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El Periódico Extremadura | Domingo, 29 de março de 2020

Uma família pede 140.000 euros à Junta por uma suposta negligência

Considera que não se cumpriu o protocolo num tentativa de suicídio

C.H. MÉRIDA
03/03/2020

 

Uma família reclamará responsabilidades à Junta de Extremadura por supostamente não vigiar e cumprir os protocolos com uma interna de 39 anos, do centro sociosanitário Adolfo Díaz Ambrona, que se tentou retirar a vida no interior destas instalações. Fruto desse tentativa de suicídio, M.L.L.L. faleceu dias mais tarde no hospital. O juízo terá lugar o 25 de Março, no Juzgado de lo Contencioso Administrativo de Mérida, e se solicita uma indemnização de 140.000 euros para os familiares.

Os familiares explicam que a falecida tinha esquizofrenia residual e quando faleceu estava tutelada pelo governo regional, a conselheria de Saúde e Dependência. Os factos/feitos aconteceram o 18 de Outubro do ano 2015, no pavilhão Monesterio do centro {sociosanitaro} (antigo psiquiátrico), quando M.L.L.L. encontrava-se «somente vestida com um fralda» numa quarto de isolamento, imobilizada com correias de sujeição e submetida a vigilância. Afirmam que M.L.L.L morre como consequência da introdução na boca, por ela mesma, de pedaços do fralda que levava posto.

Quando os empregados encontram a M.L.L.L., tentam reanimá-la, mas já era tarde e faleceu o 24 de Outubro no hospital emeritense, depois de/após estar tudo esse tempo em coma irreversível. A família quer que se esclareçam os factos/feitos e não fique impune quem tenha responsabilidade. Também que se façam efetivos as mudanças necessários nestes centros para que não volte a acontecer algo assim. Também, mostram-se indignados ao afirmar que a administração não se tem posto em contacto com os familiares nem para saber como estavam.

O advogado cacerenho Juan José Jiménez Bustamante, que defende os interesses dos familiares, manifesta que, uma vez arquivada a via penal, se tem interposto procura de recurso contencioso administrativo, ao considerar que os serviços sociosanitários da Junta poderiam alegadamente não ter atuado corretamente, e inclusivamente duma maneira negligente, ao não ter realizado o adequado seguimento e controlo da doente o dia dos factos/feitos e não ter seguido/continuado os protocolos. A Junta declina pronunciar-se porque o caso está em via judicial.

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