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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 1 de abril de 2020

Tempo de preparativos confrades

As irmandades da cidade já estão imersas nos trabalhos para a posta prestes a os apetechos e estreias que luzirão na Páscoa 2020 H Imagens da confraria Infantil e das Três Quedas foram submetidas a um processo de restauração

por CARMEN HIDALGO
08/03/2020

 

A 28 dias vista do Domingo de Ramos, as irmandades emeritenses vão intensificando os preparativos face a as estações de penitência que realizarão durante a Páscoa de Mérida, declarada festa de interesse/juro turístico internacional. Os portadores e costaleros estão imersos nos ensaios, os irmãos apuram a limpeza dos apetechos, e os confrades em geral começam a sentir esse nervosismo próprio de quem leva um ano esperando para viver a semana grande da fé e a devoção. A contagem decrescente vai-se acabando e, por {ende}, a ilusão/motivação aumenta.

A confraria das Três Quedas se prepara já para usufruir duma Páscoa que, se o tempo o permite, será sem lugar a dúvidas muito especial. Nossa senhora da Misericórdia {procesionará} pela primeira vez em sua história num {palio}, um projeto que se fez realidade graças às doações. «Nunca passou um {palio} pelo ponte/feriado romano e estamos muito iludidos», destaca o irmão mais velho, Agustín Pérez. Além disso, a {candelería} luzirá renovada e alargada; e a virgem estreará uma {saya} realizada no oficina da irmandade. Por seu lado, o passo de {cristo} contará com respiradouros na parte alta.

Cabe destacar que o santíssimo {cristo} das Três Quedas se tem submetido a umas trabalhos de restauração, que tem realizado Francisco Berlanga de Ávila, autor de todas as imagens da confraria. «O {cristo} ficou perfeito e ninguém vai a notar nada», sustenta Pérez. A Câmara Municipal tem financiado esta intervenção na imagem, já que era «muito necessária desde/a partir de fazia anos». Desde que Pérez é irmão mais velho, fará uns cinco anos, se têm investido mais de 50.000 euros em património, e «o positivo é que praticamente todo este investimento foi graças às doações».

Como novidade, a confraria decorrerá neste ano durante um troço em silêncio, em aras de favorecer o usufrua das pessoas com diversidade funcional, com transtorno do espectro autista e hipersensibilidade acústica. Esta iniciativa tem jogo/partido da confraria Infantil, já que foi a primeira em informar à Junta de Cofradías de que contaria com um troço em silêncio. Seu irmão mais velho, Agustín Delgado, explica que em Janeiro aprovaram esta iniciativa em Junta de Gobierno ao pensar que «era algo necessário e tinha que fazê-lo». Relativamente aos estreias, destaca o livro de regra, que têm doado alguns irmãos da confraria, e a vestimenta do conjunto/clube escultórico do passo de mistério. Também, a câmara municipal tem financiado a restauração da nossa senhora do Rosário e do {cristo} da bilhete em Jerusalém.

Delgado destaca que já se estão intensificando os ensaios e as agendas com os cultos aos titulares. Além disso, aponta que na sexta-feira passada começou a tradicional escola confrade, na qual os mais pequenos recebem formação com questões relacionadas com a vida da irmandade, bem como as partes e elementos duma estação de penitência. No sábado prévio ao Domingo de Ramos, os participantes farão uma miniprocissão pelos arredores da concatedral de Santa María. Como novidade, nesta edição participarão jovens de Plena Inclusão e de {Down} Mérida.

Por seu lado, o irmão mais velho das Lágrimas, Francisco Javier Dopico, assinala que neste ano não porão na rua nenhum estreia material a destacar, já que a Junta de Gobierno mudou faz relativamente pouco/bocado. «Nós começaremos agora outro tipo de projetos, mas temos de vê-los e não deu tempo para muito», sustenta. Não obstante, e como novidade, o Terça-feira Santo a irmandade realizará ato de penitência na basílica de Santa {Eulalia} e na concatedral de Santa María. «Três membros da irmandade entram ao sacrário, se ajoelham e voltam a sair em representação de toda a irmandade», explica. Cabe assinalar que as Lágrimas também se tem aderido à iniciativa de que um troço da procissão decorra em silêncio. «Queremos que toda a gente tenha direito a usufruir da Páscoa», sublinha.

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