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El Periódico Extremadura | Sábado, 25 de janeiro de 2020

“A recolhida de cogumelos tem que regular/orientar-se por decreto como a caça ou a pesca”

Juanjo Ventura AA MONOGRÁFICOS
08/09/2019

 

{fernando} Durán é presidente da Sociedade {Micológica} Extremenha desde há três anos. Nasceu em Las Villuercas e estudou no {IES} {Augustógriba} de Navalmoral de la Mata. Deu classe mais de três décadas, para além de publicitar livros de {micología} e flora. Junto a ele um coletivo de mais de 300 adeptos vela porque os extremenhos conheçamos os segredos do reino dos fungos.

-A candidatura da Sociedade {Micológica} foi proposta pela Associação pela Defesa da Natureza Extremenha ({Adenex}), mas não foi a única.

-Sim, a proposta a fez {Adenex}, que é uma sociedade irmã, pois só/sozinho tem dois anos mais que nós e neste ano celebra o quarenta aniversário de sua fundação. Para a concessão da Medalha da Extremadura se necessita que um organismo proponha a candidatura, mas depois houve apoios. De facto o presidente Guillermo Fernández Vara, me comentou que a candidatura tinha tido muitos, alguns deles procedentes de câmaras municipais, e não somente extremenhos, também tinha algum português e algum andaluz também. Igualmente, recebemos apoio de universidades, de centros de professores, de institutos, de associações {micológicas} espanholas e alguma italiana, associações culturais de toda Espanha e Portugal… Esses apoios por escrito/documento somavam centena dez. Mais a campanha de firmas/assinaturas aberta em nossa web, com mil quatro pessoas têm desembocado neste reconhecimento. Temos tido um grande apoio popular.

-¿Que há no estudo das cogumelos que contribua à conservação e defesa da natureza?

-A maioria dos adeptos de aproximam ao mundo das cogumelos pela gastronomia. Mas a importância principal das cogumelos é que nos diferentes ecossistemas se conetam com árvores e arbustos e se intercambiam substâncias. Os árvores necessitam a ajuda dos fungos. As orquídeas por exemplo, com 25.000 espécies, se não fora por uns fungos não podem germinar. Os fungos em reciprocidade também recebem benefícios e isto acontece em todos os ecossistemas. Florestas e {pastizales} gozam de boa saúde graças aos fungos. As conexões em chão são fundamentais para a manutenção da biodiversidade. A isso {añadimos} que na Extremadura –bem por {micológos} convidados ou nossos- se têm descoberto 17 espécies novas para a ciência recentemente. Por certo, que algumas delas têm em seus nomes ressonâncias extremenhas como o {Odonticium} {Monfragüense} ou uma criadilha de terra chamada {Terfezia} {Extremadurensis}. Extremadura é vital para tomar consciencializa da diversidade mediterrânea. Temos umas florestas em bom estado de saúde graças a que temos muitos cogumelos.

-¿Que tem significado para os membros da Sociedade {Micológica} Extremenha conseguir à primeira este grande reconhecimento?

-Muita alegria. A grande maioria dos membros conheciam a campanha, mas eram conhecedores da dificuldade de conseguir uma Medalha da Extremadura pela abundância de candidaturas. Reconhece o trabalho de investigação e de divulgação que {realizamos}. Nos {dedicamos} sobretudo a transferir esses conhecimentos aos adeptos que gostam de sair ao campo e querem saber que cogumelos há em nossa terra e quais se podem aproveitar. Também não pode esquecer-se o papel que temos na prevenção de intoxicações, com cartazes, campanhas e conferências. De facto, nossos especialistas assessoram aos hospitais quando se apresenta algum caso de intoxicação.

-Às Segundas-feiras {Micológicos} cumpriram já três décadas em Cáceres. ¿Qual é o secreto para perdurar no tempo?

-As gerações seguintes estão tomando o substituição com normalidade. Os que começaram faz trinta anos levaram a seus filhos e aí continuamos. Agora mesmo um dos investigadores principais, Antonio Mateos, tem saído dos Segunda-feira {Micológicos} de Cáceres. Aproximou-se a aprender e hoje é um dos principais {micólogos} da região, juntamente com outros muitos.

-¿Quais foram os principais marcos da Sociedade {Micológica} Extremenha?

- Desde nossos começos temos o Dia da Cogumelo da Extremadura que é um fim-de-semana de outono, de carácter itinerante e que {celebramos} em povos/povoações e cidades das duas províncias. Tem muitos estímulos porque se sai ao campo e há conferências, degustação e visita cultural. Mas também temos uma versão desta jornada em primavera, porque não todos as cogumelos saem em outono. Extremadura tem variedades {seteras} exclusivas desta estação. Somos o primeiro produto do mundo de criadilhas de terra e as {exportamos}. Outros cogumelos próprios são o {gurumelo}, os {rebozuelos}, as {colmenillas}… Para além dos Segunda-feira {Micológicos}, {organizamos} a edição anual de cartazes e o boletim informativo, bem como muitas conferências em colégios e pequenas aldeias. Eu mesmo dei alguma conversa em Agosto, durante as festas {veraniegas}.

-¿Com que apoios contam para o desenvolvimento de suas atividades?

-Em princípio com a quota que pagam os membros da sociedade, que são trinta euros, e que neste ano temos subido a trinta e cinco por vez primeira em muito tempo. Também {contamos} com colaborações, poucas, da Junta de Extremadura, ambas assembleias provinciais, centros de professores…

-¿Porque é que as cogumelos despertam tanto/golo interesse/juro entre os farmacêuticos e em veterinários?

