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El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

A Zona Sul fica sem igreja

A paróquia de São {Servando} e São Germán, que fazia uso da capela da escola {Escolapias} para seus serviços religiosos por convénio, se transferiu ao templo do bairro de São {Ándres}, já que o centro educativo decidiu deixar de alargar o acordo

por CARMEN HIDALGO merida@extremadura.elperiodico.com
01/12/2019

 

«A Igreja é em saída, ou não é Igreja». O diz o Papa Francisco e o reitera o pároco titular da paróquia dos santos {Servando} e Germán, dom Rafael Navarrete. Para o padre, hoje os templos como espaço físico «são o de menos», já que o mais importante é fazer comunidade e as comunidades «estão onde esteja o pastor com suas pessoas». Assim se expressa sobre a situação na qual encontra-se sua paróquia, que tem tido que mudar-se desde/a partir de a capela da escola Santa {Eulalia} das mães {Escolapias} à igreja do bairro de São Andrés. A ideia é poder/conseguir contar num futuro com um templo próprio em Os {Bodegones}. De facto, a Câmara Municipal cedeu em 2007 um solar da rua {Arturo} {Barea} para sua construção, mas finalmente não se levou a termo.

A construção duma nova igreja permitiria atender a toda a população da Zona Sul da cidade, já que após o transferência da paróquia a São Andrés, não há nenhum templo neste ambiente urbano. Apesar de isso, Navarrete sustenta que diariamente celebram-se missas no hospicio, pelo que «a zona sul não está desprotegida de serviços religiosos». Além disso, o padre também costuma ir às residências Os Oliveiras e {Rosalba} para prestar atenção religiosa. Navarrete sustenta que por enquanto «não está definido o conceito/ponto» de como será o recinto que albergará a paróquia dos santos {patronos}, já que o poderia ser uma igreja como tal ou um local com capela, no qual também se pudessem dar catequesis e conversas, entre outras atividades. «Não trata-se só/sozinho de construir um templo, mas mais bem de fazer paróquia», sublinha.

O uso da capela das {Escolapias} por parte da paróquia de São {Servando} e São Germán se remonta a mais de duas décadas. Nos primeiros anos da década dos 90, o por nessa altura bispo de Badajoz, dom Antonio Montero Moreno, solicitou autorização/ licença ao colégio para utilizar/empregar a capela como templo por um período de dois anos, os que seriam necessários para a construção do novo edifício que albergaria as celebrações da paróquia. A ideia era que os franciscanos {afincados} em Mérida levantassem este templo, mas os anos foram passando e finalmente não se levou a cabo. De facto, a comunidade franciscana emeritense se foi embora o ano passado da cidade devido à diminuição de religiosos, a idade avançada dos mesmos, bem como a crise de vocações, entre outras questões.

Cesse do convénio

Segundo informam desde/a partir de o centro educativo, no ano 2011 se acordou assinar um convénio, por uma duração de cinco anos, que foi alargando até ao passado mês de Maio, «com o renovado acordo/compromisso, por parte da Diocese, de construir o templo paroquial». No passado 11 de Junho, o Instituto/liceu de Filhas de María Religiosas de las Escuelas Pías, que tem uma identidade própria dentro da igreja católica, considerou que o serviço que se tinha solicitado fazia mais de 20 anos já se tinha cumprido «com generosidade e sentido eclesiástico», pelo que viu «a necessidade» de que a igreja da escola recuperasse a finalidade para a que foi construída. «Desta forma, e reconhecendo que a relação que nos tem unido durante estes anos foi satisfatória para ambas partes, tomou-se a decisão de não renovar o convénio com o Arcebispado de Mérida-Badajoz para a utilização da capela do centro educativo como templo paroquial», sustentam desde/a partir de a escola.

Neste sentido, também se acordou que até ao mês de Dezembro, e enquanto a paróquia procurasse a solução mais adequada para responder a seu paroquianos, esta poderia fazer uso de a capela do centro como até agora. «Enquanto se constrói ou não estamos dando-lhe saída o bairro de São Andrés, que tem um templo muito bonito e muito bonito», afirma Navarrete, quem entende que o centro tenha cedido recuperar sua capela.

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