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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 24 de novembro de 2017

O 8-S celebra-se de mil maneiras por tudo o território nacional

As diferentes Casas Regionais situadas em Espanha, por ocasião da festividade oficial da Comunidade Autónoma da Extremadura, festejam neste dia tão significativo para todos os conterrâneos

Sara Cid AA MONOGRÁFICOS
08/09/2017

 

Durante a década dos 60 e a primeira metade da década dos 70 se estava a desenvolver no mundo ocidental uma evolução de crescimento desigual que ocasionou um importante processo migratório laboral. Esta mesma situação se produziu também dentro de Espanha e com isso o deslocação até o norte e o este das pessoas que viviam em zonas rurais. Durante estas duas décadas, Extremadura encontrava-se à cabeça das regiões com maior percentagem de emigrantes e muitas foram as pessoas e famílias que tiveram que sair da região e deslocar-se a outros sítios da geografia espanhola a lavrar-se um futuro melhor do qual se apresentava em seus povos/povoações e cidades natais.

Na maioria dos destinos que os emigrantes extremenhos escolheram para procurar uma nova vida quiseram agrupar-se entre eles e apoiar-se mutuamente. É por isso que o 8 de setembro celebra-se na Extremadura mas também noutro sítios, já que em muitas das cidades de destino de emigrantes se fundaram Casas Regionais. Este diário/jornal tem podido contactar com a Casa Regional Extremenha de Fuenlabrada (916 067 228) e a Casa da Extremadura em {Sevilla} (954 225 606).

Juan Alfonso Díaz Martínez, natural de Ibahernando, um pequeno município cacerenho perto de Trujillo, é o presidente da Casa Regional Extremenha de Fuenlabrada. Juan Alfonso nos conta que esta casa a fundaram 14 sócios em 1979. Atualmente, conta com 1.000 sócios, dos quais 600 são extremenhos e o resto procede de diversos pontos da Espanha. O presidente assinalou lugares como Pontevedra, {Gerona}, Cádiz ou Pamplona. A Casa Regional se fundou em Novembro de 1979 pelo que o primeiro Dia da Extremadura que celebraram em Fuenlabrada foi em 1980. Este extremenho nos comenta que têm um pequeno problema com o dia 8, já que esse dia são as festas patronais de Fuenlabrada, embora durante essa jornada também instalam um tenda. Também conta que neste município situado ao sul da Comunidade de Madrid e dos mais povoados da capital, com 194. 000 habitantes, conta com quatro casas regionais: Galiza, Andaluzia, Castela a Mancha e Extremadura. Neste ano, o Dia da Extremadura em Fuenlabrada celebrar-se-á, pela primeira vez, o 24 de setembro. Ali celebra-se uma missa extremenha cantada pelo grupo de coros e danças {Jaral}. Logo a seguir realiza-se uma procissão com a Virgem de Guadalupe pelos arredores do domicílio social. Também realiza-se uma intervenção com os representantes municipais, um aperitivo com os sócios, uma conferência e uma atuação musical.

Quando lhe {preguntamos} a Juan Alfonso Díaz, presidente da Casa Extremenha de Fuenlabrada, que {echa} de menos da Extremadura, nos recorda tudo o vivido em seu povo/vila com a sua família e seus amigos. Recorda com {añoranza} seu {niñez} já que quando se foi embora da Extremadura apenas tinha 11 anos Era um jovem jovem que deixou atrás, junto a sua família, seu povo/vila.

Fuenlabrada, atualmente, tem quase 200.000 habitantes mas Juan Alfonso recorda quando chegou, em 1963, os 8.000 habitantes que por aquele nessa altura tinha o município madrileno. Assinala que, evidentemente, Fuenlabrada era muito maior que seu povo/vila mas era muito parecido ao que tinha na Extremadura. Juan Alfonso recorda as antigas vacarias de Fuenlabrada, onde as pessoas ia diretamente a comprar a leite, algo muito habitual também na Extremadura durante essa época. “Que Fuenlabrada se parecesse, naqueles anos, aos povos/povoações extremenhos que tinhamos deixado atrás foi o que nos atraiu a mim e a muitos mais emigrantes até este lugar”. Juan Alfonso recorda o momento, em 1963, em que teve que fazer as malas e deixar Extremadura com muita tristeza. Comenta que seus avós se magoaram muito e se lhe vem à cabeça a imagem dos carros que saíam do povo/vila e iam recolhendo pessoas por diversos sítios até chegar ao destino. Assinala com {añoranza} os lembranças que tinha de seu avô {paterno}, com quem ia ao horto a recolher pimentos e tomates, “o que fizesse falta”.

À pergunta de se voltará algum dia a Extremadura, Juan Alfonso responde que “dificilmente”. Tem formado sua vida em Fuenlabrada, tem dois filhos e três netos. Embora diz que é complicado que regresse a Extremadura assinala que “isso não quer dizer que não queira voltar”. Além disso acrescenta que não é dos que dizem “não {vuelvo} mais”. O presidente da Casa Extremenha de Fuenlabrada faz visitas com bastante frequência a Cáceres, onde vivem suas tias e todos os seus primos. Além disso, explica que a Casa Extremenha organiza visitas a diferentes sítios da região.

