior da localidade ataviados com ‘fatos da {patatera}’, uma mistura de fatos tradicionais extremenhos, fatos de lavoura, com vestimentas carnavalescas e flamencas. Os grupos que se formam levam refeições e bebidas em cestas de {mimbres} e {talegas}, e inclusivamente nalguns casos levam carroças da compra enfeitados para a ocasião.

A Pedida da {Patatera} tem sua origem a finais do século XIX, e reside na costume de ‘pedir {patatera}’ por parte dos jovens, sobretudo os quintos. Na terça-feira de Carnaval, os jovens celebravam a eminente chegada da Quaresma, pedindo pelas casas do povo/vila viandas para depois degustá-las nas ‘tabernas’ da localidade.

O enchido mais económico e com o que mais obsequiavam aos jovens era a tradicional morcela {patatera}, elaborada com batata, gordura animal, carne de porco e colorau. A partir dos anos oitenta (nomeadamente em 1986), esta festa se recupera por algumas associações e grupos de amigos da localidade. Aos poucos, começa a participar nela um grande número de pessoas, e “a celebração toma um grande auge”, segundo recolhe/expressa a site do Câmara municipal {malpartideño}.

Atualmente esta celebração consiste num {pasacalles} animado com charangas, que começa ao meio-dia e parte da Praça Maior. Vai-se simulando pelas ruas de Malpartida de Cáceres ‘a pedida’ deste enchido. Em torno do meio-dia se chega de novo à praça/vaga onde se degusta a {patatera} e depois, começa uma verbena popular até bem entrada a noite.

Ao meio-dia, após o pregão do presidente da Câmara Municipal, desde a Câmara Municipal se reparte pão e {patatera} entre os assistentes no meio de um ambiente feriado e alegre no qual participa pessoas de todas as idades. Na hora de conceder-lhe a declaração se tem tido em conta igualmente “a originalidade da festa” pela “mistura” de elementos; como por exemplo o “excesso” próprio do carnaval nas indumentárias, na qual se mistura o tradicional com outros elementos surpreendentes e mais próprios doutras regiões, como os fatos de flamenca.

Há uma “alta participação popular” e também destaca que se tem recuperado uma tradição que se perdeu durante os anos da ditadura, e que se resgatou a partir de 1985 graças a uma iniciativa popular. Mas principalmente se teve em conta o “valor gastronómico da festa”, já que salienta um produto tradicional como é a {patatera} e nesse sentido se recordam as jornadas gastronómicas que se celebram nos dias prévios ambiente a este enchido.

CASAMENTO RÉGIO. A Câmara Municipal de Valencia de Alcántara solicitou o 24 de março de 2015, a declaração da Boda Regia como Festa de Interesse/juro Turístico da Extremadura. Este evento é um festival transfronteiriço, que se celebra a finais do mês de julho, em comemoração do ligação real celebrada na Igreja de {Rocamador} entre a Infanta Isabel, filha dos Reis Católicos, com o Rei de Portugal, Dom Manuel ‘o Afortunado’, em 1497. Parte das atividades do festival se programam em colaboração com o município português de {Marvao}. Valencia de Alcántara se submerge por uns dias em plena Idade Média para pôr em cena A Boda Regia, declarada Festa de Interesse/juro Turístico da Extremadura. Com a participação de vizinhos/moradores extremenhos e portugueses, a vida quotidiana medieval revive em cada rua do bairro gótico-judeu. Uma cita/marcação/encontro que alcança seu cume com a encenação da casamento real na igreja de Nossa Senhora de {Rocamador}, Monumento Histórico-Artístico Nacional.

Organização e vizinhos/moradores se {vuelcan} para recriar um ambiente feriado e de época pelas ruas da vila, decoradas com motivos próprios da época e transitadas por personagens do século XV como {pajes}, damas, {hidalgos}, monges, camponeses, {bufones} ou soldados, explica a Câmara Municipal. Mercados de artesanato, representações teatrais em cada canto da localidade, {pasacalles}, {aquelarres}, danças cortesões, tapas medievais, atuações musicais e o desfile da comitiva real até à Praça/vaga da Constituição são momentos que se acontecerão no meio de um ambiente embriagante.

Esta vila extremenha é “antiga pelos numerosos restos da pré-história e da {romanización} que ainda conserva”; “leal” por um Privilégio Real dado em 1432; e “nobre” por ser “ilustre, prezada e generosa com seus visitantes”.

AS {DIABLAS}. A festa de As {Diablas} de Valverde de Leganés destaca por seu “originalidade” e por “resgatar uma tradição” que se iniciou a princípios do século XX mas que na década dos 70 estava quase desaparecida. Valverde de Leganés tem sabido recuperar do esqueço parte de seus bens culturais para aprofundar em sua identidade e idiossincrasia. O fez através do estudo e a investigação, rastejando em arquivos e na tradição oral para recuperar esta festa da memória e assim conservá-la e pô-la em valor.

Consiste em recriar a eterna luta entre o bem e o mau, representada por uma {Diabla} que, entre fogos e {bengalas}, se escapa de sua concentração nos calabouços da igreja e percorre as ruas do povo/vila, que estão a escuras, acompanhada por um séquito de personagens tenebrosos, vestidos de negro e com máscara, e armados com paus, vassouras e cadeias.

Estes personagens se dedicam a arrasar o povo/vila, queimando altares e assustando a vizinhos/moradores e visitantes, até que chega um exército de anjos enviados por São {Bartolomé} (patrão do povo/vila), para {apresar} à {Diabla} e encerrar-la de novo até ao ano seguinte.

Para outorgar-lhe a declaração de Interesse/juro Turístico da Extremadura se tem tido em conta a originalidade da festa com a fabrico de ‘os {bartolos}’, uns bonecos fabricados {artesanalmente} pelas associações do povo/vila que anunciam a chegada da {Diabla}, e a queima dos mesmos, bem como a celebração de diferentes atos para recuperar uma tradição que se estava perdendo. Do mesmo modo se valoriza especialmente a grande participação dos vizinhos/moradores em todas as atividades e que interagem de forma ativa com os visitantes possibilitando sua integração na festa.

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