Menú

El Periódico Extremadura | Domingo, 18 de agosto de 2019

Uma jazida para aprender

O Consórcio da Cidade Monumental de Mérida está a desenvolver a XXII edição de seus reconhecidos cursos de verão, que neste ano contam com a participação de 31 alunos H A Casa do {Mitreo} centra a formação prática sobre/em relação a arqueologia

por CARMEN HIDALGO
21/07/2019

 

O conjunto/clube monumental se abre um ano mais ao conhecimento de aqueles que vão à cidade durante o período estival para alargar seus saberes da mão da jazida emeritense. A XXII edição dos cursos de verão do Consórcio da Cidade Monumental de Mérida, que arrancaram o 8 de Julho, conta nesta ocasião com a participação de 31 alunos procedentes de comunidades {autonómas} como Castela La Mancha, Madrid, Andaluzia, Catalunha, para além de Extremadura, e de países como Itália ou Chile. As atividades para o os alunos se distribuem em três dos âmbitos de trabalho mais relevantes que desenvolve a instituição: arqueologia, conservação e restauração, e museografia.

«Os cursos de verão fazem parte da essência do consórcio e dentro de todos os objetivos que se apresentam, um deles é o de formar a futuros profissionais no património», destaca o diretor do organismo, {Félix} Palma. «É uma satisfação que possam trabalhamos/trabalhámos de primeira mão, e com um conceito/ponto muito mais prático, num jazida de primeira magnitude como é o emeritense», sustenta Palma, quem espera que os participantes vivam a «experiência» que oferece Mérida desde todos os pontos de vista, já não só/sozinho o monumental.

Dos três cursos estivais que organiza o consórcio, o de maior duração (três semanas) é o de arqueologia, cuja formação teórico-prática se está a desenvolver na casa romana do {Mitreo}, e finalizará o 26 de Julho. Os trabalhos estão dirigidos por {Macarena} Bustamante, professora da Universidade de Granada, e Ana Mª Bejarano, arqueóloga do consórcio, e centram-se em diversas dependências da casa que permitirão ajustar melhor sua cronologia e configuração arquitetónica, mesmo conhecer ocupações anteriores à {domus}.

Concretamente, Bustamante explica que se apresentaram três sondagens dentro da Casa do {Mitreo}, que cada ano «nos dá muitas surpresas e nos permite ver qual foi a {cotidianidad} da Mérida entre os séculos I e III d.C.». Um das sondagens está associado ao {viridarium}, uma zona {ajardinada} da casa, e se está intervindo para ver como estaria articulada, se teria algum tipo de ornamentação, bem como o tipo de plantas e a cronologia do espaço. O segundo das sondagens, na zona da entrada, se associa a um recinto comercial e se tenta apurar que é o que se processava ou se vendia. O terceiro sondagem se está realizando ao lado da entrada da casa e o objetivo fundamental é «compreender se existiria um perímetro que desse cobertura ou segurança à casa, mesmo ver como eram os {desagues} e saídas que permitiriam gerir todos os resíduos que se processavam dentro da casas».

Adrián Rodríguez, um universitário que está terminando a corrida/curso de História, é o segundo ano que participa no curso porque «a jazida é espetacular, para além de que é uma oportunidade única para pegar/apanhar experiência». «{Trabajas} com materiais arqueológicos de primeira mão, os {obtienes} tu mesmo, {conoces} a metodologia para identificar estratos e, em definitiva, as noções mais importantes da arqueologia», sublinha.

Por seu lado, o curso de conservação e restauração, de duas semanas de duração, finalizou na sexta-feira passada e os trabalhos centraram-se nos mosaicos da casa romana do anfiteatro. Por último, de 22 a 26 de Julho se desenvolverá o curso de museografia. Cabe destacar que os alunos, para além de participar nos cursos, têm a oportunidade de assistir a conversas formativas através de um seminário, conhecer o conjunto/clube monumental e visitar outros enclaves da região como Cáceres e Medellín, ao passo que também podem ir ao festival de teatro clássico.

As notícias mais...