{SEVILLA}. Por outro lado, o Jornal Extremadura tem contactado com Gonzalo Martín, presidente da Casa da Extremadura em {Sevilla} desde há 29 anos. Gonzalo conta que a casa se fundou no ano 1929, ficou em suspenso durante a Guerra Civil e, seguidamente, retomou sua atividade no ano 1968. Esta Casa está no centro de {Sevilla}, junto ao Câmara Municipal. Consta de 320 metros quadrados oferecidos como “embaixada, acolhimento e casa de todos os extremenhos”. O presidente conta que oferecem um menu delicioso, sempre de produtos extremenhos. Além disso atendem a todo o momento a associações que vêm desde Extremadura, lhes dão um passeio em barco, lhes convidam a conhecer os monumentos e se é possível os levam a uma sala de festas típicas de {Sevilla} porque “os extremenhos se merecem isso e muito mais”. “Eu não quero ver um extremenho perdido em {Sevilla}”, acrescenta. Esta Casa Regional está formada por 1047 famílias e Gonzalo assinala que “lhes {atendemos} sem receber jamais um cêntimo a ninguém”.

Em {Sevilla} costumam celebrar o Dia da Extremadura com diferentes atos ao longo do mês de setembro. O presidente da Casa Regional de {Sevilla} conta que “{comenzamos} o dia 8 com os ritos e cânones que {Sevilla} pede, com músicas e costaleros. De manhã {ofrecemos} um pequeno-almoço gratuito para todos os extremenhos e sevilhanos que queiram chegar à casa. {Invitamos} às autoridades de {Sevilla}, vão quase sempre todos os partidos políticos a tomar o pequeno-almoço de manhã e convivem aqui diferentes ideologias políticas. Se cumprimentam entre eles, os {saludamos}… É convivência pura”. Os pequenos-almoços terminam às 12.00 horas e depois tem lugar a procissão da Virgem de Guadalupe pelas ruas centrais de {Sevilla}. Gonzalo Martín explica que, neste ano, Guadalupe vai-se a irmanar com {Sevilla}. Também acrescenta que, desta forma, “possamos dizer-lhes aos andaluzes, aos sevilhanos, que ali, nas Villuercas temos um Real Mosteiro, um grande templo onde está a virgem de Guadalupe e que tanto/golo teve que ver na história de Espanha”. Este emigrante extremenho diz que {echa} de menos “as pessoas, o carinho, as costumes, os paisagens, as famílias e os sabores”. Embora também destaca que ao estar tão perto Extremadura e {Sevilla} graças à Autoestrada da Prata, hoje em dia é um ir e voltar, e não supõe problema algum este deslocação.

Este conterrâneo extremenho diz que encontra muitos parecidos entre sua região natal e {Sevilla}: “eu quando vou a uma romaria da Extremadura até no norte de Cáceres se vestem de sevilhanas. Há muitas coisas parecidas, no folclore, no gosto, nos sabores, na amizade, no carinho, no afeição e, sobretudo, a paz que queremos que entre os povos/povoações exista e em toda A Espanha”. Gonzalo Martín recorda momentos de sua adolescência quando estudou ensino secundário em Cidade Rodrigo e mais tarde mestrado em Cáceres. Tempo depois chegou a {Sevilla} para exercer de professor e recorda com orgulho que Alejandro Rojas-Marcos (presidente da Câmara Municipal de {Sevilla} entre 1991 e 1995) lhe disse “Quanto lhe deve {Sevilla} a Extremadura”. Gonzalo Martín assinala que esteve em três centros de ensino diferentes e se deu conta de que o 70 % dos professores eram extremenhos. “O mesmo passa com os médicos”, acrescenta. Outro momento que enfatiza Gonzalo é o que lhe disse um inspetor de ensino, que ia tranquilo da escola porque “os extremenhos que há aqui sei que lutam e trabalham”. E estava no certo, “estamos dedicados ao trabalho e por isso quando {llegamos} a {Sevilla}, nos foi tudo muito fácil. Ser extremenho em {Sevilla} é muito fácil”, afirma Gonzalo.

O presidente da Casa Regional de {Sevilla} responde que não acredita que volte a Extremadura porque seus filhos e netos encontram-se em {Sevilla}. Embora destaque que visita com frequência San Martín de Trevejo, seu povo/vila natal, “ali me {empapo} de seus gostos, de seus sabores, de meus amigos. Embora quando vou também estou pensando em meu casa de {Sevilla}, em meus filhos e netos”. Por outro lado, Gonzalo Martín quer que a juventude de agora aconteça aos maiores/ancianidade e se encarregue da Casa Regional “embora já não existe essa necessidade de carinho, de apoiar-se, como lhe acontecia aos conterrâneos no País Basco ou em Catalunha”. “Aqui em {Sevilla}, nos é muito fácil adaptar-nos ao que nos rodeia”, conclui Gonzalo.

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