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El Periódico Extremadura | Sábado, 25 de janeiro de 2020

“O coração de milhões de peregrinos fez grande a Guadalupe”

Juanjo Ventura AA MONOGRÁFICOS
08/09/2019

 

{Fray} Guillermo Cerrato voltou há um ano a suas funções como irmão guardião e {custodio} do Real Mosteiro de Guadalupe. Desempenhou este trabalhador durante uma década, embora em 2013 se foi embora para iniciar/dar início uma nova lavor/trabalho pastoral em {Espartinas} e {Umbrete} ({Sevilla}), bem como posteriormente de formação de noviços em Valência. Sempre destacou por sua funda preocupação pela conservação do património do Real Mosteiro e seu correto funcionamento. Agora voltou e com 74 anos encontra cada dia sempre que fazer. Os honras à Santa María de Guadalupe começaram o passado dia 30 de Agosto com um bem-sucedido concerto de música sacra do cantautor Juan Santamaría, que tem {musicalizado} poemas de Santa Teresa de Jesús com ares de fado. Hoy é o dia grande destas celebrações e são milhares os peregrinos que receberá o santuário, que celebrará em 2020 o 25 aniversário como Património da Humanidade pela Unesco e se prepara para uma possível visita papal.

-¿Que significa para a comunidade Franciscana do Real Mosteiro o dia de hoje?

- Para a comunidade franciscana e para todos os extremenhos que têm em Guadalupe seu coração, é a celebração gozona do Dia de Mãe. A Guadalupe a fizeram grande o coração milhões de peregrinos e esta casa não se entende sem grandes doses de coração, filial, agradecido e suplicante.

-¿Como se tem preparado a {Puebla} para receber/acolher a afluência de peregrinos?

-A {Puebla} em dias passados começou a vestir-se de festa e se faz limpeza geral da população e a praça/vaga de Santa María de Guadalupe, e do Real Mosteiro em seus espaços mais nobres: basílica, museus e {camarín} de Nossa Senhora.

-¿Que últimas obras de restauração se têm realizado no mosteiro?

-As últimas obras mais que de restauração foram de reparação urgentíssima e necessária. Quanto a restauração propriamente dita temos de destacar o acondicionamento de terraços que finalizou há um ano e que melhoraram seu {cubrición} e saneamento. Agora temos projetos, que não podemos acometer ainda. É o acesso para deficientes à basílica e a nova iluminação artística noturna que comporta a {optimización} e a melhoria, tendo em conta a despesa de consumo elétrico e o aspeto ecológico, graças ao emprego de tecnologia led.

-Os franciscanos têm recuperado muito do que foi este mosteiro e santuário após a {exclaustración} dos {jerónimos} mas ¿que fica por fazer?

-Numa casa de 24.000 metros quadrados sempre há muito que fazer. Eu tenho 74 anos e se alguma vantagem tenho de estar aqui é que os neurónios não se me {atrofian}. A cada manhã o espaço me surpreende com alguma necessidade de atuação imediata. No 25 aniversário do Real Mosteiro como Património da Humanidade temos de compreender que as urgências mais importantes que nestes momentos estão localizadas no santuário. Não podemos seguir/continuar mantendo um santuário que nos protege de desprendimentos de enfeites {churriguerescos}. A nave maior e o {cimborrio} da basílica necessitam uma reparação aos berros desde há dez anos. Temos de recuperar essa nave em seu esplendor primeiro. O mesmo que está grafíti a abóbada por Juan de Flandes, toda a nave central e o presbitério com seus anjos músicos têm que aparecer as pinturas debaixo do {encalado}. E isso embeleceria o espaço. Há um retábulo maior do qual se cumpriram já 400 anos de sua colocação e em cujos quadros está desaparecendo a capa {pictórica}. Isso não nos o podemos permitir. É verdade que atuar no retábulo pode acarretar algumas dificuldades para os devotos que diariamente visitam o mosteiro, mas {intentaremos} que essa atuação tenha as menos repercussões possíveis e que a Virgem esteja permanentemente exposta para a admiração e devoção dos fiéis.

-¿Que destacaria do património do Real Mosteiro? Há desde verbas/partidas {bautismales} dos indianos de Colón, {cantorales}, bordados, códices…

-Um que é extremenho tem que destacar {excepcionalidades} no conjunto/clube histórico artístico que não pode apresentar outro mosteiro nem outras muitas catedrais. Por exemplo, o bordado em Guadalupe é excecional e único, não só/sozinho na Europa mas no mundo. A coleção de livros {miniados} por sua quantidade/quantia e conteúdo científico/cientista também é uma jóia para o estudo de diferentes disciplinas. Finalmente, quisesse destacar, entre outras belezas, sua sacristia e seu {camarín}. São jóias que se levaram a cabo justo quando a comunidade {jerónima} vivia maior necessidade e inclusivamente a nosso pintor extremenho, Francisco de Zurbarán, lhe custou receber os quadros encarregados.

-¿Porque é que se reza tão pouco/bocado na atualidade?

-Porque o homem de hoje vive num pensamento tão fracionado, tão dominado pelo imediato, que reflete pouco/bocado. Não se preocupa do porquê da sua existência nem o para que da mesma e além disso não tem consciencializa de que a vida nos dura como muito cem anos, que no tempo de Deus é um ontem que passou. Nos estamos esquecendo do essencial: nossa abertura à transcendência.

-¿Porque é que os católicos têm pudor de dizer em público que o são?

-Eu não tenho nenhum pudor em fazê-lo e conheço a muitos católicos que também não. Já com 74 anos vão perdendo muitos pudores ou respeitos humanos, e inclusivamente me acontece diariamente que me encontro com pessoas no templo ‘{wasapeando}’ e tenho que aproximar-me a eles e com fraternal respeito dizer-lhes que não é o lugar para esse cometido e costumam aceitar a correção.

-¿Como foi sua volta como irmão guardião do santuário e porque é que?

-Sou filho de Francisco de Asís e em seu testamento diz que a obediência é paz. E tenho especialista/conhecedor que ser sujeito de obediência a mim me ajuda a ser consigo mesmo e a trabalhamos/trabalhámos por meus irmãos os homens em qualquer circunstância e ocasião. Me pediram os superiores na anterior ocasião que deixasse minha função como guardião já que tem cumpria o período de mandato máximo. Estando em Valência me voltaram a pedir que voltasse a Guadalupe. E isso fiz.

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