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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 21 de novembro de 2017

“Temos que vender primeiro os lugares-comuns e depois virá o {astroturismo}”


03/05/2017

 

{Aturnex} é a nova Associação do Turismo do Norte da Extremadura que nasce com vocação interregional para somar esforços no objetivo de fazer do norte da Extremadura uma marca comum como já têm Galiza Norte, Norte de Portugal ou a Serra Norte de Madrid.

-¿Quantas empresas do sector turístico aglutina {Aturnex}?

--{Comenzamos} com vinte e nuns meses já chegámos a meio centena. Procedem de tudo o norte da região, desde o Vale/cerque do Alagón, Campo Arañuelo, Serra de Gata, Las Hurdes, Cáparra-Tierras de Granadilla, a Vera, o Valle del Jerte, o Vale do Ambroz, Monfragüe e Plasencia.

-Existem outras associações de turismo na região ¿porque é que uma no norte?

-Nós queremos completar e apoiar às pequenas associações locais e regionais, que têm uns fins muito específicos. {Aturnex} o que pretende é criar uma marca no norte da Extremadura similar a Galiza Norte, Norte de Portugal ou Serra Norte de Madrid, que têm sua própria identidade e site. No fim a marca é o que faz com que uma pessoa venha a conhecer o norte da Extremadura e veja que tem muitas coisas das quais pode usufruir em cada uma de suas regiões.

-¿Qual acredita que é o principal problema do turismo rural? ¿A formação?

-Um dos problemas efetivamente é a pouca profissionalismo, embora também não pode perder-se de vista a sazonalidade dalgumas regiões. Parece que o Jerte somente existe durante o Cerezo em Flor, a Vera exclusivamente em verão, ou Monfragüe durante a Feria Internacional de {Ornitología} e não é assim. Temos de pensar também que a maioria dos proprietários de casas rurais são pessoas que têm outras atividades, são um rendimento complementar em muitos casos.

-¿{Crees} que se faz uma promoção pública adequada?

-O problema da promoção pública é que cada diretor-geral de Turismo quer deixar sua pegada/marca. Não há um grande pacto nesta matéria para que {tuviéramos} um grande slogan durante anos. Se dizemos Galiza, todos sabemos Galiza {Calidade}… Se pensamos em Asturias o mote é Paraíso Natural. Na Extremadura passámos por muitos slogans. No fim ao turista o {despistamos}. Hoy {vendemos} uma coisa e amanhã outra. Temos que vender primeiro os lugares-comuns e depois virá o {astroturismo}. Principalmente temos que vender natureza, gastronomia e com algumas {puntadas} de turismo cultural e patrimonial.

Quanto às boas cifras de turismo atuais temos de ter em conta que {coyunturalmente} nos está beneficiando que certos países estejam em conflito, porque isso faz com que viajantes que não podem pagar os preços da costa venham ao interior. Não podemos dormir-nos nos {laureles}. Temos de seguir/continuar trabalhando com o maior esforço possível.

-¿Existe realmente o chamado ‘turista {millenials}’?

-É aquela pessoa que nunca tem pisado uma agência de viagens, menor de 35 anos, que só/sozinho utiliza meios tecnológicos e redes sociais para deslocar-se e fazer turismo. ¿Os alojamentos rurais estamos adaptados para esses turistas? A verdade é que escassamente. O viajante {millenials} já não utiliza nem correio nem telefone e exige uma série de serviços nos que devemos pôr o acento. E não só/sozinho alojamentos, mas restaurantes e empresas de atividades. Se um {millenials} quer oferecer a seu casal/par uma viagem em balão no Vale do Ambroz, tudo o quer contratar on line com um motor de reservas através de uma web. Se não estamos adaptados para esse tipo de geração mau nos irá.

-¿Como {lucháis} contra os alojamentos ilegais?

-Desde {Aturnex} {incentivamos} a que nossos sócios quando detetem um alojamento irregular o informem nosso. {Aturnex} o informará da Direção Geral de Turismo, que é a que tem as competências para atuar em consequência. Nem sequer tem competências nesse aspeto a policia municipal. Desde {Aturnex} {pretendemos} que os sócios das diferentes regiões se vão agrupando para ser nós os interlocutores perante as diferentes administrações em qualquer de suas iniciativas.

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