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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 22 de novembro de 2017

“Só/sozinho Extremadura vende turismo de interior adaptado ao segmento {LGTBI}”


03/05/2017

 

-Pela primeira vez em {Fitur} Extremadura apresentou um folheto específico de turismo orientado a {LGTBI} ¿Significa uma mudança de paradigma?

-Não é o primeiro folheto que se destina ao público {LGTBI}, mas sim é certo que pela primeira vez se tem adaptado ao formato geral de todos os folhetos que edita a Direção Geral de Turismo. Tal como há folhetos para turismo gastronómico ou cultural, há já um específico destinado a público {LGTBI}. É importante que desde a Direção Geral de Turismo se promova baixo/sob/debaixo de os mesmos parâmetros.

-¿{Habéis} participado na redação dos contidos?

-A redação dos contidos foi integramente realizada pelo Projeto Extremadura Amável como serviço que se tem emprestado à Direção Geral de Turismo, pelo que os conhecemos de {primerísima} mão. Se pensaram para dictaminar/enviar ideias ou sugestões de atividades completamente {experienciales} para que os viajantes possam vir e fazer seus planos na região. É o foque que o turismo está tomando em todo o país e baixo/sob/debaixo de essa ideia troncal se tem desenhado esse folheto.

-¿Quais são a grandes traços as qualidades da região como espaço de turismo {LGTBI}?

-Extremadura tem a grande sorte de oferecer algo que não existe em todo o país. Não há nenhuma comunidade autónoma que esteja vendendo um produto de turismo de interior adaptado ao segmento {LGTBI}. Todas as comunidades oferecem turismo de sol e praia, e há um público no sector {LGTBI} que é o que requer nalgumas épocas do ano. Mas não há nenhuma outra região com projetos e ações específicas de captação e promoção de turistas {LGTBI} focado no turismo de interior e rural. Este é um potencial que temos que aproveitar. Ser os primeiros capazes de focar o turismo ao público {LGTBI} sem cair no estereótipo de que vai à praia à espreguiçadeira é importante.

-Existe um projeto, desde Fundação Triângulo, chamado Extremadura Amável ¿Em que consiste?

-É um projeto que pretende demonstrar que para além de os clichés é uma terra que sabe acolher ao turismo {LGTBI}. Isto o fazemos através de umas ações pontuais, menos das que quiséssemos. E o fazemos através de uma rede de espaços de estabelecimentos, de empresas de alojamentos, que sabem atender muito bem ao público {LGTBI}. Esta rede de estabelecimentos tem um convénio com a rede Extremadura Amável no qual comprometem-se –embora seja redundante- a não discriminar às pessoas por motivo de sua orientação sexual e identidade de género. No fundo nos autoriza desde Extremadura Amável a estabelecer uma relação entre Fundação Triângulo e o próprio estabelecimento. Serve para pôr-nos face. Para nós é assim muito mais simples poder/conseguir enviar uma recomendação por exemplo de hotéis LGTB Friendly a uma agência que se não {tuviéramos} esse convénio. É uma declaração de intenções. Também nos autoriza a nós para realizar um seguimento destas medidas. Não significa que estejamos todo o dia no estabelecimento. No momento no qual qualquer dos viajantes nos notifica que o trato não foi adequado podemos indagar qual é a situação que se tem vivido e revogar o convénio no caso de que o estabelecimento não seja tudo o LGTB Friendly que comprometeu-se.

-¿Que controlos {realizáis} sobre/em relação a os estabelecimentos aderidos?

-Não levamos uma lavor/trabalho de inspeção e seguimento {contínuo}, mas estamos alerta perante incumprimentos do convénio estabelecido.

-¿Que formação {vais} a dar neste ano ao pessoal dos mesmos?

-Ao empresariado lhes {ofrecemos} uma série de sessões formativas. Não fazemos um trato diferenciado mas trata-se de cuidar uma série de detalhes que em muitas ocasiões têm que ver com a linguagem. {Planteamos} aos equipas profissionais dos estabelecimentos que têm que estar preparados para receber/acolher a qualquer pessoa que não seja heterosexual. Tem, por exemplo, que conhecer uma série de chaves na hora de expressar-se na receção de um hotel para que ninguém se possa sentir condicionado por alguma pergunta incómoda.

-¿Quais são a vosso juízo os acontecimentos recomendáveis na Extremadura ao longo do ano para turistas {LGTBI}?

-Nós {destacamos} muitos eventos desde começo de ano. Começamos com o Carnaval de Badajoz, um evento {LGTBI} Friendly que se vive completamente na rua. É um festival da cor que tem a ver muito com a diversidade. O seguinte é a celebração de Os {Palomos}, que é específico. Também a Festa do Cerezo em Flor tem muita penetração no turismo {LGTBI}. O Festival de Teatro Clássico de Mérida é um evento altamente Friendly porque une o turismo cultural com o patrimonial. Por último, teríamos o Festival de Cinema {LGTBI} que tem crescido nos últimos anos com quatro sedes oficiais e um circuito com nove localidades.

--¿Têm alguma cifra de turistas {LGTBI} na região ou quantificado o impacto económico dos mesmos?

- Seria interessante que o Observatório do Turismo da Extremadura {realizara} um estudo acerca de isto, mas é difícil porque nalguns casos nos {inmiscuiríamos} na intimidade das pessoas que nos visitam. Temos um dado de participação em Os {Palomos} em Badajoz 2015, que atira um impacto económico na cidade de quase dois milhões de euros.

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