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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

“O atraso da maternidade não deve tratar-se como um problema”

O catedrático Guillermo Antiñolo, escolhido um dos 100 melhores médicos do país, explica que temos de procurar soluções para essa circunstância

Redacción AA MONOGRÁFICOS
07/02/2020

 

O médico/ doutor Guillermo Antiñolo, especialista em ginecologia, afirmou que “não podemos apresentar a descida e atraso da maternidade como um problema” e tem precisado que “é um facto/feito ao que temos que procurar soluções”. Numa entrevista com Efe, este catedrático de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade de Sevilla e diretor da Unidade de Gestão Clínica de Medicina {Maternofetal}, Genética e Reprodução do Hospital Universitário Virgem do Rocío de Sevilla, deposita na correta gestão dos dados os avanços de inovação em saúde e a sustentabilidade em Saúde.

“Dados que curam”, sintetiza o médico/ doutor Antiñolo a modo de mote. Este médico foi escolhido um dos 100 melhores de Espanha pela revesta {Forbes}. Responsável de destacadas e inovadoras investigações genéticas, entre elas, o nascimento de três bebés sem a doença genética hematológica que os seus pais tinham e compatíveis para curar a seus irmãos, Antiñolo trabalha na atualidade no desenvolvimento de avanços em cirurgia fetal e contra a cegueira hereditária.

“A tendência no atraso da maternidade não vai a mudar. Olhar para atrás não ajuda, temos uma sociedade diferente e o mundo está a mudar a toda velocidade”, assume este especialista.

Guillermo Antiñolo recorda que a ginecologia e a obstetrícia “foram um motor de avanço na medicina”. Sublinha a evolução desta especialidade, que oferecerá avanços nas dois próximas décadas, e admite o contraste entre a biologia da mulher, que não se pode mudar, e sua posição e tendência em relação à maternidade.

“As mulheres têm os filhos mais tarde, há menos nascimentos. No hospital passámos em 10 anos de 9.000 partos anuais a pouco/bocado mais de 5.000. É um reflexo da evolução social e do aumento da complexidade, tudo isto temos que estudá-lo para oferecer soluções desde/a partir de a ginecologia. Há uma revolução da mulher e elas terão acesso aos filhos quando assim o queiram”, contextualiza. A reprodução humana assistida, prossegue este perito, permite aceder à maternidade de “maneiras impensáveis”, como congelar ou {criopreservar} os {ovocitos}, que “funcionam como um tiro e servem 20 anos depois”, mas também adverte de que estes avanços têm enfrente a biologia da mulher, que não se pode mudar. Com 50 anos, um útero é de 50 anos e as complicações aumentam e são as dos 50 anos: com mais risco de complicações, expõe.

Mas como ponto de partida, resume: “As mulheres agora podem tomar decisões sobre/em relação a quando ficar grávidas, não somente sobre/em relação a quando não ficar grávidas”.

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