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El Periódico Extremadura | Sábado, 25 de janeiro de 2020

“Sem o público não seria possível o êxito do Festival de Mérida”

Juanjo Ventura AA MONOGRÁFICOS
08/09/2019

 

A revesta {Forbes} o tem colocado entre as cem mentes mais criativas do mundo. Jesús Cimarro é o empresário e produtor teatral que conseguiu algo que parecia impossível: converter o Festival de Teatro Clássico de Mérida num dos motores económicos da cultura na Extremadura. Põe em cena obras que faz dois mil anos se estrearam ali mesmo e cheia cada dia o teatro. ¿O resultado? Um festival de teatro com superavit. Este {vizcaíno} ostenta entre outras muitas responsabilidades, a direção de {Pentación} Espetáculos, a presidência da Associação de Produtores e Teatros de Madrid e a presidência da Federação Estatal de Empresas Produções de Teatro e Dança de Espanha. Com ele cultura e economia não estão renhidas, mas se convertem num {bimonio} de êxito e rentabilidade.

-Um festival de Teatro Clássico rentável dois mil anos depois da inauguração de seu principal cenário… ¿É um milagre ou há muito trabalho detrás?

-Há muito trabalho detrás. Os milagres nestes assuntos pouco/bocado têm que ver. Sobretudo há um trabalho importante de um grande plantel/elenco que desenvolve toda a parte de gestão e artística que durante dois meses podem ver-se em vários cenários da cidade e a região. Também há o trabalho de tudo um ano refletido nas produções do Teatro Romano de Mérida.

-Agora há plataformas como {Neflix} ou {HBO} que proíbem a seus atores fazer teatro. ¿Têm que lutar contra esta realidade desde o Festival de Mérida?

-Mais que proibir o que fazem é converter em incompatíveis ambos trabalhos. Trata-se de plataformas estrangeiras que o que querem é que seu produto esteja pronto/inteligente/esperto o quanto antes e estão pondo impedimentos a muitos atores mas não só/sozinho conhecidos, mas também de distribuição e secundários. Isso converte em problemático que se possam fechar muitas distribuições, mas nós trabalhamos/trabalhámos para que essa compatibilidade se possa produzir.

-A gerência de qualquer atividade põe o foco sobre/em relação a o aspeto económico. ¿Mesmo assim é estimulante estar à frente dela?

-Temos de compatibilizar os orçamentos com a parte artística, com os projetos que cada edição se apresentam. É um equilíbrio que felizmente posso realizar.

-¿Está quantificado o impacto económico que tem o festival em seus quatro cenários de Mérida, Medellín, {Regina} e Cáparra?

-Temos quantificado o que se desenvolve em Mérida. Dos outros cenários ainda não, mas é um projeto que fiz à Junta de Extremadura. Seria muito bom fazê-lo. Em Mérida por cada entrada que se vende se geram 125 a 150 euros de impacto económico na região.

-O Festival de Teatro Clássico é muito mais que umas representações teatrais. ¿Com que instituições estabelece Extremadura importantes laços de conexão?

- Temos conexão com as instituições culturais da própria região, como é o Museu Nacional de Arte Romana, a Cinemateca da Extremadura , a Fundação Onze, a Fundação {Reale}... Todas elas entidades com as que {llegamos} a acordos para poder/conseguir desenvolver diferentes atividades em cada edição.

-¿Que papel tem a cultura como geradora de riqueza e turismo?

-A cultura é a quarta fonte de rendimentos do PIB e se se ligasse ao turismo, seria uma conjunção muito boa. Somos um país de serviços e a cultura e o turismo vão da mão.

-Sessenta e cinco edições convertem ao Festival de Teatro Clássico de Mérida em tudo um referente ¿Qual é o secreto para seguir/continuar adiante e além disso ser rentável?

-Existe um importante apoio da Administração, pois é um festival que promovem as administrações públicas. Tem tido épocas complicadas, nas que não foi rentável. Nos últimos anos está tendo um superavit de bilheteira respeitada, em torno dos 600.000 euros. Esse êxito é graças a que o público vem às representações.

-Levantar o cortina todos os dias significa um importante esforço de coordenação que poucos conhecem. ¿Com que infraestrutura conta o festival?

-A mais importante é a infraestrutura humana, as pessoas que estão detrás do festival. Noventa pessoas que se dedicam a trabalhamos/trabalhámos diariamente pelo Festival de Mérida, às que temos de somar os numerosas equipas artísticas.

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