-Farmacêuticos e veterinários fazem parte da vigilância da nossa saúde. Eles têm o dever e a obrigação de conhecê-las. De facto, foram cinco farmacêuticos os que iniciaram a associação em Março de 1981. Hoje em dia temos membros de qualquer profissão. Por exemplo, Antonio Mateos, trabalhou em urbanismo. Qualquer pessoa hoje em dia pode sentir curiosidade por este mundo, embora farmacêuticos e veterinários estejam obrigados a conhecê-las.

-¿Perante um cogumelo que temos de fazer para classificá-la?¿Temos de cheirá-la, parti-la?

-Sim, tudo isso temos de fazê-lo. Mesmo temos de analisar-les desde baixo e tirar a base pelo sim pelo não tivesse uma {volva} como é o caso das {amanitas}, entre elas alguma mortal como a {phalloides} . Trata-se de características {macroscópicas}, embora também poderia analisar-se com o microscópio, mas isso é mais difícil. E não só/sozinho falamos de características visuais, mas também cheirosas. Temos de confrontar-les com a informação dos livros, mas também com a experiência de {micólogos} que têm saído ao campo. As fotos dos livros às vezes não refletem todas as características. Um bom livro sempre ajuda, mas também um adepto com muitos anos.

- As cogumelos têm uma clara vertente gastronómica. ¿Se sabem cozinhar bem as cogumelos na Extremadura?

-Tem mudando muito nos últimos quarenta anos. Já se sabem que cogumelos vão melhor com determinados pratos, quais vão melhor em crude ou com pescados. Tenho trabalhado vinte e cinco anos como professor na Universidade Laboral de Cáceres e durante vinte na Escola de Hotelaria celebraram-se as jornadas {micrograstronómicas} nas que os alunos aprendem a identificá-las e fazem uma classe prática preparando diferentes pratos.

-¿Qualquer pode ir ao campo a procurar cogumelos ou faz falta uma preparação prévia?

-Qualquer pode sair ao campo, mas não toda a gente pode comer-se as cogumelos que recolhe/expressa se não tem conhecimentos prévios. Daí o êxito das nossas jornadas formativas. À {Amanita} {Phalloides} embora seja um cogumelo mortal não devemos dar-lhe um pontapé porque cumpre uma função no ecossistema. Devemos fotografá-la ou desenhá-la. E comer cogumelos sem conhecê-las pode ser um autêntico suicídio.

-¿Que conselhos daria aos que vão a iniciar/dar início neste campo?

-Na Sociedade {Micológica} estamos a disposição dos extremenhos. Não faz falta pagar a quota para assistir às jornadas. É um mundo que, em princípio, pode parecer difícil mas que logo se podem dominar as principais espécies. Não temos de ser um perito e conhecer meio milhar de espécies, mas o importante é conhecer cinco espécies comestíveis e, naturalmente, as tóxicas mais habituais em nossos ecossistemas. Com isso já se pode sair ao campo.

-Também podem converter-se as cogumelos num {nicho} de mercado. ¿Está a favor da produção industrial?

-As cogumelos são um importante recurso económico para Extremadura. Faz quatro anos fui com alunos a uma fábrica em Moraleja a conhecer suas instalações e quando abrimos as portas recebemos uma baforada de aroma a {boletus} que nos deixou surpreendidos. Esse dia estavam processando 20.000 quilos desta espécie, que iam a transferir a Itália num camião frigorífico. As cogumelos são um dê económico em zonas deprimidas. E muitos vivem todo o ano do que consigam em época. Nós trabalhamos/trabalhámos com a Junta numa dobro vertente. Por um lado, nossos técnicos colaboraram com a Direção Geral de Ambiente na redação de um decreto para a regulação da recolhida de cogumelos. Igual que a caça e a pesca estão reguladas também tem que estar a recolhida de cogumelos. O decreto estava ultimado faz um par de anos e não sabemos porque é que não acaba de publicar-se. Já o há noutras comunidades espanholas. Por outro lado, o reino dos fungos é o grande esquecido na proteção da natureza. Extremadura não tem nem um só/sozinho fungo protegido. Também trabalhamos/trabalhámos para que algumas espécies se cataloguem como fungos em perigo de extinção.

-Se diz que os amantes das cogumelos ocultam seus achados para que só/sozinho eles saibam onde encontram-se as melhores. ¿É isso certo?

-Algo de certo há. A ninguém gosta de contar onde estão todos os seus {rodales} de cogumelos, porque se se corre a voz, provavelmente o dia que vá fica sem elas. Sempre algum secreto se mantém.

-¿Poderia fazer-se uma denominação de origem da cogumelo extremenho?

-É mais complicado. É indubitável que a riqueza das nossas cogumelos é muito conhecida em restaurantes de Madrid, País Basco e Catalunha. Nossas criadilhas vão a {centroeuropa} e países árabes. {Exportamos} nossos cogumelos, mas essas espécies também se podem encontrar noutros pontos da península.

-¿Participam na Feria do {Gurumelo} de Villanueva del Fresno?

-Sim, todos os anos, nas treze edições de Villanueva del Fresno participámos. Nas dois últimas edições fizeram campanha para ser Festa de Interesse/juro. Nos temos capotado com eles e conseguiram esse reconhecimento.

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