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A apaixonante história da água em Cáceres

O ambiente é um eixo do progresso hidráulico da cidade

 

Infraestruturas. Instalações de Canal de Isabel II. - EL PERIÓDICO

José Luis Castaño Cabañas
05/06/2020

Resulta óbvio assinalar a importância do ambiente para as empresas que se dedicam à gestão do ciclo urbano da água, dado que em sua própria essência está a gestão de um importante recurso natural como é a água, indispensável para a vida e grande condicional de qualquer colonato desde/a partir de seu nascimento. Assim, a história de Cáceres está profundamente vinculada ao água, mais nomeadamente a sua escassez e às intervenções que ao longo/comprido do tempo têm devido realizar-se para conseguir abastecer à população duns volumes adequados deste elemento.

Na génese da cidade de Cáceres, que se remonta à época romana, tiveram mais peso as vantagens defensivas que a acidentada orografia oferecia que a disponibilidade de água, o que converteu a Cáceres numa das poucas cidades importantes da meseta que não está fundada nas proximidades de um rio importante. Naquela época, os exíguos caudais circulantes pelo arroio de El Marco ou arroio da Mãe, eram suficientes para conseguir o abastecimento da população. Mais à frente, os povoadores {almohades} tiveram que recorrer às técnicas hidráulicas árabes para melhorar o abastecimento de água adaptando-o à cidade e, fundamentalmente, construindo algibes destinados a recolher a água de chuva dos quais ficam, entre outros, um excelente exemplo no atual Palácio de As {Veletas}.

Já no século XV eram habituais os conflitos derivados da água entre os hortelões da Ribera del Marco, o que obrigou aos Reis Católicos a promulgar em 1494 a Ordenança da Ribeira, da qual existe extensa constância histórica. Dita ordenança estabelecia umas normas rígidas na distribuição dos caudais e constitui um documento {primigenio} e exemplar do que seria o regulamento hidráulica em Espanha.

Não parece que os reptos/objetivos do futuro vão a ser menos duros que os do passado, dado que aos efeitos que vão a desprender-se das alterações climáticas, cujo alcance apenas começa a vislumbrar-se, se {solapan} o crescimento populacional, a necessária melhoria das infraestruturas hidráulicas, o aparecimento de novos poluidores e resíduos, as exigências legais cada vez mais estritas e, como não, o incerto futuro que tem semeado a pandemia do coronavirus ao mostrar-nos algumas importantes fraquezas do modelo de desenvolvimento no qual nos {encontramos} envolvidos. A tudo isso se enfrenta o sector da água, e, como não pode ser menos, também o fazemos desde/a partir de Canal de Isabel II em Cáceres.

Perante esta perspectiva, a consideração do ambiente como um eixo importante do nosso progresso hidráulico é um requisito inquestionável. Os princípios da economia circular, uma estratégia que pretende minimizar nos processos produtivos tanto/golo o consumo de matérias-primas como a geração de resíduos, deverão estar muito presentes no sector da água urbana. Um avanço neste sentido seria a consideração das estações depuradoras de águas residuais como biofábricas através das quais pode obter-se novos combustíveis, carburantes, fertilizantes, {compost}, água regenerada e energia elétrica e {calorífica} a partir do biogás que se gera a partir da digestão {anaerobia} dos {fangos}.

Por último, e em relação com o mencionado alterações climáticas, a nova Lei de Alterações Climáticas e Transição Energética iniciou seus trâmites parlamentar desde/a partir de o 19 de Maio e, uma vez incorporadas as oportunas emendas, será a base da futura regulação e planificação a nível estatal, regional e municipal do tratamento dos efeitos das alterações climáticas e as políticas de {mitigación} deste. Trata-se uma lei muito larga/ampla e em seu desenvolvimento terá efeitos importantes em todas as empresas, não somente nas dedicadas ao ciclo integral da água.

O AUTOR É DELEGADO DE CANAL DE ISABEL II EN CÁCERES