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El Periódico Extremadura | Domingo, 29 de março de 2020

“Uma revisão {podológica} a tempo pode previr patologias futuras”

A professora de Podologia da Uex aconselha aos pais fazer revisões {podológicas} dos meninos

Redacción AA MONOGRÁFICOS
07/02/2020

 

Los pés dos meninos se desenvolvem desde/a partir de seu nascimento e a forma de sua pisada condicionará seu desenvolvimento psicomotor. Existem etapas nas que as revisões {podológicas} são especialmente importantes já que podem aparecer patologias pela aquisição de maus hábitos posturais e mau calçado.

“Nessas etapas é possível realizar correções e não as podemos deixar passar”. Assim o assegura Pilar Alfageme, tesoureira do Colégio de Podólogos da Extremadura e professora do grau/curso universitário de Podologia da Universidad de Extremadura.

“Los podólogos temos que realizar explorações completas quando trata-se de pediatria. Para além de ver caminhar aos meninos com plataformas {computerizadas} temos provas, teste padronizados e {exploramos} articulações e músculos. Após a realização duma exploração completa {solemos} chegar a um diagnóstico. O ideal é que este seja o mais precoce possível para evitar patologias e poder/conseguir corrigi-las nessas etapas precoces”, explica.

Assim, as patologias pediátricas mais importantes que costumam apresentar-se nas consultas de podologia costumam ser os pés chatos, os pés {valgos}, a marcha com os pés até adentro, de pontas, as deformidades digitais, as unhas {incarnadas} e outras patologias infeciosas como os {papilomas} ou as {micosis}.

Los tratamentos a aplicar nestes casos são sempre personalizados em função das patologias e os pacientes. Assim se trata-se de uma patologia de carácter biomecânico (por uma forma de caminhar incorreta, por exemplo) pode bastar com o uso duma plantel/quadro personalizada. Dependendo das características do paciente e do resultado da exploração, o podólogo não em todos os casos considera que é oportuno pôr um tratamento. “No caso do pé chato há uma idade na qual este pode ser fisiológico. Se não existe outra patologia que nos faça pensar que devemos tratá-lo, não é recomendável fazê-lo. É bom observá-lo e revê-lo cada certo tempo”, acrescenta a professora Alfageme.

USO INADEQUADO. Também há ter em conta o uso inadequado do calçado, que afeta muito aos meninos. Influi no desenvolvimento do pé, na forma de caminhar e temos de revê-lo periodicamente, segundo idade e tamanhos. Uma questão que se lhes apresenta aos pais com frequência é quando {calzar} ao bebé. Pilar Alfageme indica que nos primeiros anos de vida não é necessário {calzar} ao bebé, pois isso {coarta} a mobilidade e {evitamos} o correto desenvolvimento. “Como muito, em épocas de frio se lhes pode pôr um {patuco} ou uma bota de {lana}, simplesmente”, explica.

Quando o menino começa a andar, com 18 meses, já pode utilizar/empregar um calçado com um velcro para que possa {quitárselo} e pôr-selo. Este deve ser flexível e transpirável para permitir a {termorregulación}. O contraforte pode ser alto, mas não demasiado rígido, porque os músculos e ligamentos não vão a funcionar e desenvolver-se bem se os {limitamos} demasiado.

“Temos de ter especial cuidado com o calçado estreitamento, pois pode produzir feridas e levar ao menino a que adquira uma marcha inadequada”, indica Pilar.

Entre os 4 e os 7 anos o calçado deve ir bem sujeito e se podem incorporar os cordões para que o menino possa {atárselos}. “É uma época na qual o menino costuma praticar muito desporto. O calçado dessas atividades deve ser específico para elas. Não deve levar um calçado desportivo sempre no dia-a-dia nem usar o mesmo calçado para todos os desportos”, comenta.

“No caso de herdar os sapatos de um irmão temos de ter muito cuidado pois não há duas pessoas que caminhem igual. Temos de pensar que a sola pode estar desgastada e que o tecido pode estar danificado. O melhor é rejeitar. Também temos de ter cuidado com as modas. Há calçados muito daninhos e um exemplo são as sapatilhas com rodas, tipo patim. Também se têm posto na moda desportivas ou calçados com plataforma, que eu {desaconsejo} totalmente, pois têm uma sola demasiado alta que impede a mobilidade normal/simples do pé, o que pode ocasionar muitas patologias não só/sozinho no pé mas em todas as estruturas implicadas, como o joelho ou a anca. A saúde deve priorizar-se face à moda” assegura a médica em Podologia.

VISITA AO PODÓLOGO. “Devemos ser conscientes os pais de que muitas patologias que {padecemos} hoje em dia se poderiam ter evitado com uma revisão {podológica}. Infelizmente, não estamos presentes na saúde pública e tem que ser por meio de visitas a consultas privadas de podologia. A prevenção é fundamental nestes casos. {Aconsejo} aos pais que levem a seus filhos ao podólogo no mínimo uma vez a cada ano”, conclui a professora Alfageme.

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